Estancionamento
O ministro Miguel Relvas disse hoje (ouvir aos 48 segundos
deste trecho, a seguir a uns berros parece que publicitários) que conhecia uma empresa municipal que se dedicava a gerir o estacionamento à superfície de uma dada zona e que tinha um passivo de 26 milhões de euros.
Se a empresa não gerisse o estacionamento à superfície, os contribuintes não pagariam de cada vez que estacionassem na concessão da dita e não pagariam nos impostos para pagar o estacionamento.
Este é o retrato do país de doidos em que nos convertemos.
Onde uns roubam, alguns contemporizam, uma grande remessa ocupa cargos de responsabilidade sem ter racionalidade para gerir um lugar de hortaliça e a esmagadora maioria começa finalmente a perceber que anda a ser roubada.
Mesmo que o roubo não passe de um prejuízo causado por mentes vazias. Que é o que se passa em grande parte dos casos.
Isto vai dar merda. Espressamente.
por MCV às 18:03 de 20 setembro 2011 
Natureza humanaNão sei como hei-de qualificar um tipo que estive a ouvir.
O tipo foi condenado à morte por homicídio, viu a pena comutada, ao que disse, por uma qualquer questão legal e está agora em liberdade. Que lhe permite aparecer num estúdio de televisão e dar opiniões.
Tudo isso são os dados.
O que é já do meu julgamento é a perplexidade com que o ouço dizer que, por não ter sido morto, pôde aproveitar a vida a ajudar outras pessoas e que pagou impostos no tempo que lhe deram.
Disse mais coisas. Do mesmo calibre, centrado no eu e nos satélites que o rodeiam.
Esqueceu-se, naturalmente, de falar nos impostos que a sua vítima não pôde pagar.
Não dá para rir, naturalmente.
por MCV às 18:02 
Direita altaEu, que não conheço Rui Carapuça, posso ainda assim afirmar que perturbei, involuntariamente, a rodagem do anúncio.
Mais, que me encontrava por mero acaso aqui nesta imagem fora de cena, ali pela direita alta a cavaquear com um velho e grande amigo, dono da vara e do sítio.
fotograma retirado deste documentário
por MCV às 21:25 de 19 setembro 2011 