Teste de carga
imagem do blogue Rio de Janeiro AntigoIndagar da relevância para o sistema bancário de usar um algoritmo para medir uma coisa qualquer, fazendo
variar umas variáveis, seria talvez a curiosidade do dia.
Seria, se não fosse particularmente óbvia a irrelevância do exercício académico e talvez
politicamente necessário.
O que me faz lembrar da
escada do economista.
Será que um tal teste de carga a esta escada também a aprovava?
por MCV às 20:34 de 23 julho 2010 
VidasPelo pouco que vi nas reportagens sobre o caso dos presumidos homicídios de Carqueija, interrogo-me sobre se há alguma informação relevante sobre a sociedade que dali se retire, não tanto pelos crimes mas pela envolvente, ou se é um caso cuja ponderação é irrelevante, com traços semelhantes a tantos outros de tantas outras épocas.
por MCV às 13:55 de 22 julho 2010 
Busca e salvamentoPergunto-me, quando vejo o aparato das corvetas e dos helicópteros, qual é a razão entre os casos de sucesso de busca e salvamento de pessoas perdidas no mar sem embarcação e o número total de casos em que tais meios são aplicados?
A partir de quanto tempo é que se pode falar ainda em salvamento e se esse tempo é compatível com a utilização das corvetas.
Quantos casos de busca, já não de salvamento, justificam tais meios?
E para que servem as motos de água e as chatas com motor a ziguezaguer sem norte, a partir do tal intervalo de tempo, que eu não sei determinar, em que o índice de sobrevivência está abaixo de zero?
Trata-se apenas e só, de um nada racional conforto psicológico para os que cá ficaram?
por MCV às 15:48 de 20 julho 2010 
O terramoto de 19 de Fevereiro de 1989Apercebi-me hoje de que algo me deveria ter escapado há vinte e um anos atrás.
Ou então que da memória se me apagou tal facto.
Num livrito fraco que acabei de ler, encontrei referências a uma predição de um sismo feita por uma “bruxa” e que teve destaque na imprensa da época, aparentemente da mais popular e sensacionalista à mais circunspecta.
E que tal rumor terá gerado uma espécie de êxodo dos alfacinhas e seus circunvizinhos.
De facto, não tenho a menor ideia de tal.
Pela minha agenda, dou-me conta de que era uma época demasiado ocupada para que me desse conta de sentimentos populares mais ou menos visíveis.
Não me lembro. Ponto.
Para quem como eu observou de perto e com muita curiosidade o
êxodo fantástico de Novembro de 1967, em que milhares de pessoas fugiam pelos campos e pelas estradas, a pé, de uma colossal explosão com hora marcada, seria esperável que tivesse dado alguma atenção a uma possível replicação do fenómeno embora desta vez anunciado ao que parece com muito maior antecedência, privando assim a experiência do dramatismo das fugas sem tino e sem destino.
Pois, como disse, ou não me dei mesmo conta ou a coisa foi de tal modo pífia que se me obliterou das gavetas.
por MCV às 10:48 de 18 julho 2010 
As mulheres com cara de pãoSe eu me esforçasse agora um pouco talvez conseguisse dar, por escrito ou por desenhado, uma ideia do que me ocorreu serem as
mulheres com cara de pão.
Talvez com isso despertasse, numa probabilidade desprezável, o receio de alguém meu conhecido se sentir identificado com o conceito.
Não o vou fazer, por ambas as razões. Não estou para esforços numa manhã de domingo e não quero correr o risco de embater com probabilidades desprezáveis.
Dito isto, posso afirmar que foi esta uma ocorrência de há minutos. A de eu ter constatado que um certo tipo de mulheres que ostenta um certo tipo de cara – e ainda assim posso adiantar sem revelar mais do que isso, que o pão deve ter vindo à baila associado a uma pele algo curtida e grossa – a de eu ter constatado, dizia, que essas mulheres depois de durante anos as ter provavelmente associado ao pão, a um panito sem sal, convenhamos, à moda do meu Alentejo, me despertavam agora uma certa curiosidade feminil.
Tudo isto se desfiou atrás dos meus olhos há pouco.
Será caso da idade?
Ou as minhas células ordenam-me que desça à rua e compre pão quente?
por MCV às 08:03 