Três em um
Já não sei o que diga sobre o Sporting.
De repente, onde havia três pessoas a trabalhar – Couceiro, Costinha e Paulo Sérgio – há uma só. Aquela que disse que não iria treinar o Sporting. Está a fazê-lo, ainda que interinamente.
Em três dias, comunica à CMVM uma coisa e o seu contrário.
É melhor evitar o assunto, doravante.
26/02/2011
Salários
Uma das razões aduzidas para pagarmos copiosos salários aos funcionários superiores das empresas públicas e afins é a de só assim conseguirem elas atrair os melhores quadros.
Como perguntaria o labrego à mulher que pintava os olhos: “Então por que é que não atraem?”
Por que é que há por lá tanta mediocridade encartada?
Uma das razões aduzidas para pagarmos copiosos salários aos funcionários superiores das empresas públicas e afins é a de só assim conseguirem elas atrair os melhores quadros.
Como perguntaria o labrego à mulher que pintava os olhos: “Então por que é que não atraem?”
Por que é que há por lá tanta mediocridade encartada?
25/02/2011
Esta rua não existe

Ao contrário de outras.
Ele também há as ruas projectadas. Que do projecto passaram à existência, mas não lograram ser existentes.

Ao contrário de outras.
Ele também há as ruas projectadas. Que do projecto passaram à existência, mas não lograram ser existentes.
24/02/2011
Encenador

imagens da AFP (colhida aqui) e da televisão líbia, via BBC
Há qualquer coisa de verdadeiramente excepcional nos enquadramentos em que Kadhafi fez as suas últimas declarações.
Quer as da porta da camioneta1, de chapéu de chuva aberto, quer as do palácio bombardeado em que aparecia no centro alto.
Quero crer que quer na primeira circunstância por mero acaso, quer na segunda, mais por simbolismo que por encenação, com uma grande dose de improviso cenográfico, tudo resultou de forma a transmitir, pelo menos a mim, uma expressão plástica de fino recorte.
Numa altura em que a imolação de um pobre desonrado parece ter acendido um rastilho ligado a variados barris de pólvora – há quem os diga de petróleo – custa-me mais do que nunca ouvir os que têm explicações para a História e os que sabem exactamente o que vai acontecer a seguir.
Quantos mortos fez uma certa bela disparada em Sarajevo, vai para cem anos?
1 alertado por Luís Bonifácio, verifiquei que era um rotundo disparate chamar camioneta a um carrinho de golfe. A chave encontrei-a aqui.

imagens da AFP (colhida aqui) e da televisão líbia, via BBC
Há qualquer coisa de verdadeiramente excepcional nos enquadramentos em que Kadhafi fez as suas últimas declarações.
Quer as da porta da camioneta1, de chapéu de chuva aberto, quer as do palácio bombardeado em que aparecia no centro alto.
Quero crer que quer na primeira circunstância por mero acaso, quer na segunda, mais por simbolismo que por encenação, com uma grande dose de improviso cenográfico, tudo resultou de forma a transmitir, pelo menos a mim, uma expressão plástica de fino recorte.
Numa altura em que a imolação de um pobre desonrado parece ter acendido um rastilho ligado a variados barris de pólvora – há quem os diga de petróleo – custa-me mais do que nunca ouvir os que têm explicações para a História e os que sabem exactamente o que vai acontecer a seguir.
Quantos mortos fez uma certa bela disparada em Sarajevo, vai para cem anos?
1 alertado por Luís Bonifácio, verifiquei que era um rotundo disparate chamar camioneta a um carrinho de golfe. A chave encontrei-a aqui.
23/02/2011
O número de eleitor

Foi dito que o número de eleitor deixará de existir.
Que a haver um número necessário à organização dos cadernos eleitorais e assembleias de voto esse número será o actual número de identificação civil (o do B.I. ou do C.C.).
Parece-me uma medida acertada.
Não sou capaz de julgar a necessidade que houve de criar aquele número, a seguir à revolução de 74.
O que se pode dizer é que funcionou bem.
E só quando começou a trapalhada da sua suposta eliminação é que deixou de funcionar. Por alguém ter convencido as pessoas que deixava de ser necessário ou até ter decidido, segundo algumas vozes, inutilizado o cartão de eleitor de pessoas que obtinham o cartão de cidadão.
Portanto, o número de eleitor (com cartão ou sem cartão) funcionou bem até que o eliminaram, na intenção ou no acto.
É claro que o número do B.I. é mais do que suficiente para encaminhar as pessoas para uma assembleia de voto.
É até muito simples criar uma regra expedita facilmente assimilável por toda a gente. E que funcione bem com a ordinária actualização dos cadernos eleitorais, permitindo que a esmagadora maioria dos eleitores não mude de mesa de voto, desde que não mude de residência. Que haja até menos gente a mudar de mesa do que com o sistema actual.
É à espera do que vai sair destas cabeças que estou agora.
Depois do que se passou nos últimos actos eleitorais e do facto de se ter percebido que nem quem tinha responsabilidades percebeu o que de facto aconteceu, não espero grande coisa.
A frase “ficando os cadernos eleitorais de cada assembleia de voto organizados segundo a ordem deste número [de identificação civil]” que aqui se pode ler, também não me inspira confiança alguma.

Foi dito que o número de eleitor deixará de existir.
Que a haver um número necessário à organização dos cadernos eleitorais e assembleias de voto esse número será o actual número de identificação civil (o do B.I. ou do C.C.).
Parece-me uma medida acertada.
Não sou capaz de julgar a necessidade que houve de criar aquele número, a seguir à revolução de 74.
O que se pode dizer é que funcionou bem.
E só quando começou a trapalhada da sua suposta eliminação é que deixou de funcionar. Por alguém ter convencido as pessoas que deixava de ser necessário ou até ter decidido, segundo algumas vozes, inutilizado o cartão de eleitor de pessoas que obtinham o cartão de cidadão.
Portanto, o número de eleitor (com cartão ou sem cartão) funcionou bem até que o eliminaram, na intenção ou no acto.
É claro que o número do B.I. é mais do que suficiente para encaminhar as pessoas para uma assembleia de voto.
É até muito simples criar uma regra expedita facilmente assimilável por toda a gente. E que funcione bem com a ordinária actualização dos cadernos eleitorais, permitindo que a esmagadora maioria dos eleitores não mude de mesa de voto, desde que não mude de residência. Que haja até menos gente a mudar de mesa do que com o sistema actual.
É à espera do que vai sair destas cabeças que estou agora.
Depois do que se passou nos últimos actos eleitorais e do facto de se ter percebido que nem quem tinha responsabilidades percebeu o que de facto aconteceu, não espero grande coisa.
A frase “ficando os cadernos eleitorais de cada assembleia de voto organizados segundo a ordem deste número [de identificação civil]” que aqui se pode ler, também não me inspira confiança alguma.
22/02/2011
Nos antípodas dos sismos de Christchurch, uma vez mais

Mapa do IGN de Espanha, dados do USGS dos EUA
um pouco mais a sul a zona dos epicentros, desta vez.

Mapa do IGN de Espanha, dados do USGS dos EUA
um pouco mais a sul a zona dos epicentros, desta vez.
21/02/2011
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