20/06/2009

O blogger repórter



Acidente ocorrido cerca das 20:30 de ontem, perto da Charneca do Milharado, na E.M. 538 de Mafra.

19/06/2009

O Ab(d)ominável Homem das neves

Confesso que não sou um letrado no assunto. Aqui e ali li qualquer coisa sobre e foi tudo.
E de facto não tinha a ideia de que o afamado tivesse alguma vez sido crismado (um pouco) de canibal. Já que as suas aparições se assemelhavam, na minha imaginação, a fugazes lampejos pouco propícios a análises de hábitos alimentares.
Penso agora, a cinquenta e sete anos de vista, que talvez haja alguma razão para lhe chamarem abdominável...


Diário de Lisboa, 31 de Março de 1952

17/06/2009

Uma brejeira alegoria

Um enviado do professor Mamadu contemplou-me com mais um cartão de visita do dito.
Desta feita parece-me o papel um pouco mais grosso e em vez da caixa do correio foi o vidro do carro que tenho a cargo por estes dias, o sítio do contacto.
Ao ler que ele resolve todos os problemas, incluindo a sorte ao jogo – estranhamente este currículo não refere que também resolve as perdas na lavoura, coisa que tenho a certeza de já ter lido em iguais portfolios – lembrou-me um caso em que de facto tive esse problema, e a que já aqui vagamente aludi.

Tratava-se de uma barraca de feira, onde os prémios correspondentes ao número saído na grande roda eram reclamados com senhas coloridas e carimbadas de livrinhos de rifas.
Do que sucedeu, nada sei a não ser que fui contemplado com uma bateria de cozinha por ter saído o meu número em vários sorteios sucessivos, de forma que arremetei panela a panela, tacho a tacho, um atado que levei orgulhoso para casa.
Suspeito hoje que o número de magalas entusiasmados com as generosas formas da criada que me acompanhava, multiplicado por um pré talvez recente tenha contribuído decisivamente para o sucesso, dado o entusiasmo com que concorriam com a minha sorte (ou vício?). Era Verão e estava muito calor, as roupas eram leves...

Hoje, não sendo Verão, é-o de facto. A feira há muito não existe. E o local onde se erguia não era longe de onde o ajudante de Mamadu deixou o eloquente recado.

A sorte ao jogo continua a ser um problema delicado. É ver as vezes em que todos somos contemplados em sorteios de lotarias ignotas. Não sabemos o que havemos de fazer a tanto prémio.