28/06/2008

Na Praça Dom Pedro V

A jornalista da SIC N está na Praça Dom Pedro V, em Lisboa – disse e repetiu já três vezes.
Deve ser mais uma vez uma questão de fusos horários de avô para neto, como do Marquês para o Saldanha.
No estúdio, disseram Rossio.
Carvalho da Silva

Quando ouço falar Carvalho da Silva, ocorre-me de há tempos* para cá: este homem é um doutor por extenso!


* Há menos de um ano, pelos vistos. Eu diria que o é desde sempre.
Costa ocidental, 2007

27/06/2008

Investir na inteligência

Não nos esqueçamos de que, na base deste caso do Tribunal da Feira, independentemente das ínvias relações de causa-efeito com agressões a magistrados que se queiram estabelecer, está um edifício ou mal projectado, mal calculado ou mal construído.
O investimento que aqui falta é na inteligência.

Depois, é claro, e com isso, temos o estado a que aquilo a que teimamos em chamar justiça chegou.

25/06/2008

Caldas de Monchique, 1989

Olho de Boi, 2008

Morfeu e eu

Havia um tipo em que eu reconhecia um familiar em forma ainda que não em conteúdo que me dizia: “A ti, só te interessam os homens da tua família quando, com a idade, se tornam sábios.”
Eu acho que lhe dei razão, como se dá nos sonhos, sem abrir a boca, sem fazer um gesto.

23/06/2008

Investir nas auto-estradas

Não sei há quantos anos é que não se investe na inteligência em Portugal.
Há sempre aquela suspeita de que os burros que mandam não vêem com bons olhos o aproveitamento dos mais capazes.
Este caso repetido dos últimos dias do facilitismo nos exames de Matemática não é bem sinal disso. É sinal de outra coisa que lhe anda associada, é sinal verde para os incapazes lograrem chegar onde não devem e ao mesmo tempo distorcer as estatísticas do aproveitamento escolar.
Deparar com um licenciado incapaz de qualquer tipo de raciocínio mais ou menos complexo é trivial hoje em dia.
É quase um “Foge, estupor, que te fazem doutor!”
Ao mesmo tempo, e isso era o meu ponto, o aproveitamento dos alunos fora de série é negligenciado. Não há nenhum tipo de programa apontado para seleccionar, separar e instruir os muito capazes. E aproveitá-los por cá.
Isso é mesmo impensável. O que queremos mesmo é a mediocridade. É a ela que cantamos loas todos os dias.
Lisboa, 2008