16/07/2011

Na rede

Suponhamos que existe um certa urgência em contactar Fulano de Tal, velho conhecido (se há coisas que se tornaram mais difíceis de obter, mesmo na idade da informação, uma delas é o número de telemóvel de alguém).
Suponhamos que o fixo, fácil de obter, nos premeia com um sinal de impedimento.
Suponhamos que à mão está alguém que terá algures o número de telefone da mulher do dito que talvez seja diverso deste que se obteve e se encontra inacessível.
Suponhamos que, no entretanto, se vai pela rede à caça do homem.
Suponhamos que se não encontra nenhum número de telefone para além do que já se tentou mas... tropeça-se num edital em que aparecem juntos os nomes de Fulano de Tal e Senhora.
Ainda se vai a tempo de dizer: Não vale a pena procurar o número. Já não liga um a outro.
E de evitar um desconchavo.
Suponhamos que tudo isto aconteceu e no final Fulano de Tal estava do outro lado da linha. Da antena. Sem suspeitar que os seus assuntos particulares estavam à vista de um acaso.

15/07/2011

A estrada do Sul


(clicar para ampliar)

Ou uma ilustração tardia de memórias essenciais.

14/07/2011

65 por cento

Disse o ministro das Finanças que 65 por cento dos agregados familiares não vão ser abrangidos pela sobretaxa anunciada.
Esta verificação é um censo da pobreza.
Coisas que os antigos diziam de outra maneira - sentença quarta

No caminho da sapiência vais substituindo constantes por variáveis. E existe nele um ponto a partir do qual todas as variáveis são uma e uma só constante.

11/07/2011

Notas com cifrões

Já não há pachorra para os tipos que descobriram agora as agências de notação.
Um jornalista que escreve “O comércio de artigos de luxo disparou apesar da crise” é um jornalista que não conhece o conceito de adversidade, de adversativo.
Uma câmara municipal que gasta dinheiro em folhetos a cores (já não em papel acetinado mas em papel reciclado, ao que me parece) e indica logo no início do dito que está solidária com os munícipes é no mínimo ridícula. No mínimo. Podemos depois ir buscar a alegoria da pipa de vinho (cuja há mais de seis anos aqui chamei a terreiro).


clicar para ver a capa do folheto
Marinha