ExemplosEstava o Prof. Salvato Trigo na RTP a tecer comentários sobre os exemplos de linguagem que as elites devem dar – referia-se à educação e à instrução – quando disse que [...]
ninguém se instrói [...].
Exemplar, de facto.
por MCV às 11:25 de 03 julho 2009 
O caso PinhoO ex-ministro Manuel Pinho é daquelas figuras que, sem nunca a ter conhecido, me desperta companheirismo.
Como diria um amigo meu, tem cara de “boa senhora”.
E não se leia nisto sarcasmo ou ironia alguma. É de facto uma pessoa que me é simpática na pantalha.
Dito isto, foi também enquanto ministro uma personagem que me intrigou de alguma forma.
Ouvi-o dizer coisas inacreditáveis e ao mesmo tempo parecer ser capaz de juntar três ou quatro argumentos com sentido, coisa que, como sabemos, há pouco quem consiga no actual panorama político, da esquerda à direita.
Dizem, agora, até os adversários políticos que foi diligente e eficaz nalguns casos mas não lhe ficou bem dizer que trabalhara dia e noite – há um estranho costume em Portugal de julgar o trabalho não pela sua qualidade mas pela sua quantidade, como se um tipo que não se deita esteja mais bem equipado para tomar boas decisões do que um que dorme o tempo suficiente.
Foi em diversas ocasiões criticado “ao lado” como também é costume por cá – por exemplo no caso da “mão-de-obra barata” em Portugal anunciada aos chineses.
É claro que a comparação não era com a chinesa, o que não faria o menor sentido, tratando-se de comparar destinos de eventuais investimentos chineses na Europa.
Dito tudo isto, o homem hoje surpreendeu-me.
Por cá, não sei há quanto tempo não havia qualquer coisa do género.
Houve, no Parlamento Europeu, o chegar de roupa ao pelo por parte do Prof. Rosado Fernandes, coisa de resto de que o próprio nunca mostrou arrependimento, tendo em conta que se sentira atingido na sua honra.
O gesto foi de facto para mim surpreendente. Por ter sido feito por quem foi e no sítio em que foi.
Ainda assim não me consigo pôr na pele de quem o critica por tal.
O ex-ministro Pinho não deixou, apesar do sucedido, de me parecer uma figura simpática.
por MCV às 06:18 
O mundo em que vivemosMadoff foi condenado a 150 anos de prisão.
Na corrupção há a figura do corruptor e do corrompido. Na aldrabice apontada à ganância alheia que aqui designamos por
conto do vigário, não existe a criminalização do ganancioso que alimenta a teia do aldrabão.
por MCV às 07:16 de 30 junho 2009 
JPPPacheco Pereira está longe de ser um indivíduo destituído.
Faz por isso espécie que, depois do falhanço que foi aquela fugaz passagem pelo jornal da SIC, apareça agora a solo a fazer uma coisa que faz menos bem. A falar para uma audiência.
O homem pensa por ele, escreve bem e é explícito no que diz, em confronto com outros.
Mas torna-se maçudo assim. É claro que isto é uma opinião. E como todas as opiniões...
A ver vamos, porém, quanto tempo se aguenta o programa.
imagem da SIC N
por MCV às 22:07 de 28 junho 2009 
O lixo social e a infinita estupidez dos simplesDizem – e as imagens mostraram – que aconteceram distúrbios num jogo de juniores em Alcochete, na academia do Sporting.
Os conflitos acontecem pela acumulação de lixo social – já sabemos isso há muitos séculos.
Faz parte da vida.
Há depois uns simples com responsabilidades que dizem que a culpa é das instalações.
É o velho dito da “sala torta”.
Em tempos, era o Estádio Nacional que não tinha condições de segurança – talvez seja mesmo dos mais seguros, mas isso é impossível de explicar a certa gente da bola – porque certo dia deixaram entrar uma parte desse lixo com armas mortais.
É claro que a grande maioria são meros papagaios. Como em todas as áreas da vida.
por MCV às 03:12 