Imposto sobre a estupidezTodos os agravamentos que ora e doravante sofrermos nos impostos, nas taxas e nas alcavalas serão devidos à nossa própria estupidez. E à estupidez dos que escolhemos para nos governarem.
Também é estúpido dizer isto, uma vez que nada disto começou hoje.
Remontará talvez ao reinado de D. Fernando. Nesse tempo, porém, a democracia era outra. Como se conta que se viu na aclamação do seu meio-irmão.
por MCV às 21:06 de 01 julho 2010 
Palavra do dia
O
Priberam elegeu hoje o
King.
Parece-me bem. 1 de Julho, o início dos três meses em tempos consagrados ao cansaço dos ociosos excessos.
Cheira essa palavra a férias grandes, trazendo tudo o resto atrás.
Nunca joguei a versão “a parceiros”. Mas sim a “a três”, com o morto.
por MCV às 18:12 
Trabalho de campoHoje em dia há máquinas que registam na foto as coordenadas esféricas e o azimute.
E para quem não tem nada disso, há o
Google.

Antes ou depois, há a discussão sobre se isto é bom ou mau.
Big Brother is actually watching you.
por MCV às 19:43 de 30 junho 2010 
AprendizagemUma das coisas que é impossível transmitir aos novos é o que é o envelhecimento.
Seja porque o exposto é intrínsecamente verdadeiro, seja porque os novos não querem ouvir ou não são capazes de entendê-lo, seja porque os velhos querem poupar aos novos as notícias dessa provável fatalidade, seja ainda porque os anciãos têm mais com que se preocupar.
Ia escrever que, com a idade, se deixa de aprender nas viagens, como se deixa de aprender em quase tudo, contrariando o “
todos os dias se aprende” e indo ao encontro do “
burro velho não aprende línguas”.
Não se aprende, apenas se toma nota, se verifica.
Ia escrever mas...
Ocorreu-me então que, algures em certa rua de uma cidade média do mundo ocidental, se me entranhou a ideia de que a civilização (ou o
IDH, como se pretende medir tal coisa) se relaciona com o cheiro a mijo (haveria que criar uma escala para o graduar, eventualmente com a ajuda dos cães ou
das borboletas, caso não exista já) através de uma equação diferencial.
De que forma, não faço a menor ideia.
Aprende-se, afinal, a congeminar disparates. Que não são mais do que aproximações, afinações, de
disparates antigos.
por MCV às 13:05 de 28 junho 2010 