Jornalismo
Quando disse que o jornalismo
hoje é uma espécie de glossário de anedotas do tempo em que andei na escola primária não estava a exagerar.
Todos os dias, a quase todas as horas, se ouvem e lêem as coisas mais extraordinárias.
Com o choque de comboios do domingo passado, o facto de se referirem (bem) ao local como Granja do Ulmeiro, não evita que se diga que um acidente ferroviário na Estação do Rossio não é um acidente na Praça Dom João da Câmara ou na Rua 1º de Dezembro. É um acidente na Estação do Rossio.
E tratava-se aqui de um acidente na Estação de Alfarelos que é uma das mais famosas e importantes do país.
Ainda que Alfarelos, a terra, diste mais da estação do que a referida povoação.
Isto é apenas uma exigência digamos mesquinha – a de introduzir uma certa hierarquia nos topónimos.
O que já faz parte do tal glossário é a quantidade de vezes que se ouviu conjugar o verbo
abalrar (suponho que seja assim que se escreve) e o tempo em que
diversas formas do verbo em causa apareceram escritas na pantalha.