A semântica dos objectos
Os objectos até há dias contidos neste cofre, embora haja a certeza de que a maioria ali apenas ocupava espaço (uma colecção de adaptadores em plástico para botijas de gás de isqueiro?), os outros objectos – e o alto critério que exclui os adaptadores e meio contentor de um termómetro clínico, de onde vem ele? que autoridade o instituiu? – dizia, hão-de ter tido um significado especial para o dono do cofre. Uns, parece que irradiam esse significado, outros estão, estavam ali enterrados num enigma que ninguém decifrará.
É da transformação de significados, desses objectos ou de outros, que me apetecia escrever grandiloquente prosa.
Remetido à prática dos dias sem significado aparente, cataloguei em diversos nas gavetinhas de material de oficina o acima descrito bem como meia caixa de agulhas em prata e um canto de moldura em casquinha. Isto do que me lembro.
Durante uns anos hão-de ser os objectos que estavam no cofre de. No meu dicionário de significados.
Um destes dias, serão os diversos da estante de gavetas oficinais do Manel. Ou nem isso.
por MCV às 22:11 de 14 março 2015 
Preconceito
Por que é que a maioria das caras que aparecem na televisão a esbracejar pela perda dos valores em títulos do BES me suscitam aquela velha desconfiança?
Repito-me, ou quase.
por MCV às 17:52 de 12 março 2015 
Alcofa
Retomando uma tradição ancestral, que eu há anos mantinha apenas do carro para casa, saí hoje de casa com uma alcofa. Às compras.
Entretanto ouvi o senhor ministro dos sacos de plástico falar do assunto pareceu-me que meio satisfeito meio embaraçado. Dizendo que tinham previsto o futuro próximo. Coisa estranha em tal governo.
Não tenho a menor dúvida de que os sacos de plástico tipo supermercado levaram grande cresta. Onde a minha dúvida se instala é na alternativa.
Durante anos, parece-me que se pode afirmar, eram estes sacos de supermercado o envólucro mais utilizado para os resíduos domésticos.
Tendo eles desaparecido da circulação, ainda não observei com atenção mas calculo que os sacos de plástico feitos de propósito para o lixo sejam agora muito mais utilizados. Em substituição dos outros.
Ganhou-se alguma coisa com isso? Estes sacos degradam-se mais depressa?
Também a venda destes vai em parte para o saco dos impostos
verdes?
por MCV às 16:22 
Há 40 anos
A imagem que me ficou do 11 de Março de 1975, falo da data propriamente dita e não do que se seguiu, é esta assim enevoada por mim:
Está na primeira página de
uma edição especial do Diário de Notícias. Não sei quem foi o fotógrafo nem qual a razão para ter ficado gravada a fogo na minha memória. É certo que ouvi de um tio meu uma narração dos factos uns dias depois, que era empolgante no que se referia ao ataque aéreo ao
Ralis RAL 1. Talvez por aí...
Já do 28 de Setembro de 1974, guardo
uma outra que já aqui trouxe e que ainda hoje me intriga.
Não há dúvida que ter vivido essa época foi uma excelente lição de vida. Embora as contrariedades tenham atingido um nível pouco habitual para um país em paz (?).
por MCV às 15:42 de 11 março 2015 
Assinalar a febre
ACP - mapa turístico do Algarve, 1988
Assinalando a febre* que me deu por estes dias de me instalar de vez no reino do Algarve.
*
grosso modo: 37º é Faro, 38º já é Beja
por MCV às 15:33 de 10 março 2015 