Jornalismo
Uma amiga, jornalista, afirma-me por vezes que para trabalhar em certas redacções é preciso ter um défice cognitivo. Ela até o diz com mais veemência.
Afirmação essa a que eu respondo
confere.
Hoje, houve um problema com um avião da TAP que foi obrigado a regressar a penates, depois de qualquer coisa ter acontecido supostamente com um dos reactores – toda a gente já ouviu a notícia.
Diz que caíram peças que acertaram em carros no enfiamento a norte da pista.
Ora o trato que lhe é dado é de génio – entre os passageiros não houve feridos, sequer algo a assinalar.
Supunha eu, e talvez a minha amiga, com quem não falei, que seria de esperar que fosse dito que no chão, onde caíram coisas do céu, é que não houve feridos.
O avião, já se sabia, regressou à base apenas com menos umas peças.
Se isto não é atraso mental, é o quê?
por MCV às 20:16 de 12 julho 2014 
Razões
Qual será a razão pela qual se valorizam nas reportagens os depoimentos dos que se indignam com as baixas numa guerra?
Quadros frequentes sempre que a guerra entre israelitas e palestinianos se reacende.
por MCV às 13:41 
Jornalismo
Quem se mete a ouvir as notícias do país, no programa
Portugal em Directo, tem a oportunidade de confirmar a qualidade da informação.
Citando de memória:
[Na Santa Casa]
... estão expostos objectos da Misericórdia de Lisboa e das outras catorze Misericórdias existentes no país.
Logo na notícia a seguir:
[Em Coimbra]
... a procissão da Rainha Santa pára na antiga Ponte da Portagem.
Esta gente não sabe nem sabe que não sabe?
por MCV às 18:34 de 11 julho 2014 
Coisas que os antigos diziam de outra maneira - sentença décima quinta
O paternalismo intelectual propicia a infantilidade dos filiados.
por MCV às 15:22 
Das divisões do Mundo (episódio n+11)
O Mundo também se divide entre os que habitaram quartos com nome e os inúmeros outros.
por MCV às 15:37 de 10 julho 2014 
Requiem pelA Palmeira
Calculo que A Palmeira tivesse uns oitenta anos. Pela datação das fotos em que era pequena, pela época em que o meu Avô a mandou plantar.
Já a conheci adulta, dando nome ao Largo.
Primeiro foi o largo e as oliveiras (seriam oliveiras?) que a enquadravam que desapareceu. E com ele
o campo da bola e os bancos de betão que eram balizas.
Numa cedência
democrática ao alcatrão e ao viarismo de rodas de borracha.
E agora, velhinha, A Palmeira apanhou com o escaravelho feito praga. Não a vi a morrer. Quando fui ver dela já só encontrei o Largo. Com uma placa – as placas são coisas recentes lá na vila – a dizer dA Palmeira.
Talvez o nome se mantenha por mais uns oitenta anos. Por mera inércia.
A praga de escaravelhos que está a dizimar as palmeiras é um assunto tabu?
Não se lê, não se ouve falar dela.
por MCV às 11:18 de 09 julho 2014 
Se
Se um Filipe de Espanha está na cidade, o homem não está.
por MCV às 09:49 de 08 julho 2014 