Jornalismo, clima e campanhas higiénicas (I)
A nova religião, os novos mandamentos, é, são ditados pela imprensa. Escrita, falada, mostrada.
No rol de novos mandamentos existe um subconjunto relacionado com as campanhas higiénicas que tem como motivação a luta contra as alterações climáticas (?!). Como se o clima (ou um conjunto de parâmetros agora medidos) tivesse sido uma constante até que se começaram a medir temperaturas, pressões, precipitações, horas de sol, direcções e velocidades do vento, etc, etc.
E como o clima ou a ponderação do tal conjunto de parâmetros não medidos apresentou no gráfico o aspecto de uma linha recta horizontal até ao ponto em que começaram as medições (!!!), decretou-se a alteração climática.
Para quem se recorda, o sistema hoje funciona exactamente ao contrário do que funcionava até aos anos 60, 70.
Nessa altura, face à ancestral e lapidar afirmação popular de que “
o tempo já não é o que era” e até de uma outra mais de acordo com a época (anos 70) “
desde que eles foram à Lua que isto já não é o que era”, havia uma resposta inequívoca: o clima não é o tempo que fez ontem, que faz hoje e que fará amanhã, é um conceito mais vasto e não há dados alguns que apontem para mudanças climáticas. Isto era a ciência dessa época, dada à estampa pelos meteorologistas de serviço. A corrente dominante. Os que se recordam, sabem que era assim. Aos outros, recomendo leituras desses anos.
A partir do momento em que se desencadeou a terceira fase do higienismo* com as grandes campanhas anti-poluição dos anos acima referidos – 60 e 70 do século passado, o comportamento humano passou a ser condicionado por desígnios como: a limpeza das terras, dos rios e dos mares, a pureza do ar. Conseguidos progressos nessa frente, avançou-se para a defesa da camada de ozono – nunca vi um estudo sério sobre as suas oscilações, nunca li nada sobre a presunção (a tal presunção) do que teriam sido tais oscilações antes de haver medições. E é um assunto morto ou quase morto. Agora estamos na fase das alterações climáticas. Que, a título de anedota, consagrou o ano de 2001 como o mais quente do terceiro milénio D.C..
(continua)
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na minha leitura, a primeira fase coincide com a preocupação com a saúde pública pós-revolução industrial e a segunda com as doutrinas que anunciavam o homem novo, eugénico e tudo.
por MCV às 20:52 de 01 novembro 2013 
Lágrima de preta*
Um cozinheiro encartado, há pouco na RTP, à pergunta
politicamente correcta feita pela jornalista se o cozinhado levava sal, desatou a encarecer a flor de sal, o sal marinho e o sal-gema e que isto e que aquilo e que era (qualquer deles?) isento de cloretos!
Este tipo de anedotas, hoje em dia triviais e com acolhimento em todas as televisões, rádios e jornais, num outro tempo incorporavam-se na tradição oral, por absurdo. E lá faziam o seu caminho. Hoje nem sequer são identificadas, tal é o grau de alienação.
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Tributo a António Gedeão
por MCV às 18:41 de 31 outubro 2013 
Encierro
Ontem foi dia de
encierro.
As bestas caminharam pelas ruas do Porto até serem encerradas no estádio.
Deixando o Porto (ou Pamplona?) de parte, que tal aquela
ideia estúpida que aqui deixei há três anos e tal?
por MCV às 00:28 
Burrice
Se um tipo diz num programa de televisão que o Gafetense é um clube talvez do Crato e, uma semana depois, pede desculpa para dizer que afinal é mesmo do Crato, isto quer dizer que o tipo é burro, muito burro, distraído ou muito distraído?
Para quem não sabe, o Gafetense é, naturalmente, de
Gáfete. E, sim, Gáfete é uma vila do concelho do Crato. Mas não é o Crato.
por MCV às 00:00 