Gliese 581 c e a infinita estupidez dos comunsHoje em dia só existe o que é amplamente divulgado. E existe apenas durante um curto intervalo de tempo.
O planeta terrestre
Gliese 581 c existiu durante uns dias.
E ao ter existido, suscitou a habitual avalancha de disparates, de asneiras, de inúmeros sintomas da infinita estupidez.
Que esta estupidez seja a comum não admira.
O que perturba um pouco é assistir a manifestações dessa estupidez entre aqueles que, por lidarem com este tipo de coisas, deveriam pairar um pouco acima do vulgo.
Perturba que se repitam os habituais lugares comuns sobre a existência de vida extraterrestre, como se fosse obrigatório que ela exista nos mesmos moldes atómicos, moleculares, celulares da nossa. Não é antropocentrismo. É estupidez pura e dura.
Outra coisa é a visão antropocêntrica da coisa. Biocêntrica, diga-se. Esta saga não tem nada a ver com vida extraterrestre. Tem a ver com a nossa. Tem a ver com a nossa necessidade de passar à frente, de ocupar novos territórios, de forma a garantir a continuidade. A nossa e a de outras espécies. As que pudermos levar na Arca. Sabe-se lá por que instinto, nosso, da própria vida em sentido lato, o fazemos.
Talvez que ao encontrarmos outras formas, capazes de interagir com a nossa - que há a hipótese de não haver interacção possível ou registável - isso nos seja fatal. A nós e às espécies com as quais partilhamos este mundo.
A chave seria saber qual das duas, se duas forem, tem o destino mais longínquo.
Se este raciocínio fizer algum sentido em circunstâncias tais.
De qualquer modo, e descontadas todas as enormíssimas margens de erro, este planeta pode muito rudimentarmente dizer-se terrestre. Que é uma designação em que se encaixam os que caem dentro de um determinado intervalo paramétrico.
Suponhamos que é mesmo a tal super-Terra, uma das. Um planeta com uma superfície mais do dobro da da Terra e que tem as condições suficientes para ser habitado.
Quando - olhando o tempo tal como o conhecemos hoje - poderemos lá chegar?
Até esse dia quantos mais e com melhores condições não se deixarão conhecer?
Duvido que esta seja uma data a assinalar. É apenas um - mais um - dos detectados. E nunca saberemos se estou certo ou não. Disso estou quase certo.
por MCV às 17:39 de 27 abril 2007 
Restos de colecção (58)Aproveitando a linha do comboio, aqui vai uma para juntar a
esta colecção desencantada pelo amigo Bic Laranja.
foto de publicação da Empresa de Sondagens e Fundações Teixeira Duarte, Lda. [ca. 1978]
Adenda: creio que será
esta aqui no trecho da carta de Lisboa (Lisboa Interactiva - CML) - e afinal, tal como
disse Bic Laranja, não é.
por MCV às 04:44 de 23 abril 2007 
La France à droîtePelas amostras, a Esquerda obtém, em presidenciais e na primeira volta, o pior resultado desde 1969.
Haverá barricadas? Ou desta vez a aritmética não pregou partida às mentes iluminadas?
por MCV às 20:29 de 22 abril 2007 