Inconciliação
Se há dias aqui dei conta de
um sotaque amigável, venho agora afirmar que o sotaque escondeu a incompetência ou o ardilismo, diga-se assim.
O caso é que tudo o que foi dito e afirmado nunca aconteceu, segundo a fabulosa empresa que me presta serviços de comunicações.
Uma espécie de pequeno furto teve lugar entretanto, por via desse expediente.
Os call centers,
covas de lobo como já os qualifiquei são uma espécie de grande fosso defensivo das grandes empresas empestado não por répteis mas por outros seres igualmente irracionais.
por MCV às 17:16 de 16 dezembro 2022 
Natal dos Hospitais
Dou-me conta de que pela primeira vez estou a assistir ao Natal dos Hospitais com a atenção de um geronte.
Faço-o desde manhã.
por MCV às 13:27 de 15 dezembro 2022 
Cheias e jornalismo
"
Acha que se poderia ter evitado esta inundação?" - ou existe um protocolo que faz com que se ouça esta pergunta da boca dos mais diversos repórteres ou eles copiam-se uns aos outros, talvez na expectativa de obterem não só um
sim, podia, mas também a indicação do responsável pela acção ou omissão que não evitou a cheia.
São Pedro, George W. Bush, Donald Trump, entre outros são candidatos óbvios à responsabilidade pelos danos causados pela água. Não será difícil estabelecer uma cadeia retrógrada de efeito-causa que conduza à porta de tais figuras.
Os mesmos repórteres que faltaram à escola no dia em que foi ensinado que o mundo não começou quando eles abriram os olhos, ainda que assim pareça.
por MCV às 07:46 
Ao kg
Uma entrevistada por um canal de televisão achava que as pessoas não teriam que se preocupar muito com o aumento do preço dos produtos na praça, porque os ditos aumentos são no preço do quilo e, no geral, as pessoas compram menos de um quilo.
Galhofeira ou crente, ficou a dúvida no ar, que a jormalista não desfez.
por MCV às 07:42 
Cheias
Há dezasseis anos, escrevi em
post scriptum o seguinte:
Sugiro que se elabore uma fórmula, com base nos períodos de retorno, que dê enquadramento às indemnizações que o Estado paga a quem se queixa de ter bens destruídos por inundações. É um roubo de igreja que alguém, cuja casa se inunda todos os anos pares, venha reclamar do Estado uma compensação.
Aceito que o Estado, que administra o dinheiro que é de todos, ajude quem se vê confrontado com excepcionais manifestações da Natureza. Particularmente nos casos em que as companhias de seguros não estão dispostas a aceitar o risco.
Como em tudo na vida, o busílis está em estabelecer os limites.
O que não aceito é que expondo-se conscientemente ao risco, estabelecendo-se as pessoas em leito de cheia porque tal lhes é conveniente, venham depois reclamar da comunidade o auxílio necessário quando a cheia ocorre.
Há também quem se sujeite a riscos sem disso ter consciência. Nesses casos, cabe à mesma comunidade, através dos órgãos do Estado, dar os avisos necessários e impor as devidas interdições.
por MCV às 11:52 de 13 dezembro 2022 
Ver os aviões
Sexagenário, jamais havia visto um avião esvanecer-se no ar.
Foi uma sublimação rápida que aconteceu sobre o meu pára-brisas.
Fosse eu um observador de pássaros de ferro...
por MCV às 12:19 de 12 dezembro 2022 
Pôr a carteira onde se põe a boca
Palpitando sobre os semi-finalistas de 2022, a aposta foi como segue:
Há, claro, um critério para o apuramento do vencedor, que colherá os frutos em géneros, passe a redundância.
por MCV às 04:45 