06/07/2006

O caso de Dom Afonso Henriques

Uma maldade que não se pode fazer é perguntar a quem se propôs exumar o cadáver de Afonso de Borgonha, que tipo de resultados pretendia obter dessa exumação.

Todo o quadro revelado é, mais uma vez, e pela voz dos próprios, de uma ignorância atroz.

uns anos que tenho um post relacionado no prelo. Ainda não saiu. É sobre o Ötzi.

05/07/2006

Estoril, 2006

Das divisões do Mundo

O Mundo também se divide entre os que tratam com as crianças como se estas foram perfeitos imbecis e os outros.
Bons exemplos que retratam os primeiros são alguns anúncios que passaram e ainda passam na televisão.

E claro que o Mundo se divide também entre os que dizem Milfontes e os que dizem Vila Nova.
Anda a apetecer-me um banho entre as rochas. Ali para os lados da dita dos Pretos.

04/07/2006

1=2

O mesmo jornalista, na mesma reportagem, umas linhas entre as duas afirmações: o Metro de Valência é de última geração e é obsoleto.
A burrice é generalizada e é assim mesmo - atroz.

P.S. As afirmações referiam-se, é claro, ao mesmo elemento: as composições.
DR

Em 4 de Fevereiro de 2004, escrevi:
"[...] pode ser falha minha, mas não consegui encontrar o conjunto de alterações ao Código da Estrada que, suponho, estão em vigor desde dia 1 de Fevereiro. Com tanto dinheiro mal gasto, não seria uma boa ideia termos acesso rápido e bem conhecido às leis que nos regem? São as receitas da INCM que estão em causa? O que é que isso significa em euros?"

Hoje aplaudo a medida anunciada.

03/07/2006

Cilicisom

O futebol e as conversas à sua volta são um belíssimo exemplo da incapacidade de olhar e analisar um fenómeno.
O penalty é sempre penalty a nosso favor e nunca a favor dos outros.
A equipa é sempre maravilhosa quando ganha e merdosa quando perde.
Tudo isto é certo e sabido e não tem nada de novo.
É também um campo, entre muitos, onde campeia a ignorância, o disparate, a crendice e onde, como se vê, quem tem um olho é rei.
O interessante da coisa é que se pode ver, nestas épocas de grande excitação e de acumulação copiosa de dislates, nessa verdadeira compilação de absurdos e de incoerências, um espelho de tudo o resto.
Está ali a política que não existe, a educação que se desconhece, a instrução que falece, uma espécie de grande montra de aberrações circenses que, vistas mais de perto, são afinal o nosso retrato mais fiel. E triste.

A cilicisom apanha-me dentro do chapitô.