A ver vamos
Escrevi
eu aqui há dias que a única coisa que parecia haver para ver nas presidenciais francesas era se a dita esquerda ultrapassava ou não, somados os votos nos seus candidatos, os 50%.
Pois bem, ficou aquém e nem sequer superou os resultados de 2002 quando quase caiu a Torre Eiffel.
Aparentemente, todas as sondagens dão a vitória a Hollande, numa senda de inquéritos percorrida desde há muito.
Mas eu é que retiro o que disse.
Há mais qualquer coisa para ver do que aquilo que já se viu.
por MCV às 20:16 de 05 maio 2012 
O que é bom para a tosse
Há, na dita classe intelectual, uma franja que sabe exactamente o que será um resultado nas eleições francesas bom ou mau para Portugal. Como o sabe em quase todas as eleições e revoluções que ocorrem.
São iniciados na alquimia das vontades e dos sucessos que rivalizam com Blimunda.
por MCV às 21:47 de 03 maio 2012 
Dignidade
Levar ao Parlamento uma promoção de supermercado é retirar-lhe mais uma fatia de dignidade.
E dar importância a coisas irrelevantes.
por MCV às 16:50 de 02 maio 2012 
A curva do Mónaco
A curva do Mónaco entra hoje também para o rol dos acidentes ferroviários.
Mais uma vez se verifica que o nível do jornalismo em estado de crise está uns quantos graus abaixo do jornalismo quotidiano.
É de uma qualidade mesmo abaixo de cão.
imagem da RTP
actualização cerca das 21:00: na
animação que a RTP pôs no Telejornal, até os comboios circulam pela direita!
por MCV às 16:27 
Fascínios em Dia de Maio
E o tempo passa, hoje com semelhantes sinais de tormenta, e
não lá vou.
fotografia do site da Câmara Municipal de Alcoutim
por MCV às 21:17 de 01 maio 2012 
Um livro por dia
Há cerca de quatro anos que comecei a registar sistematicamente as entradas de livros.
O grafico das entradas por mês é como segue:
Olhando para ele com a ilusão dos olhos de meteorologista para gráficos de temperatura mas com a realidade dos olhos de boi para palácio, é possível dizer, caso se queira, que há Feira do Livro em Maio. É uma afirmação gratuita como qualquer outra. Que nada prova, nada justifica.
Já a correlação entre a temperatura média em Lisboa* e o número de livros comprados pode dizer-se que é de 0,54**.
Seja como fôr, a média é de 1 livro por dia.
E o
despacho de leitura anda acima de 1,95 por semana. Sem chegar aos 2.
* média das temperaturas médias no período 1981-2010 - dados provisórios do IM.
** com o erro advindo dos registos terem tido início a 14 de Junho de 2008.
por MCV às 17:15 de 30 abril 2012 
A presunção do erro
Tal como os funcionários que atendem ao balcão se convencem de que o freguês nunca sabe do que está a falar nem o que pretende, também eu começo a dar sinais de presumir o erro em tudo o que mexe.
É isto para mim particularmente penoso porque justamente me incomoda muito a presunção do meu erro por parte de quem me atende nos balcões da vida, mesmo antes de eu abrir a boca.
O pior é quando tresleio o que está escrito em letra de imprensa e congemino um erro que não está lá.
Ontem, no mesmo período de um livro vi dois erros crassos.
Ao reler e rever para avaliar a dimensão do disparate escrito, vi claramente visto que não havia ali mais do que uma linguagem equívoca. E que, equívoca que era, propiciava a má interpretação.
Não se tratava de um comum recurso literário.
Era uma escrita escorreita sem armadilhas. Equívoca apenas por ser espontânea em demasia, pareceu-me.
Mas em lado algum havia erro. Erro histórico, que era disso que se tratava.
Erro meu.
por MCV às 22:05 de 29 abril 2012 