17/03/2006
Homenagem
A um cromo da bola

cromo editado por Distribuidora de Publicações, Lda., Lisboa, São Paulo e Recife, copyright da Palirex, Papelaria, Livros e Revistas, Lda.
Não é irónica. É sincera. Todos os dias desaparece gente boa. Este homem e o seu cromo fizeram parte da minha infância.
Para além de ser um dos Lisbon boys.
A um cromo da bola

cromo editado por Distribuidora de Publicações, Lda., Lisboa, São Paulo e Recife, copyright da Palirex, Papelaria, Livros e Revistas, Lda.
Não é irónica. É sincera. Todos os dias desaparece gente boa. Este homem e o seu cromo fizeram parte da minha infância.
Para além de ser um dos Lisbon boys.
16/03/2006
O escape de Portimão
O pretexto era a nova companheira de quarto da R. Ou talvez não, não são precisos muitos pretextos para ir jantar a Portimão.
Eu acho até que só ia beber café ao Texas Bar e acabei lá para os lados da Rocha. Foi o que deve ter acontecido.
Pormenor de somenos: durante a travessia da serra, aquilo que parecia uma pequena fuga no escape, transformou-se num som artilhadão.
Mas como sempre tive sorte com estas coisas, encontrei logo o J. mailas moças na esplanada por baixo do apartamento. E, de facto, a noviça era um mimo. Tudo à medida. Finlandesa daquelas. Só o som do carro é que a deve ter assustado.
Vai daí, é claro que o J. me levou logo a comer... carne. Pior, frango à Guia. Não é possível demovê-lo, isso já eu sei e sabia. Também agora mais valia mas é pensar na mocinha.
E assim foi. Antes da janta, subimos e eu pedi para tomar banho.
Ouvi uns barulhos e a porta a bater.
Quando saí da casa de banho, vi a moça com uma toalha à volta do corpo. Ia-me passando. Mas pronto. Nada de aventureirismos. Lá lhe perguntei por eles e ela disse que tinham ido comprar qualquer coisa.
Desse dia, não houve assim nada de especial a assinalar.
Dia seguinte, era sábado. As moças trabalhavam na Rocha até ao fim da tarde. Fomos lá antes de almoço e já o caso parecia o motor de um Ferrari.
Entre as brincadeiras com uma opulentíssima bartender que operava mesmo ao lado do escritório finlandês e a necessidade de resolver a questão do escape, ganhei nessa altura eu.
O inevitável taxista a quem pedimos indicação, lá nos deu as pistas.
A oficina era muito à antiga.
E o homem fez o trabalho em três tempos. Não levou caro. Um escape todo novo.
Reparei que o J. estava com a pulga atrás da orelha. Não sei se foi pela cara que o mecânico fez quando depois de nos perguntar de onde éramos, recebeu a resposta: do Alentejo, eu e da zona de Aveiro, ele. E perguntou como é se ia dali para Portimão!
Já que o J. é mais carne, lá me lembrei de subir até à Água da Sola, ao presunto.
Assim que saímos do carro, o bicho abaixou-se e disse-me: porra, estava com medo que o gajo não tivesse posto um escape.
A coisa correu bem. Apareceu uma excursão de inglesas balzaquianas que até o dono da casa, que entretanto se posicionara como quem ver o circo pegar fogo já se dava ao luxo de dizer qual era para o J. e qual era para mim.
Lembrei-me disto agora porque esta cena passou-se há doze anos e o escape foi hoje remendado pela primeira vez.
O pretexto era a nova companheira de quarto da R. Ou talvez não, não são precisos muitos pretextos para ir jantar a Portimão.
Eu acho até que só ia beber café ao Texas Bar e acabei lá para os lados da Rocha. Foi o que deve ter acontecido.
Pormenor de somenos: durante a travessia da serra, aquilo que parecia uma pequena fuga no escape, transformou-se num som artilhadão.
Mas como sempre tive sorte com estas coisas, encontrei logo o J. mailas moças na esplanada por baixo do apartamento. E, de facto, a noviça era um mimo. Tudo à medida. Finlandesa daquelas. Só o som do carro é que a deve ter assustado.
Vai daí, é claro que o J. me levou logo a comer... carne. Pior, frango à Guia. Não é possível demovê-lo, isso já eu sei e sabia. Também agora mais valia mas é pensar na mocinha.
E assim foi. Antes da janta, subimos e eu pedi para tomar banho.
Ouvi uns barulhos e a porta a bater.
Quando saí da casa de banho, vi a moça com uma toalha à volta do corpo. Ia-me passando. Mas pronto. Nada de aventureirismos. Lá lhe perguntei por eles e ela disse que tinham ido comprar qualquer coisa.
Desse dia, não houve assim nada de especial a assinalar.
Dia seguinte, era sábado. As moças trabalhavam na Rocha até ao fim da tarde. Fomos lá antes de almoço e já o caso parecia o motor de um Ferrari.
Entre as brincadeiras com uma opulentíssima bartender que operava mesmo ao lado do escritório finlandês e a necessidade de resolver a questão do escape, ganhei nessa altura eu.
O inevitável taxista a quem pedimos indicação, lá nos deu as pistas.
A oficina era muito à antiga.
E o homem fez o trabalho em três tempos. Não levou caro. Um escape todo novo.
Reparei que o J. estava com a pulga atrás da orelha. Não sei se foi pela cara que o mecânico fez quando depois de nos perguntar de onde éramos, recebeu a resposta: do Alentejo, eu e da zona de Aveiro, ele. E perguntou como é se ia dali para Portimão!
Já que o J. é mais carne, lá me lembrei de subir até à Água da Sola, ao presunto.
Assim que saímos do carro, o bicho abaixou-se e disse-me: porra, estava com medo que o gajo não tivesse posto um escape.
A coisa correu bem. Apareceu uma excursão de inglesas balzaquianas que até o dono da casa, que entretanto se posicionara como quem ver o circo pegar fogo já se dava ao luxo de dizer qual era para o J. e qual era para mim.
Lembrei-me disto agora porque esta cena passou-se há doze anos e o escape foi hoje remendado pela primeira vez.
15/03/2006
Actualidades
O túnel é outro, mas a actualidade mantém-se.
Faz-me aflição esta comum confusão entre alhos e bugalhos feita por pessoas que deviam ser responsáveis.
Estará o país entregue mesmo só aos medíocres?
O túnel é outro, mas a actualidade mantém-se.
Faz-me aflição esta comum confusão entre alhos e bugalhos feita por pessoas que deviam ser responsáveis.
Estará o país entregue mesmo só aos medíocres?
14/03/2006
12/03/2006
O enigma da estrada de Sintra
Como dei nota em post de 19 de Julho de 2004, a minha saga de fotografar estradas, sinais e postos de abastecimento começou com uma foto de um posto da Shell na Estrada Nacional nº 117, foto essa que publiquei mais tarde, em post de 3 de Janeiro de 2005.
Em nenhum desses posts repeti uma preocupação antiga, aqui vertida a 26 de Outubro de 2003, mas dela dei conta a quem tem feito notáveis incursões pela memória da capital e dos seus arrredores. Referia-me então ao ponto 3, que os outros merecerão apreciação posterior.
E o ponto 3 era isto: Os Campos Elíseos (do sopé de Monsanto).
Este nome via-o eu assim, como dei conta ao meu interlocutor "...que na casa que existia junto da bomba essas duas palavras figuravam na parede, assim em letra rampante, subindo para a direita. Mas é uma recordação tão ténue que pode resultar de confusão com qualquer outra".
Ora o meu empenhado correspondente presenteou-me hoje com esta foto de Arnaldo Madureira:

Fotografia de Arnaldo Madureira, 1961, Arquivo Municipal de Lisboa
E com mais estas do mesmo autor:

Fotografia de Arnaldo Madureira, 1961, Arquivo Municipal de Lisboa

Fotografia de Arnaldo Madureira, 1961, Arquivo Municipal de Lisboa
São fotos do posto de abastecimento e da casa junta. Vê-se na legenda da fotografia que se trata de um Dancing.
Nas minhas recordações, esta casa era uma espécie de bar de apoio à bomba de gasolina, com trepadeiras nas paredes, mas deixando ler as letras. Vê-se na foto um vaso que parece ser de uma delas.
Talvez tivesse natureza diferente night and day.
Alguém se lembra dela?

Obrigado, Bic.
Como dei nota em post de 19 de Julho de 2004, a minha saga de fotografar estradas, sinais e postos de abastecimento começou com uma foto de um posto da Shell na Estrada Nacional nº 117, foto essa que publiquei mais tarde, em post de 3 de Janeiro de 2005.
Em nenhum desses posts repeti uma preocupação antiga, aqui vertida a 26 de Outubro de 2003, mas dela dei conta a quem tem feito notáveis incursões pela memória da capital e dos seus arrredores. Referia-me então ao ponto 3, que os outros merecerão apreciação posterior.
E o ponto 3 era isto: Os Campos Elíseos (do sopé de Monsanto).
Este nome via-o eu assim, como dei conta ao meu interlocutor "...que na casa que existia junto da bomba essas duas palavras figuravam na parede, assim em letra rampante, subindo para a direita. Mas é uma recordação tão ténue que pode resultar de confusão com qualquer outra".
Ora o meu empenhado correspondente presenteou-me hoje com esta foto de Arnaldo Madureira:

Fotografia de Arnaldo Madureira, 1961, Arquivo Municipal de Lisboa
E com mais estas do mesmo autor:

Fotografia de Arnaldo Madureira, 1961, Arquivo Municipal de Lisboa

Fotografia de Arnaldo Madureira, 1961, Arquivo Municipal de Lisboa
São fotos do posto de abastecimento e da casa junta. Vê-se na legenda da fotografia que se trata de um Dancing.
Nas minhas recordações, esta casa era uma espécie de bar de apoio à bomba de gasolina, com trepadeiras nas paredes, mas deixando ler as letras. Vê-se na foto um vaso que parece ser de uma delas.
Talvez tivesse natureza diferente night and day.
Alguém se lembra dela?

Obrigado, Bic.
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