Frida Kahlo e o dia-a-dia
Frida Kahlo despiu a camisola e identificou-se. O calor na carruagem assim o ditou.
A isto, o homem aprumado no seu colete de seda não reagiu. Estava de costas e não suspeitou do gradiente térmico entre o lugar que ocupava e a zona onde Frida apareceu.
Ficou a saber-se que a rapariga com cara de escolar era já casada com Bruno.
Bruno ontem chegou cedo a casa e assim ela evitou acompanhar a amiga ao centro comercial.
Ficou a saber-se tudo o que jantaram os três, pois a amiga passou lá por casa no regresso das compras.
A moça com nariz mosaico hesitou sempre entre um dossier e outro, quase da mesma forma como a senhora que estava às dez o fez entre dois lugares em diagonal.
Havia um travo a vinho na comunicação que o meu vizinho do lado interrompeu no túnel, dizendo-se debaixo da ponte.
A rapariga com cara de escolar mas que é já casada com Bruno conseguiu atravessar a caverna ferroviária em conversação.
No fim, verifiquei que tinha feito asneira em
não ter levado o carro. Não por causa disto mas por tê-lo deixado de porta aberta, à chuva.