Fernando NobrePara quem como eu acha que a culpa do estado em que estamos é não dos imbecis que por aí andam – que culpa podem eles ter de serem imbecis? – mas dos capazes que se demitem e viram as costas, a candidatura de Fernando Nobre é de saudar. E é saudável.
por MCV às 21:51 de 19 fevereiro 2010 
ETA
A ser verdade o que se contou na imprensa e que foi:
O condutor de um veículo, no qual seguiam duas pessoas, desobedeceu a uma ordem de paragem por parte da GNR no caminho municipal nº 1408 de Óbidos, na noite de 1 de Fevereiro, segunda-feira.
O veículo foi mais tarde encontrado abandonado.
Na noite de quinta-feira, 4 de Fevereiro, as autoridades foram avisadas por um vizinho de que uma casa sita no Casal da Avarela se encontrava de portas e janelas abertas e luzes acesas há alguns dias.
Na sexta-feira, 5 de Fevereiro, forças policiais invadiram esta casa tendo encontrado material utilizável na fabricação de explosivos, bem como explosivos prontos a usar.
O veículo abandonado foi identificado como sendo o utilizado pelos ocupantes da casa.A ser isto tudo verdadeiro, presume-se que os ocupantes da viatura e inquilinos da casa, certos de estarem a praticar actos ilícitos, abandonaram carro e casa, temendo primeiro uma nova intercepção na estrada e depois um assalto das autoridades à residência e sequente captura, depois de estas relacionarem o veículo com a morada.
Incorreram num erro de estimativa e num erro de análise. O de estimativa foi de três dias e tal. O de análise foi julgarem que o carro conduziria a polícia à casa. A barreira a que escaparam encontrava-se, segundo as notícias, no caminho que serve a moradia.
O facto de não terem nem fechado a porta nem apagado a luz aponta para uma pressa desmedida e pouco consentânea com o sangue frio que se costuma atribuir a operacionais da ETA.
A não se tratar de uma reacção tal, então observa-se que tudo fizeram para chamar a atenção para a casa.
Mais, só colocando letreiros e sinais sonoros.
É uma história bizarra e parece que, mais uma vez, muito mal contada.
por MCV às 19:35 
Meio por meioTemos portanto metade do país a escutar às portas da outra metade.
A metade que escuta fá-lo para mostrar que a metade escutada não tem classe.
Concedo: há uma meia-dúzia restante que já se desligou da paisagem e da companhia.
por MCV às 17:37 
Mascarada
Deve haver uma mascarada qualquer que me impede de aceder ao computador, à rede.
Não deve. Há.
Intermitente que é, mascarada que anda.
por MCV às 02:08 