Horas
Lembrando uma
série publicada em tempos pelos Físicos Lx.
por MCV às 23:31 de 21 abril 2006 
E.N. 117, 2006
atalhando para a E.N. 250
por MCV às 22:05 de 20 abril 2006 
Estranhas coincidênciasRecebi, na vida real, um telefonema de um
sonho.
por MCV às 15:36 
A ponte Pontuei a efeméride em
devido tempo.
E por ser pouco usual tratar aqui de actualidades e por gozar este blogue de um certo grau de anonimato, seria decerto esperável que o assunto estivesse encerrado e que não se manifestasse aqui a preocupação que de facto me vai na alma.
Mas não posso deixar de dizer, face ao chorrilho de asneiras, aos disparates, às distorções da História e das histórias, que me preocupo com a sanha persecutória que se antevê.
O natural, para mim, seria que o processo tivesse tido o rumo traçado pelo Juiz de Instrução. Pela razão simples de que os responsáveis, a existirem, seriam de facto outros.
Leia-se o relatório dos peritos, atente-se no que de facto se passou.
Ouvir hoje os habituais papagaios de microfone na mão não é nada de novo. É o trivial.
Mas é também o sinal de onde sopra o vento. E o lado de onde sopra não anuncia nada de bom.
por MCV às 08:31 de 19 abril 2006 
Melanie (See U)Estranha é a sensação que me assola depois de me ter lembrado de Melanie e de ter encontrado na rede uma foto de grupo em que supostamente ela está. É o tamanho da foto e a sua resolução que, juntos, dão as tonalidades à sensação que me assola.
Não se chama Udson, claro.
por MCV às 00:44 
Melanie (Miss U)Posso dizer que a primeira vez que ouvi falar no VE Udson foi no dia a seguir à sua morte. Mas, de facto, sabia vagamente da sua existência através de uns mapas que fotocopiara uns dias antes. A suposta falta do H chamara-me a atenção.
Não era normal que um VE chegasse a Portugal sem eu o detectar. Logo se havia de dar com o Sr. Udson.
Horas mais tarde, um recibo de ordenado escrito em inglês foi quanto bastou, mostrado de relance, para alcançarmos, eu e a minha colega, a zona internacional do aeroporto.
Já lá estava a vice-cônsul.
Posso acrescentar que, apesar da hora, meia-hora bastou para que eu considerasse seriamente uma ou várias deslocações ao consulado. Certo de ser muito bem recebido.
Mas tudo isso se esvaneceu de pronto quando ela se dirigiu a mim, que era o que ostentava a folha de papel onde a minha colega insistira que eu colocasse um ponto no I maíusculo - "M?SS UDSON".
Foi um abraço, claro. Mas o mais estranho foi a espécie de cumplicidade que se seguiu. Eu, a bem dizer, sabia pouco o que fazer em circunstâncias tais. Mas ela procurava-me com o olhar de cada vez que algo lhe era dito e lhe suscitava algumas dúvidas.
Nessa altura, já eu sabia que não era possível arranjar-lhe um lugar para o Porto num avião ainda nessa tarde. Possível talvez fosse, como tudo o é, mas uma secreta esperança de a conduzir ao Porto deve ter feito com que não usasse mais nenhum truque ou até talvez a influência que a vice-cônsul poderia pôr a funcionar.
A minha colega mandou fazer uma reserva no comboio. Eu próprio lá fui depositar Melanie, certificando-me de que a viagem correria da melhor forma possível. E fiquei no cais, como se jamais acenasse.
Quando cheguei ao escritório, já a minha colega falara com o director mais uma vez. E fez-me uma pergunta. Por que raio não tinha eu levado Miss Udson ao Porto de carro?
por MCV às 17:22 de 18 abril 2006 