Manifesto cionalistaFoi esta noite. Estava eu dividido entre a indignação pelo tratamento tintinizado dado à capa e pela escolha do pseudónimo que a editora fizera sem me dar cavaco e a quase euforia dos parvos própria destas ocasiões quando vieram as explicações.
Que o tema da capa, era assim que se lhe referiam, se devia apenas ao facto de este ser um segundo volume de uma colecção de manifestos e que se pretendia manter uma certa homogeneidade na coisa. Lembraram-me o sucesso que tinha sido o primeiro da colecção, mesmo não sendo de Marx e Engels ou de Marinetti.
Quanto ao pseudónimo, a explicação era bem mais complicada e irritou-me o facto de não me responderem à simples pergunta: Quem é que os autorizou a escolher outro nome?
A editora ainda tinha escolhido, isto supus eu, o local do bródio atendendo à feliz coincidência de nomes. Tudo a favor deles.
Era no Sebastião. Aquela cervejaria que nos surpreende pela grandeza e aparato depois de entrarmos pela miserável antecâmara, a cheirar a carapaus da véspera e a molho 365.
Os convivas lá apareceram, emergentes do trânsito caótico. Na maioria, perfeitos desconhecidos.
O facto de não me lembrar de mais do que dumas palavras trocadas com meu Pai, talvez se não deva à bebida do Sebastião.
Está visto que esta época
faz-me lançar livros.

P.S. Anda na minha cabeça uma coisa quase com este título. Lá isso anda.
por MCV às 12:40 
Paradela, 2005
C.M. 1125 de Miranda do Douro
por MCV às 08:46 de 04 dezembro 2005 