É preciso matar o cãoPara se fazer passar pelo dono.
por MCV às 20:18 de 03 setembro 2010 
Único cálculo que me ocorre sobre o assunto do diaPartamos do princípio de que o acórdão de que se fala tem de facto duas mil páginas.
Pelas minhas subjectivas contas, atenta a minha velocidade média de pronunciação, obtida pela média dos quocientes entre o número de palavras guardadas em ficheiros de som e a duração dos ditos ficheiros e a média do número de palavras por página A4 de uma série arbitrariamente escolhida de ficheiros de texto, com diversos tipos e tamanhos de letra, cheguei a um valor arredondado de cento e vinte horas.
A ver o tamanho do meu erro.
Diz que hoje há bola.
Adenda ainda a tempo (cerca das 17:40): O volume de papel que surgia na tribuna, a ser o acórdão, é compatível com a ordem de grandeza anunciada – à volta de duas mil páginas.
Pelo tempo que aparentemente demorou a leitura, não deverão ter sido lidas muito mais do que cem páginas, constituindo súmula.
por MCV às 14:40 
EsbanjamentoEle há ene parábolas sobre o investimento interno e impulsos à economia.
Colou-se-me esta por me ter sido transmitida em muito tenra idade:
Dois amigos, produtores de vinho, resolveram ir à feira com uma barrica cheia meio por meio com o vinho de cada um, vender a copo a mistura. A dez tostões o copo de três.
Estando a feira sem grande movimento, um deles disse ao outro: visto que o vinho é dos dois, e que metade portanto me pertence, toma lá cinco tostões que eu vou beber um copo, que estou cheio de sede.
Não tardou muito que o sócio pronunciasse iguais palavras, devolvesse os cinco tostões à procedência e refrescasse as goelas.
Não tendo o negócio corrido nada bem, acabaram por dar por eles (ou não dar de todo) de barrica vazia e sem mais uma cheta do que tinham à partida.
Como disse, esta parábola nunca me esqueceu. A prova aqui está.
Do muito que se supõe ser esbanjamento, despesa estúpida, gordura despesista, o que lhe quiserem chamar e já chamam, retenho aqui hoje três exemplos menores que todavia espelham bem a atitude do Estado:
Aqui no prédio onde resido, há cerca de cinco anos que um dos meus vizinhos recebe quase com frequência quinzenal na sua caixa de correio, tendo o cuidado de a colocar em local bem visível para devolução, uma carta das Finanças destinada a um certo Fulano que aqui não reside e cujo nome se pode confundir com dez mil outros. Ainda nos serviços ninguém se apercebeu da inutilidade e da burrice que é mandarem para a caixa de correio do meu vizinho tal coisa recorrentemente. Isto não custa dinheiro.
A Câmara Municipal de Sintra, para a qual contribuo como munícipe, resolveu através dos seus SMAS enviar
duas vezes para cada contador de água um boletim A3 em papel acetinado onde, para além do tarifário em vigor, constam uma série de informações de preços praticados pelos laboratórios de análises à dita água, bem como de outros serviços que em nada relevam para o consumidor comum. Fê-lo com fotografias a cores e tabelas igualmente coloridas. Isto não custa dinheiro.
O serviço público denominado “Saúde 24” ofereceu uma quantidade indeterminada de bonés vermelhos com a inscrição “Saúde 24 – 808 24 24 24 – O número que o liga à saúde” na última Volta a Portugal em Bicicleta.
Poder-se-á dizer que é de toda a utilidade divulgar este número, de cujo acesso podem depender decisões de vida ou de morte. Não sei se assim é, mas dou esse desconto.
Só me pergunto se não há formas mais eficazes e difusoras de mostrar este número. E se não custam muito menos dinheiro.
Adenda ainda a tempo - A senhora Ministra da Saúde
disse em tempos que a Linha Saúde 24 era uma parceria público-privado, como agora é moda dizer-se.
No
site da dita linha, a custo se percebe que há por ali uma sociedade anónima. Presumo assim que a parte da despesa é toda suportada pelo sector privado. E que os bonés nada custaram ao contribuinte.
por MCV às 15:04 de 02 setembro 2010 
Canção do VerãoNo ano passado
deixei aqui nota sobre o fado que me perseguiu estivalmente.
Lembrando-me dos anos em que elegia a canção do Verão.
Este ano, bombardeado que fui, em conjunto com todo os que ouvem televisão, por certa melodia, acabei por permitir que ela ficasse com esse título.
Dizia há dias que a canção até se ouvia bem mas que o massacre era insuportável.
Quem me ouvia, concordou comigo.
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por MCV às 22:33 de 31 agosto 2010 
RiantrêIsto da
riantrê é como os furacões. Uns anos ouve-se muito, outros não.
O ano passado foi farto. Este ano, tal como
2008, muito parco. A maioria conseguiu dizer
rentrée sem grandes hesitações.
Mas agorinha mesmo, na RTP, lá veio.
Que saudades eu tinha!
por MCV às 20:49 de 30 agosto 2010 
No vinte e nove, vale por nove
Espólio Campos Vilhena - Foto de MSG (já aqui publicada)Esta foto fez hoje 54 anos.
Praia da Zambujeira, em que num dia 29 de Agosto da década seguinte, um autocarro desgovernado na descida para a praia, fez diversas vítimas.
Um destes dias, trarei esse episódio aqui.
por MCV às 21:57 de 29 agosto 2010 
SolosTremo sempre que ouço alguém do governo falar em justiça.
No caso, foi a ministra do Ambiente que dizia não ser justo que terrenos particulares sejam valorizados por investimento público. O mesmo é dizer ter estrada mais perto, rede eléctrica, água e esgoto. Ou qualquer outra coisa que faça valorizar o mesmo.
Não faço ideia de como pretende a senhora regular tal coisa, para além do IMI que já leva em conta uma série destes pressupostos.
Esqueceu-se também a senhora de mencionar os casos contrários. Em que uma intervenção do Estado, limita sem lugar a indemnização o uso do solo. Muitas das vezes de forma perfeitamente arbitrária, como é o caso de grande número de PDM e planos quejandos, serventias de rede eléctrica, etc., etc..
Será que nesses casos já é justo?
por MCV às 10:44 