TaliãoPartindo do princípio nebuloso de que Kadhafi foi o instigador do atentado sobre Lockerbie, pareceria bem que o projéctil que o matou tivesse saído de um avião da RAF.
Nunca saberemos nem uma coisa nem outra.
Adenda (18:00 de 21/10): sabemos agora que a hipótese de ter sido um projéctil da RAF é de descartar.
por MCV às 22:31 de 20 outubro 2011 
GPSQuando
aqui dei nota, há cerca de quatro anos, do que me suscitava a utilização de um aparelho de GPS, referi que preferia a cartografia militar do IGEOE aos mapas que normalmente informam tais aparelhos.
Não via então grande utilidade no vire à esquerda a 200 m e saia na segunda saída da rotunda a 500 m.
Ora foi justamente neste ponto que aceitei a coisa, acabando por me render condicionalmente.
Nunca precisei de mais do que um bom mapa em papel para me orientar em território incógnito. Em Portugal, os do ACP bastavam-me. E bastam-me.
Bastam-me desde que eu não ande à procura de uma rua cujo nome é uma data dentro de um povoado mais ou menos remoto.
Experimentei colocar as coordenadas das ruas que procurava e accionar o navegador dentro da localidade de destino. Sempre que não havia erro no Google, no Bing ou na base de dados incluída, a coisa funcionava naturalmente na perfeição. E estes erros são frequentes.
Depois, em terras próximas, permiti que me guiasse de uma a outra pelo caminho mais curto.
E foi aí que me dei conta que me
deixara levar literalmente. Ao ligar o piloto automático, perdera a noção do espaço, a tramontana.
Para quem se habituou a um sentido de orientação muito pouco falível, a sensação de desnorte foi perturbadora. Como no limiar do sono, o desligar deste sentido, que bem pode e deve ser o sexto, embora seja subsidiário da visão e da audição, talvez do olfacto, fez-se sem aviso.
O Homem terá perdido e ganho sentidos e capacidades. Haverá ferramentas que contribuem decisivamente para a perda rápida de algumas destas. Pode ser que este aparelho se torne responsável por uma redução da acuidade na orientação.
Depois, fica uma parte positiva. Aquilo que eu por vezes fazia e que era marcar um trajecto efectuado num mapa a titulo de memória de jornada, ele dá-me já feito. É só preciso um mapa e uma folha de cálculo, despejam-se os dados e lá está a carreirinha. Mais, com horário de passagem.
No resto, terá a breve trecho a carta militar tal como eu pretendia de início.
E continuará a bordo, apenas para navegação de cabotagem, registos, e referenciação geral.
imagem do site do IGEOE
por MCV às 21:33 de 19 outubro 2011 
TrocaA
troca de prisioneiros entre Israel e os palestinianos, ainda que os detalhes e o futuro sejam desconhecidos, não deixa de dar a ideia do valor relativo que Israel dá aos seus homens vivos. Ideia que se repete com alguma frequência nestas trocas.
Os palestinianos, aparentemente, sufragam esta relação de muitos para um.
por MCV às 16:17 de 18 outubro 2011 
ApostasEm tudo aquilo que é, dada a caracterização racionalista possível e geralmente aceite, matéria de opinião e de palpite, gosto de, quando os dou, aos palpites, chegar o bolso onde chega a boca.
E faço-o sempre que encontro receptividade no circunstancial antagonista.
Há um ano e um dia atrás, fiz uma aposta a um ano de vista. Perdi-a pois ontem, por ter feito um cálculo demasiado pessimista da situação económica mundial.
Acho que o meu velho J.d’, apesar da memória de elefante que ainda tem, não se lembra desse lance que ocorreu enquanto discutíamos o conceito de
tempo do barato.
Eu talvez também não me lembrasse se não tivesse apontado.
por MCV às 21:52 de 17 outubro 2011 
7 de JunhoFiquei a saber, pela boca de um
imbecil da SIC N, que o dia de Corpo de Deus é 7 de Junho.
A asneira justificar-se-á, por ser o feriado municipal de Oeiras? E a sede da estação ser naquele concelho? E haver uma grande confusão naquela tola?
Não há naquelas redacções ninguém capaz, a este nível de pré-primária, que impeça disparates deste calibre?
por MCV às 21:22 de 16 outubro 2011 