Há meia dúzia* de dias
Ainda há meia dúzia de dias aqueles tipos que
falam com os amaricanos e que por essa via sabem tudo sobre o tempo e o clima que há-de vir, afirmavam peremptórios que este ano não haveria de haver Verão.
E, claro, tinham tempo de antena e
espaço na imprensa.
*
exagerando
por MCV às 19:46 de 05 julho 2013 
Meninos às compras!
Meninos às compras!? – era uma expressão basto utilizada nas nossas noites de cartas em plena rua.
No meio dos
macetes, dos
chitos, das
recusas e das fugas à polícia, assomava essa frase dita com um certo desdém quando algum valete pretendia debalde arrebatar uma manilha baldada.
É a frase que ilustra estes dias. Não me consigo lembrar de outra melhor para dar título à minha apreciação do que se passa e do que se irá passar.
por MCV às 20:53 de 04 julho 2013 
Diplomacia
Proibir um avião presidencial de um país com o qual se mantêm relações, com o presidente lá dentro, de aterrar em pistas ou sobrevoar terras e águas nacionais é um incidente diplomático de grau quê?
Não estou a fazer caso de desculpas esfarrapadas.
E é uma falta de soberania de grau quê?
por MCV às 14:03 de 03 julho 2013 
Dizer coisas bonitas nos funerais
Tinha aquele homem uma qualidade que encerrava um mistério – produzia declarações envolventes nos funerais de amigos jamais caindo no lugar comum.
Mistério porque o fazia continuadamente sempre de forma a surpreender evitando tocar a banalidade que normalmente adviria da repetição.
Alguns disseram no seu funeral que o segredo dele era não ser compreendido. A não ser tarde demais.
por MCV às 17:46 de 01 julho 2013 
Retrocesso social
Para dar lustro ao que
aqui escrevi há cerca de dois anos e meio, o Expresso prepara-se para oferecer aos seus leitores um exemplar d’”Os Maias”. Pior, fá-lo acompanhado de um opúsculo intitulado "Introdução à Leitura d'Os Maias".
Pouco importa que estas ofertas venham acompanhadas de outras inéditas e que a seu tempo se verá a qualidade que têm.
O que importa mesmo é ter a noção de onde o Expresso situa os seus leitores. O que fará bem, se o seu mercado é o dos analfabetos irracionais com carimbadelas e certificações ISO. O que fará mal se o seu mercado pretender ser o equivalente moderno do de 1973 conjuntamente com o que resta dele, como é o meu caso.
Só por vício, me parece, ainda gasto os três euros semanais.
(clicar para aceder)
por MCV às 07:08 