Comprar o carro deHá quase seis anos, o Expresso compunha a sua primeira página entre outros assuntos, com isto:
Expresso Disse na altura que ir comprar um carro
com qualquer um deles me parecia ser uma aventura especialmente atractiva. Ou disse algo mais bizarro.
Disse na altura que ser vizinho fosse de quem fosse,
com qualquer um deles me parecia ser um insulto despropositado. Ou disse algo mais anormal.
Supondo eu seis anos depois, que é o tempo que eu normalmente levo a perceber os jornais, que, nos casos por mim avivados a amarelo em vez de “com” deveria estar um “de”, sucedeu-me ontem, e é por isso que isto saiu a terreiro, ter a oportunidade de comprar um carro em segunda mão de...
É claro que foi o meu velho amigo que me chamou para me dar conta de que ainda não tinha a encomenda para mim mas que tinha aquele.
Para prova, não mostrou senão uma fotocópia do BI da pessoa em causa. A pessoa em causa ainda não tem portanto cartão de cidadão.
E eu julgo que apesar do muito instrutivo pequeno buraco no tapete, cerca de um pé atrás do pedal do acelerador, a pessoa em causa tem todo o aspecto e também a reputação de ser alguém a quem se pode comprar um carro.
Tenho que acreditar no meu amigo. Que não me mostrou um documento em que àquela matrícula corresponde o nome de tal proprietário.
Como podem calcular se seguiram o segundo link, há anos e anos que estou comprador e não me resolvo.