À segunda levantou voo o franchisável (I)O conceito era o de levantar voo. Claro. Expresso através das minhas inúmeras olhadelas ao relógio que simbolizavam a preocupação em depositar a horas o mano na aerogare.
Em boa verdade, preocupava-me mais do que ele.
Talvez numa perspectiva de optimizar, maximizar a satisfação do cliente.
O certo é que, com o J.R. atrelado a nós, fomos buscar umas coisas que lhe faltavam, a saber uns maços de notas de euro e de dólar, e arrumar umas outras lá no gabinete dele.
Ora ele trabalhava num sítio onde, a partir de uma interessante instalação industrial dos anos 40, um edifício cor-de-rosa, se implantou num canto vago uma edificação mimética muito, mas muito, bem desenhada.
É mesmo pelo vértice do lote que se entra. Por um pórtico algo rebuscado.
Estacionámos o carro - de marca e modelo inidentificáveis - logo após a entrada.
E lá fomos, pelo intrincado labirinto de vidro que dá acesso aos diversos gabinetes.
O gabinete do homem era assim: rectangular, entrando-se por um dos lados menores; no lado oposto, uma porta; à direita de quem entra, janelas altas, uma secretária ao fundo e uma cama de sentar imediatamente antes, sobre a qual havia uma série de acessórios espalhados: cabos, cêdês, discos rígidos, etc. Do lado esquerdo, umas estantes com livros e papelada.
O monitor estava pendurado do tecto e era nele que devíamos observar a sétima maravilha em aplicações não-sei-para-quê, mas um incómodo erro no arranque - em casa de ferreiro... - que arremedava a genérico da TV Globo impedia-nos de a ela ter acesso.
A vizinha do lado, da qual não fiquei a saber se era interessante ou não, disse e trouxe quaisquer coisas que, em primeira análise, seriam necessárias para a viagem. Não sei mesmo se não as notas.
Depois de mais uns minutos daquela penosa permanência em locais de trabalho alheios, a título de visita, apareceu uma espécie de dr. das empresas, fato azul acinzentado escuro, óculos de
griffe, essas coisas que sabemos. Disse ou deu, com o tal ar, timbre e asserção a condizer, uma série de bons e banais conselhos de como se comportar com um gordo maço de dólares em qualquer país da América do Sul.
Achei que esta figura era indispensável em qualquer empresa que se preze.
Mais ou menos ao mesmo tempo que achava tal, chegou o
big boss - o que é o que de pior pode acontecer a quem se encontra de visita a um local de trabalho alheio, excepto se se tratar de uma grande loja de materiais de construção no Parchal, por ocasião da visita de Natal - e chegado este, urgiu ouvi-lo.
Disse uma sucessão de banalidades igual à do orador anterior, embora com o ar de quem dispõe de uma vasta colecção de automóveis "de colecção". O que era verdade, suponho. Diria até que ele começou uma frase assim: "Indo eu no meu Ferrari Dino..."
Creio que o meu irmão se desculpou com as horas e lá zarpámos.
De volta ao labirinto, lembro-me do J.R. ter mudado de nível como quem está na barra fixa. Havia uma espécie de tecto de abrir e ele, por via de uma tal barra imaginária, saltou para o corredor imediatamente acima.
Assim nos aproximámos da porta e de um salão onde decorria algo entre uma espécie de festejo e de espera por consulta ou atendimento, visto que o ambiente geral era morno e indivisível, por não ser avisado dizer indizível.
E foi aí o meu primeiro contacto com o franchisável.
(continua)
por MCV às 23:40 de 18 novembro 2006 
A internacionalização da coisaAvisado pelo
João Espinho, a quem agradeço, de que os
pop-ups que andavam aqui a arreliar as visitas provinham do Webstats4u, cortei cerce o
alimal.
Mas aqui fica a lista dos países e regiões especiais, primeiro por ordem de visitas, depois por ordem alfabética em português, que o contador, desde Novembro de 2003, registou:

Quase metade dos considerados pela ONU.
por MCV às 16:35 de 15 novembro 2006 
Os 28 pontos de Scolari - o que falta dizerDisse
aqui há dias que os 28 pontos (7 vitórias em casa e 7 empates fora - dos quais um já falhou) que o Seleccionador Nacional estabeleceu como meta para a qualificação para a fase final do Campeonato da Europa não garantiam apuramento algum. Mantenho. É coisa de facto. Até este momento e com os resultados já verificados, nada garante que 28 pontos cheguem para garantir o apuramento. Porque ainda é possível que um conjunto de duas equipas outras ultrapasse esse número, ainda que empatem em casa connosco e percam em Portugal. É, como disse, uma questão de facto, de contas. Que se alterará à medida que os jogos venham a ser disputados.
Porém, e aqui é que a porca torce o rabo, é muito provável que os ditos 28 pontos sejam suficientes.
Para o afirmar, procurei grupos de apuramentos de selecções nacionais que, em competições recentes, fossem igualmente formados por 8 equipas. Não encontrei.
Mas encontrei dois com 10 equipas e um com 9. Todos dos últimos três campeonatos do mundo e da fase de apuramento sul-americana.
O que fiz depois foi para cada conjunto de resultados, eliminar os jogos de 2 equipas de cada vez, nos apuramentos a 10; e de 1 equipa no apuramento a 9.
Deu isto uma série de 99 casos (2 x 10 C 8 + 9 C 8). Em todos eles se verificou que o segundo classificado obteve 28 (4 vezes) ou menos pontos. Parece-me suficiente e dou a mão à palmatória, sem retirar uma vírgula ao que disse então.
por MCV às 23:49 de 14 novembro 2006 
O homem mauJá é sabido que Jorge Duplo Vê Bush é o responsável pela extinção dos dinossauros.
Ficou provado por estudos desenvolvidos por um grupo de cientistas independentes e por diversas organizações não-governamentais constituídas exclusivamente por voluntários.
Já se estudam, entrementes, as suas intervenções no advento da Pequena Idade do Gelo e na erupção de Cracatoa.
Este post era para ser autobiográfico. Mas havendo um Jorge Duplo Vê Bush, aproveita-se e descarrega-se - sacode-se o capote - em cima dele.
Que homem mau!
por MCV às 13:46 
Céus de Portugal, esta tarde
As palavras parece que o vento as leva. Não as encontro por aqui.
por MCV às 21:40 de 12 novembro 2006 