14/05/2005

Faço o que posso



Será que o dragoeiro de Almada sobreviveu ao transplante?
À primeira cavadela

Minhoca.
Nem o rol de mortos mais uma vez descoberto, nem o juvenil gato preto já de sábado, 14, me tiraram o sono.
Muito sono.
Tanto sono que a dormir, pendia de sono. Dentro do sonho, baqueávamos ambos, lado a lado, cabeça com cabeça.
Não. Jamais te tinha visto. Acordei-te e levei-te a casa.

13/05/2005

Lisboa, 1986



A frota Marcel oito anos antes de Wim Wenders
Imagem do dia ou uma promessa cumprida por conjugação dos astros



Foi preciso o mundo inteiro
Se compôr
Para eu me pôr
Dentro do Alva.
O primeiro nível de complicação

E se...
A maior parte das supostas teorias que por aí se vêem padecem de um mal infantil. Não ultrapassam coerentemente o primeiro nível de complicação.
A bem dizer, às vezes, é ainda mais atrás que falham.
É logo na incompatibilidade entre os princípios de partida. Sendo que às vezes nem sequer se percebe quais são.

12/05/2005

11/05/2005

O lixo electrónico ou um retrato de Tutancamon


imagem da RTP

Começo por mim. O facto de ter dedicado umas quantas horas da minha vida, repartidas por mais de vinte anos, a engendrar um programa que me facilitasse a vida nas apostas, primeiro do totobola, depois do totoloto, é suficientemente revelador da inutilidade a que consagrei parte do meu tempo.
Outras há, alhures, que merecem muito maior destaque. Hoje foi o "retrato" de Tutancamon (já agora, prefiro o c ao k, com ou sem h). Já passámos pelo de Jesus Cristo e talvez por outros de que não me dei conta.
É certo que em se tratando de "retratos", os há para os mais variados gostos desde sempre. Ainda hoje andamos à volta com as figuras do tríptico de Nuno Gonçalves, tentando saber quem é quem.
O que não significa que não tenham brotado as certezas um pouco por todo o lado.
E certezas é o que não falta quando aparecem estas novidades, embora aqui penetremos não no reino da adivinhação mas no da fantasia. Está visto que o faraó que morreu jovem era assim (não estão a ver?) e que o nazareno era assado (ora vejam!). Nem Melquíades faria melhor, suspeito.
Para além destas, há um mundo de novidades surpreendente. Dir-se-á que sem praticar não se chega a lado algum. Tenho as minhas dúvidas que assim seja. Mas há quem se farte de praticar.
O que acontece é que esse mundo de novidades está repleto de insignificâncias. De linhas de código que só têm utilidade para quem as escreve, como mero exercício ou como justificação de ganha-pão.
Entretanto, continuo a interrogar-me se a cultura da ignorância contamina de facto ou se, confirmada a imunidade, todos os fenómenos são olhados de cima.
A julgar pelo que leio em alguns locais, contamina mesmo.
Terminando como comecei, se não me houvesse contaminado, não falaria do assunto.
Correr Ceca e Meca



e o vale de Santarém

10/05/2005

Batem leve, levemente

Como quem chama por mim
Será chuva ou água-ardente?
Chuva não é certamente
Que a seca está contra mim.

É talvez má companhia
Já que há pouco, há bocadinho
Vi uma ave agoirenta
Daquelas de pena cinzenta
A pairar sobre o caminho.

Que paira assim indolente
Com tão lúgubre estranheza
A silhueta premente
Voando por cima da gente
E dos solos em pobreza.

Deu-me para beber. Bebi-a.
À água-ardente de mel
Amarela, doce e fria
Há que tempos não sentia
Um arrepio tão cruel.

Olho-a através da vidraça
Do copo pequenininho
Parece-me uma morraça
Dessas que muito mal passa
Pelo nó do colarinho.

Fico a olhar os pardais
Que de grãos enchem a pança
E noto que são sinais
Muito muito especiais
De tão reduzida esperança.

E aos saltinhos estendidos
Ainda consigo vê-los
Longe de se saberem bebidos
Fritos e logo comidos
Com muito poucos desvelos.

Que quem já é bebedor
Apanhe carradas assim
Mas aos ingénuos, Senhor
Por que lhes dais o pendor
De quererem beber por mim?

E uma infinita moleza
Uma funda turbação
Entra em mim, é da despesa
Que já se fez nesta mesa,
Do valente camadão.

Desculpa-me, Augusto Gil, não sou nada destas coisas. Mas isto do chove, não molha, está a transtornar-me.
As contas

Estas são as minhas. Outros as farão de outra forma.


Fontes: página de Jorge Miguel Teixeira e RSSSF, que se refere a resultados até 2003 e notícias posteriores.

08/05/2005

Espólio (8)

6 anos depois da guerra


Espólio Campos Vilhena - foto de MSS?

Esta coisa de quase todos os jornalistas confundirem o fim da guerra com a queda da Alemanha...
Lisboa, 1993