Exmº Senhor
José António de Azevedo Pereira:
Não contava voltar tão cedo a responder-lhe em carta aberta a e-mails.
Faço-o porque se substanciam as suspeitas sobre a observação fiscal a que estamos todos sujeitos.
Digo-lhe já que não sou contra o pagamento de impostos – embora a palavra imposto seja demasiado explícita.
Sou sim contra o esmiframento dos contribuintes para que o
regabofe continue.
Abstenho-me de nomear sete ou quinhentos e vinte exemplos de gestão perdulária por parte do Estado do qual o senhor é funcionário. Toda a gente os conhece hoje. Aqui há uns anos parece que poucos se davam ao trabalho de
observar com atenção os desmandos da gestão da coisa pública.
Digo mais. Estou disposto a exigir factura nas casas de banho pagas, aos arrumadores de automóveis, aos cauteleiros, se ainda existirem, e em toda a sorte de transacção que pareça escapar às malhas do fisco.
Só exijo para tal o seguinte:
Que em cada factura, tal como faz por exemplo a EDP para a contribuição audiovisual (em anexo), venha discriminada a importância que pago em função da estupidez dos actuais e anteriores governantes e da roubalheira que a estupidez dos actuais e anteriores governantes possibilitou.
Assim, terei todo o gosto em exibir aos fiscais do fisco (parece-me isto redundante mas não é) as ditas facturas conquanto o faça com o dedo espetado nas alíneas acima indicadas.
Com os melhores cumprimentos
Um contribuinte para o Estado que o senhor representa