Godot, seria dele?Provavelmente, não.
O caso é que, quando aparentemente se sentava naquela cadeira, não faltavam as vozes em redor, dando palpites.
O velho, o rapaz e o burro parado.
E nada nas vozes fazia sentido.
por MCV às 11:04 de 16 julho 2005 
Don ManoloDiziam os mentideros que o homem não suportava nem o vento nem o sustento vindos do lado de lá.
Que teria até certa vez dado valente piparote num prato do qual comia com gosto, ao sabê-lo castelhano.
Pois hoje traçaram-me um quadro das zonas raianas que é muito pouco animador.
Mostraram-me até onde vem a atracção de Badajoz. Até onde chega a influência de Valência de Alcântara. E como vão os negócios portugueses em tais zonas.
O quadro, como disse, é muito pouco animador.
E o pior. O homem não só já vai a Espanha, como é por lá demais conhecido como Don Manolo. E gosta.
imagem em http://home.fmh.utl.pt/~al07833/Clavas.html
por MCV às 22:17 de 14 julho 2005 
Pois calha malVer e ouvir alguém que supõe estar a construir ou a demonstrar uma teoria, ostentar um sorriso alvar e debitar argumentos em borbotão.
De convencido que está que a poesia e as lindas palavras são ciência.
por MCV às 01:31 
O céu estrelado, a rotunda e a ponte sobre o NadaNão tenho nada contra.
Não posso ter nada contra, digo-me.
Cada um que tenha céus estrelados, rotundas e pontes sobre o Nada.
Eu próprio tenho as minhas bizarrias. E não serão poucas.
Todos as temos, digo já a desculpar-me.
Lindo céu de carpélio azul pois celeste ponteado por miríades de pequenas lâmpadas de Natal.
No tecto. Do bar. Em casa. No sótão.
Nada contra.
A rotunda que possibilita aos visitantes, no meio do mato, uma fácil inversão do sentido de marcha.
A ponte que replica, numa confusão de escalas diferentes, a outra. A grande. Terá um vão central dos seus 15 m, digo eu. Pareceram-me as fixações do tabuleiro no limite do cálculo. Talvez me tenha enganado. A acção do vento pareceu-me igualmente mal avaliada. Talvez me tenha enganado.
Esta coisa de inspeccionar a pedido esferas, digo planos inclinados, celestes, rotundas e pontes suspensas tem que acabar.
Mas não tenho nada contra. Não posso ter.
Uma ponte sob a qual se não nada, no Baixo Nada.
por MCV às 12:07 
La force tranquille
A ser verdade o que
hoje se diz nos noticiários, a ser verdade o que foi dito por alguém que deve saber do que fala, a ser verdade aquilo que há muito suspeitávamos, fica mais uma vez bem visível uma fenda na suposta coerência dalguns que tanto clamam pela coerência alheia.
É que o mundo é assim mesmo.
imagem daqui
por MCV às 19:51 de 10 julho 2005 