Despesa pública
Desperdício de dinheiros públicos é ter polícia pago à porta da casa onde está José Sócrates.
Polícias de borla é o que lá não falta nem faltará por uns tempos.
por MCV às 15:01 de 05 setembro 2015 
Não há obras sem ratos
Não há obras sem ratos – quem o afirna peremptoriamente é a inenarrável ministra da Justiça.
por MCV às 20:18 de 02 setembro 2015 
Ninguém
Este ninguém refere-se a atrasado, a coisa que desde há uns anos.
Mas a pergunta foi feita recentemente, no
jantar anual.
Quem é que ainda mora
lá em cima? Lá em cima crescemos todos (ou quase todos), lá em cima forjámos a nossa união à pedrada, aos cobóis, à bola, fazendo fogueiras pelos santos, jogando às cartas nos muretes ou entre quatro paredes, comendo caranguejos no carvoeiro, bebendo cervejas, vendo cair o regime (discutindo como todos os outros, para que lado cairia), fazendo excursões todos os sábados a um templo de Baco, não faltando a uma festa universitária de Carnaval ou de fim de ano lectivo, até que no início da década de oitenta foi um após outro saindo de cena e criando família. Outra família.
Ninguém!
Ninguém mora lá em cima. Lá em cima não existe já. Aquilo é outra terra. A maioria são caras desconhecidas, a maioria tem costumes ignotos, a maioria não sabe nada sobre o que era lá em cima.
É assim que a cobra deixa a pele.
por MCV às 16:15 de 01 setembro 2015 
Das presenças impostas
Impõe ela a sua presença doirada.
Mostra-me as provas da sua alforria guardadas numa caixa de jóias. Como se.
E, num lance, andamos em mar aberto sem despedidas.
Cada um em seu navio.
por MCV às 16:50 de 30 agosto 2015 