
Em tempos, os congressos do PSD eram o equivalente nacional à noite dos Óscares.
Santana Lopes, uma das estrelas (ou a estrela) com lugar cativo na passadeira vermelha, matou a coisa. Ao decidir-se por chegar ao topo a partir das bases.
O que de facto nem chegou a acontecer. Chegou lá por desistência. E perdeu depois as directas que disputou. Toda uma ironia.
Não sou, nunca fui militante do PSD. Nem de qualquer outro partido.
O facto de o presidente do PSD poder vir a ser primeiro-ministro é suficiente para que me detenha na observação deste e daquele.
Já aqui escrevi sobre Passos Coelho e sobre Rangel, numa altura em que o segundo estava longe de ser considerado candidato ao lugar.
Sobre o primeiro, tenho verificado que nos últimos tempos é geralmente considerado o mais bem preparado intelectualmente dos quatro candidatos anunciados, mas...
E este mas mais os ataques de que tem sido alvo, de todos os lados, parecem denunciar um receio qualquer que não é explícito nem o pode ser.
Sobre o segundo, Rangel, registo as contradições em que caiu embora o considere um tipo capaz.
Se o parlamento tivesse, distribuídos pelos diferentes partidos, 230 deputados com a bagagem de qualquer um destes dois homens, muito melhor estaríamos na certa.
Tenho de Aguiar Branco uma ideia mais parda.
E de Castanheira de Barros, nada posso dizer.
Quem mais haverá alinhado à partida?
Não conto ir a Mafra este fim de semana.





