Vacinas
Em 2021, uma vez iniciada no final do ano anterior a campanha de vacinação anti-Covid 19, dividiram-se as almas simples entre os que sabiam de ciência certa que as vacinas eram fortemente nocivas e os contrários que achavam que se tratavam de profilaxias milagrosas.
Às mentes simples não ocorria que uma vacina feita à pressa pudesse por um lado ter um efeito secundário pernicioso como quase tudo na vida ou que, pelo contrário, pudesse ter o efeito benéfico que se espera de uma vacina ainda que mal testada, dado o tempo em que foi posta à disposição. Isto na presunção de que a doença, de que também se desconheciam as consequências a prazo, era de facto grave, coisa que era negada pelos mesmos que desdenhavam as vacinas. O certo, o certo, é que a mortalidade disparou em vagas.
O exemplar desta dualidade e que ilustrava bem o grau intelectual de quem assim se manifestava era que as posições extremadas quase coincidiam com ditos extremos políticos.
Agora, cinco anos depois, as almas simples do bando dos descrentes socorrem-se do óbvio: as vacinas tinham pouco tempo de criação e naturalmente havia um campo de desconhecido que se foi aclarando com a passagem do tempo. Sabe-se que algumas desapareceram da circulação sem grandes notícias e que, naturalmente, existiram casos graves de efeitos secundários.
O que continua é a filiação destas opiniões a coincidir com quadrantes políticos.
Dá de facto uma ideia do juízo intelectual de quem integra estas correntes.