08/09/2026

Comissões parlamentares de inquérito

Aos poucos e poucos, há quem vá percebendo o que é uma comissão parlamentar de inquérito.
Que serve sobretudo para os parlamentares se ouvirem a si próprios, como disse hoje um comentador na televisão. Um que acertou!

04/09/2026

Jornalismo



Eu não sei se o que esteve na base dos disparates lidos pelos locutores do costume, ditos jornalistas certificados e carimbados, foi esta notícia:



Talvez tenha sido.
O certo é que na RTP a coisa foi depois corrigida para “pior dos últimos 40 anos”, coincidência que leva a supor que alguém dotado de inteligência superior tresleu o que já seria uma bela de uma especulação: olhar para trás um milénio!

A nota da WMO nada refere sobre pragas de 1000 anos. Emprenharam noutro sítio qualquer, talvez no tal artigo.

03/09/2026

Ceuta e o resto

O problema é quando entra uma chusma de roldão. Quando a mesmíssima chusma entra a conta-gotas ninguém se indigna, ninguém se revolta.
Moedas

Se há pessoa cuja imagem se corrói a cada intervenção pública essa pessoa é Carlos Moedas.
Já deveria ter percebido isso.
Ponte sobre o Tejo e Cristo-Rei, 2026

31/08/2026

Bagagens



A minha grande dificuldade na guerra onírica é a constante escassez de munições. Debato-me com ela a cada passo, a cada batalha. Não há meio de as ter em abundância seja qual for a circunstância, seja qual for o teatro.
No fim, quase sempre recorro a uma arma que dispara pregos ou tachas. Mas nem esses aparecem em quantidade.

imagem daqui

29/08/2026

Das divisões do Mundo (episódio n+13)

O mundo também se divide entre os que pousam um livro após um ponto final e os outros, os que o fazem após um por, um mas, um que.

28/08/2026

Lobeznos, 2026

Capazes

Foi há dias noticiada a entrada em Medicina de uma miúda com 15 anos.
Não faço ideia se se trata de um caso muito excepcional ou se é apenas mais um de uns quantos (poucos) que têm ou não ocorrido.
O certo é que é manifestamente de louvar que se permita que quem tem as faculdades intelectuais adequadas ao ingresso no ensino superior seja nele admitido, independentemente da idade e ao contrário do que já aconteceu noutros tempos.
É mais do que altura de aproveitarmos, em devido tempo, as pessoas excepcionais que surgem aqui e acolá. O tempo certo independe da idade oficial. Não deverá ser só no pontapé na bola que se põem miúdos talentosos a jogar com os seniores. É preciso apreciarmos os capazes, puxarmos por eles, e deixarmos de idolatrar imbecis mais ou menos famosos que para nada servem.
Eu sei que gente muito capaz assusta os simples.

27/08/2026

Destruição

Na enxurrada ocorrida no Nepal há uma sequência que me chamou a atenção: são os tramos de pontes por ela levados que vão derrubando outros tramos de pontes a jusante, numa reacção em cadeia.

22/08/2026

Colorizado

E de repente os simples descobriram o colorizado que, como sabemos, o colorido já era.
Descobriram o colorizado da mesma forma como descobriram a escrita em curva e em perspectiva nos primeiros tempos dos programas de desenho - com deslumbramento - Há sandes diversas.
Não há simples que não queira colorizar ou reparar fotografia antiga com o mesmo entusiasmo com que "rebocou" as paredes de casa com azulejos de casa de banho.
Grande praga!!!

19/08/2026

Licenças

Não tinha licença de ocupação da via pública - e deve ter sido por isso que caiu a plataforma elevatória (toda a gente lhe chamou grua) em Massamá-Norte e matou dois operários.
O jornalismo é todo ele um tratado de inépcia.

17/08/2026

Passar a mensagem

A frase-chave dos marqueteiros.
Há, para eles, os que "passam a mensagem" e os que não conseguem "passar a mensagem".
A coisa resume-se a isto e é isto que eles passam o tempo a repetir com esta ou aquela variação.
É isso que importa sobre Montenegro, Carneiro e quejandos.

16/08/2026

23 anos

Desta vez não te posso pedir que mandes uma fotografia para o aniversário do H Gasolim Ultramarino.
Nestes 23 anos somei as inevitáveis perdas e alguns aconchegos. Poucos, muito poucos.
Continuo com ganas de publicar aquilo que pouca gente lê, depois de anos em que a afluência de leitores era muito maior.
É um exercício de reforço de memória e de algum gozo. Venha mais um ano!

15/08/2026

GNR

A respeito do acidente mortal na Volta a Portugal o responsável da GNR que foi prestar esclarecimentos à RTP fez o que devia: não explicou coisa alguma e deteve-se em considerações inúteis como é da cartilha dos marqueteiros.
Notícias do manicómio

Na quarta-feira a ministra da Ciência dos vizinhos do lado dizia na rádio que o fenómeno do eclipse não tinha sido fabricado, não tinha tido intervenção humana (ou algo do género, cito de memória).
Nem os boçais de porta de taberna de há décadas necessitariam de tal esclarecimento.
Vivemos num mundo de alucinados!

Portugal, 2026

14/08/2026

Pressas

No caso da morte do ciclista na Volta a Portugal, a pressa que o jornalista mínimo teve em criticar a pressa diária dos automobilistas levou-o naturalmente a ignorar uma pergunta: o automobilista que conduzia a carrinha contra a qual embateu o ciclista seguia em desrespeito a sinalização ou ordens policiais ou, ignorando a existência da prova, entrou no seu trajecto por local onde não havia qualquer aviso?

Sobre a ocorrência de casos semelhantes não faço ideia em que prova e em que ano aconteceu por cá o último.
Desde que me lembro tenho notícia de um acidente semelhante e mortal ocorrido em Portugal, o qual o meu Pai recordava quando coincidíamos na estrada com a Volta.

Para os jornalistas mínimos a carrinha vinha em contramão. Confundem contramão com sentido contrário. Ninguém lhes explicou a diferença. Não há editores nas redacções.

10/08/2026

Motivos para deserdar alguém (mais um da série de)

Vê-lo, ouvi-lo, a copiar o estilo, a verve, de Luís Montenegro.

09/08/2026

Marcha

Não tenho nada contra os Omiri e a sua música, que aprecio.
O que me chateia mesmo é que existindo há tantos anos um tema musical mítico para acompanhar a Volta a Portugal em bicicleta seja necessário andar a trocar a apresentação musical só porque sim.

Pode ser que se trate de uma qualquer obrigação contratual, ainda assim creio que há alguém que menospreza o impacto e o valor de um tema há muito consagrado.
Devo ser muito conservador.

07/08/2026

Espanha, 2022

Jotismo

Quando aparece uma jovem figura cheia de tiques de jotismo, aperfeiçoados numa qualquer universidade de Verão, e que remetem para o palavreado da moda, para o politicamente correcto, pergunto-me sempre se tal mentecapto tem audiência e recepção. Se os marqueteiros que o instruíram têm noção dos alvos a que apontam.
Como diria o velho C., do alto da sua ingenuidade, tenho "benefícios de dúvida".

06/08/2026

Ponte sobre o Tejo

Faz hoje 60 anos e mais uns dias que por ela passei a primeira vez.

03/08/2026

Congelar a História

Não falta quem queira congelar a História, quer no tempo presente quer algures no passado. Em regra não é gente capaz de a congelar num futuro qualquer. Isto a propósito dos marcos que se usam para legitimar esta ou aquela pretensão.
Temos direito a este território porque...

Mas afinal: Quem nunca quis congelar a História naquele exacto momento...?

01/08/2026

Perder a tramontana



Na actual situação política as medidas mais estúpidas que não lembram ao Capeta são aparentemente postas em prática – são anunciadas – para apaziguamento dos pobres de espírito.
É este o calibre dos estadistas que temos.
Um episódio mal contado e muito mal percebido pela generalidade dos jornalistas [uma notícia num canal de televisão dava conta de que alguém (uma família?) teria nadado 5km para fazer a travessia] dá origem a um alarido e a um arraial próprios da época estival.

31/07/2026

Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 32



Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.
Irracionais

São sempre os seres mais irracionais e dados à ilógica temperamental e sectária, que reclamam racionalidade e sentido nas acções de terceiros.
Não conseguem resolver um problema recorrendo à lógica mais primária mas reclamam dos outros a perfeição.
Os simples, encartados, certificados, diplomados e carimbados.

29/07/2026

Imortal

Um destes dias, até sei o dia certo, fui apanhado por Mr. Street View a adentrar uma casa.
Enquanto a imortalidade durar, e na internet ela parece ser tão efémera; enquanto o Street View estiver por aí e suscitar a curiosidade de meia-dúzia de historiadores, estarei presente. De costas.

(este blogue anda meio feicebuquiano)

28/07/2026

Década e meia

Já é o servidor mais longevo na casa. 15 anos de serviços prestados.
Já chegou à Lua e continua.

Luís Neves

Eu até era daqueles que achava Luís Neves um tipo capaz de corresponder às suas atribuições e responsabilidades.
Uma coisa se verificou: Luís Neves avaliou mal a plêiade de falsos amigos que deixou na PJ. E que lhe conheciam as fragilidades.
Entretanto, verifica-se também um receio de escrutinar e criticar o comportamento dele por parte das forças políticas do costume que são o anverso e o reverso da mesma medalha. Isto suscita um rol de dúvidas sobre rabos-de-palha de uma série de gente mergulhada no lamaçal da política portuguesa.
Aguardam-se os próximos capítulos.
Cheleiros quase intemporal

27/07/2026

Sanzala

Os tontinhos, dados a negar a realidade, quando finalmente são confrontados com ela, em regra expelem um "Pois é" sem grande contrição.
É o que sucede aqui no habitat do escriba quando demonstro aos politicamente correctos que isto passou de uma aldeia saloia a uma sanzala dita cidade.

26/07/2026

Tour

Há coisas que evoluem para melhor. É o caso da etapa final do Tour que ganhou novo viço.
Este ano foi bom. O ano passado foi inesquecível.




Conversa

A senhora Ayuso, de quem aprecio a figura, falou, falou, falou...
Será que nestas alturas a torrencial conversa de políticos é tolerável?

22/07/2026

Recurso

E depois há uma turba de tontinhos que acham que os recursos para a reclassificação dos exames são caros.
Os mesmos que acham que se deve recorrer só porque não se gostou da nota.
A geração mais bem preparada de sempre...
Cash flow

Temos o péssimo hábito de gastar dinheiro em inutilidades perecíveis.
A ideia que fica é que é preciso fazer circular o dinheiro dos contribuintes de preferência com passagem pelos bolsos dos amigalhaços.
Assim se fizeram rotundas onde não eram necessárias, pavilhões multiusos onde não entra ninguém, ciclovias para termos os ciclistas na estrada ao lado, passadiços que a breve trecho estarão a cair de podres, baloiços idem.
Tudo isto porque o vizinho fez e nós também temos amigalhaços que pagam jantares e charutos.
É um país dirigido por pobres de espírito que se entretêm com negociatas destas. As mais das vezes sem proveito para os próprios. A tal história – a estupidez faz mais dano do que a cupidez.

20/07/2026

Pancada técnica

Ninguém me contou. Vi com estes que...
A máquina Volta mandava esperar pelo funcionário da loja.
Assim fizemos.
A senhora veio, após ter sido solicitada de novo, posto que se encontrava a distribuir melhor os produtos numa pequena prateleira, e lá abriu portas e portinholas com as competentes chaves.
A última foi a porta grande, em baixo, que dá acesso ao compartimento do vasilhame retornado. Desferiu um belo de um pontapé no conjunto, fechou a dita porta e prontes... caso resolvido!



Postal que circulava há anos por aí.
Infantilidade

Para além de todo o asneiral que o ministério da Educação fez o favor de oferecer aos alunos, há uma questão interessante: que raio de prejuízos para as férias das famílias foram causados por tal trapalhada?
A infantilidade com que se encara o mundo nesta geração agora a completar o ensino obrigatório é algo que espanta a minha geração, já aposentada.
A eterna clivagem. Nada de novo. Será que a imaturidade avança, geração após geração, tal como o deserto?
Atirar areia para os olhos

A habitual converseta de vendedor de ádipe ofídico espalha-se à medida que os marqueteiros tomam conta da “comunicação”. Uma coisa que me incomoda sumamente é alguém que nunca me viu antes, tentar atirar-me areia para os olhos. Prefiro seguramente os que o fazem e já me conhecem, vá lá saber-se por que raio!


ilustração atribuída a W.S. Gilbert

17/07/2026

Notícias do manicómio

Estava num local impróprio para atender chamadas telefónicas. Ao sentir a vibração carreguei no “rejeitar”.
Uns minutos depois, quando o ruído envolvente acalmou, percebi um som de voz que parecia saído de uma qualquer página de notícias. Atentei no telefone e a chamada afinal não tinha sido por mim rejeitada mas aceite. Troca de botões. Ainda fui a tempo de ouvir o homem despedir-se. Deve ter estado a falar como quem fala para um gravador de chamadas...
Vi depois que o número que me ligou era daqueles que insistem, insistem...

16/07/2026

Polícia bom, polícia mau

O dom da ubiquidade ou o esquecimento dos "amigos".

14/07/2026

Estupidez(es)

Acho que não me estou a chamar estúpido com a veemência de outros tempos e que mereço. É um "estúpido" pouco sonoro, quase assobiado, uns pontos abaixo das cavalidades que cometo.

13/07/2026

As indignaçõezinhas e a cabeça enterrada na areia

Longos caminhos levam ao suicídio de uma nação. Continuem a ignorar os problemas.



Seja ou não um argumento futeboleiro que fará talvez ricochete, é uma mera constatação.

11/07/2026

Noção das proporções



A noção das proporções é um indicador básico de inteligência, de desenvolvimento intelectual.
Os jornalistas actualmente em serviço são em regra desprovidos de tal.
Este trecho de notícia dá a entender que nunca terá existido em território espanhol um fogo que consumisse mais de 3000 ha*.
A esta gente, a quem se anda há anos a dizer com uma aproximação muito grosseira que 1 ha é a área de um campo da bola, coisa que ela repete até à exaustão escapa depois o ajuntamento dos campos, não chega lá.


* A lista a que remete esta ligação é a da idade da generalização da internet – só traz eventos do final do século XX em diante.

09/07/2026

Enquanto isso...

Enquanto a dita esquerda está mais preocupada com quem usa a burca e menos interessada por quem não tem água em casa, o meu velho JR está bem encaminhado para palmar o jantar das apostas: pode fazer o pleno dos semi-finalistas.

Resiliência

O emprego do vocábulo resiliência é, no meu entendimento, um atestado de pobreza intelectual.

O peso dos burros

O peso dos burros instalados na máquina da administração ou nela pendurados é o principal obstáculo ao desenvolvimento do país.
Sempre achei a estupidez superior à cupidez no cálculo dos estragos.
Os burros escolhem burros que escolhem burros...



imagem daqui

07/07/2026

Boa continuação

Continuem a dar responsabilidades a gente sem cabeça e depois queixem-se de que o caos se manifesta em todas as ocasiões.
Impunidade

Um país que permite que um bocado de lixo estrangeiro agrida com toda a desfaçatez agentes da autoridade é um país moribundo.
Vejamos o que acontece ao bocado de lixo.

04/07/2026

Portugal, 1995

Indicações

Uma coisa que é certa quando se vê um jogo de futebol é que, a seguir a uma asneira, um jogador desata sempre a dar indicações, gesticulando. É o sinal claro de que percebeu que errou.
A minha questão é extrapolar isto para a política. Que sinais dão os políticos quando metem a pata na poça?

02/07/2026

África minha

Um carro abandonado serve de esplanada, portas abertas. Adicionadas pelos alienígenas uma mesa e cadeiras.
A direita elitista travestida de esquerda que não precisa de frequentar o que já foi um sítio decente, acha que é racismo e xenofobia.

01/07/2026

Paternalismo

A notória evolução do paternalismo social em casos de mera sobrevivência animal, dá-nos uma boa medida da falha da educação por parte dos pais que as gerações mais recentes têm sofrido.
E dá-nos também uma ideia de que o próprio instinto animal soçobra talvez diante de um excesso de população. A Natureza saberá o que faz.
Bandalheira

Nesta bandalheira de interesses em que vivemos mergulhados, será possível distinguir uma franja de gente que queira governar o país?
Os pobres diabos de cada partido, de cada facção, hão-de jurar que sim.

29/06/2026

Imigração

A tropa do politicamente correcto pouco mais faz do que negar a realidade. É esta basicamente a sua natureza.
Já aqui referi muitas vezes o nosso problema de solução saturada, aquela que não dissolve mais. No caso, a sociedade que não consegue integrar mais imigrantes sem enquistar. Quistos que são facções de minorias que impõem os seus usos e costumes uma vez que se encontram localmente em maioria.
Só quem não vive em locais que se lumpenificaram, vendo destruídas as relações sociais há muito estabelecidas, não percebe a gravidade do que se está a passar.
Já não vamos a tempo de evitar os quistos sociais num país que, durante séculos e séculos, foi de um só povo, coisa que deveríamos ter valorizado muito mais.
É um facto que, dada a implantação geográfica da nossa terra – uma finisterra – veio aqui parar e ficou gente de muitos quadrantes que conjuntamente e em sequência de ocupação deu origem ao que somos.
É um facto também que há séculos e séculos que somos o resultado dessa mistura e que somos um só povo, homogéneo. Com as excepções dos francos do Alto Alentejo que por lá deixaram as pronúncias e dos pretos do vale do Sado que por lá deixaram o tom de pele, quase nada contribuiu para que fôssemos heterogéneos. Mas o caminho agora é outro, negá-lo é enterrar a cabeça na areia como fazem habitualmente os tais arautos do politicamente correcto. E traz problemas graves.

27/06/2026

Jornalismo

A profunda ignorância e a escassa inteligência de muitos jornalistas leva-os a interessantes premonições futebolisto-matemáticas.

26/06/2026

Geofísica

Do que ouvi ontem da boca de certos especialistas em geofísica que são dados à televisão, aproveitou-se o que disse aquele que assumia as incertezas e o desconhecimento de uma ciência que está na infância da arte.
Apareceu por lá uma triste senhora que proferiu umas certezas, facilmente contrariadas pelo histórico recente no leste da Rússia e que no final largou uma “resiliência”. Ficou identificada.
125

Nos cento e vinte cinco anos de um dos heróis de Mirandela. Um rapazinho.


In Ilustração Portuguesa - 2.ª série, n.º 686, 14 de Abril de 1919

25/06/2026

Prevenção

Já houve quem recentemente quisesse pôr-nos quotidianamente de mochila às costas com um estojo de sobrevivência.
Em alturas como esta não faltam os arautos da prevenção com sentenças mais ou menos absurdas. Isto num país e para um povo pouco dado a prevenções e cuidados antecipados.
Seria talvez mais avisado insistir no chamado bom senso, na noção das proporções, na série de conhecimentos atávicos que vamos perdendo à medida que perdemos a razão.
Concomitantemente o instinto de sobrevivência parece estar a perder-se, talvez à medida que a Natureza decide que a carga humana é demasiada e resolve alijá-la.
Em vez de manuais de sobrevivência mais valia dar banhos de realidade aos indígenas urbanitas que vivem num mundo de artifício.
O morto extra

Segundo um canal de televisão, um morto de nacionalidade portuguesa pelos sismos na Venezuela, é um morto extra.
Isto porque não estava incluído numa lista de cinco portugueses desaparecidos...
É isto o jornalismo em Portugal. É esta a gente que nos entra pelo écran.
Contagem

Fico com a ideia de que, finalmente, nas diversas cadeias de televisão a contagem oficial de mortos numa catástrofe deixa de ter significado noticioso, dando-se preferência à previsão de baixas, critério muito menos espectacular (já não está sempre a crescer) mas muito mais informativo.
IPMA

Não se compreende que, tantas horas passadas, o IPMA ainda só tenha registado um dos sismos ocorridos na Venezuela.
Chama-se a isto o quê?

21/06/2026

Classe política



Dos pregoeiros de feira, a distância certa.
Nem muito perto de forma a perceber a distorção do microfone nem muito longe para que ainda se perceba o ruído que geram no recinto.
Uma distância certa.

14/06/2026

Qualidades

Fortuné
Providence
Expérience


Uma selecção com estes jogadores é certamente favorita no Mundial.

08/06/2026

Misantropia



É um espectáculo interessante este de ver o rebanho a ser rebanho e a ajuntar-se nas areias balneares. A reivindicar o direito a tal.

fotografia daqui

07/06/2026

Facebook

Foi preciso ir parar ao Facebook para ler que “ainda é (era*, sou) vivo”! As coisas que se descobrem por lá! E mais, a destinatária de tal confirmação agradeceu o informe!

* à data de Abril de 2025

04/06/2026

Foguetes e morteiros

Só gente muito básica se põe aos saltos e aos abraços por o país ter de novo assento no Conselho de Segurança.
É muito básica e é a que temos.

27/05/2026

Estado



Há-de haver uma razão válida, para lá da dita protecção dos dados pessoais de cada um, que impeça os diferentes organismos do Estado de trocarem entre si informação sobre um determinado cidadão desde que ele, sendo devidamente informado, avalize essa devassa, particularmente quando é o próprio a solicitar o cruzamento de dados.
Há muito que se vê gente a queixar-se que tem que pedir ao Estado que passe certidão que há-de apresentar ao Estado. Num tempo em que a informatização dos serviços permite uma série de caminhos para obter dados, percebe-se mal que se ande atrás de certidões, algumas delas em papel.
Saiu-me hoje isto porque estou prestes a entrar numa dessas sagas.