Dar aresPertenço ao grupo dos que acham que Julia Gillard faz lembrar alguém.
imagem do site do Partido Trabalhista australiano
por MCV às 08:27 de 21 agosto 2010 
The FewÉ uma ignomínia não me lembrar da palavra dita pela mulher que ouvia passar os Spitfires.
Disse então à repórter de televisão que “
só os que passaram por isto, é que sabem o conforto que este som inconfundível nos dava ao ouvi-lo”.
Da palavra que aqui traduzi por conforto. Poderia ser agasalho, sensação de protecção, ânimo, orgulho, uma soma de tudo isso, qualquer coisa que aquela mulher queria que os outros soubessem que tinha sentido ao ouvi-
los.
Passam hoje setenta anos sobre o
célebre discurso de Churchill.
por MCV às 21:07 de 20 agosto 2010 
Ao pau com os ursos
É a
segunda vez em menos de um ano que escrevo isto.
por MCV às 04:52 
ÁreasDiz o senhor Ministro da Administração Interna que ardeu mais do que nuns anos e muito menos do que em outros.
A sério?
por MCV às 00:14 de 18 agosto 2010 
SemânticaA coisa é relativamente recente.
Hoje, ouviu-se duas vezes a propósito do acidente aéreo na Colômbia insular e de um incêndio algures.
Que teriam sido causados por
relâmpagos.
O trovão que os parta mais a evolução semântica.
por MCV às 23:43 de 17 agosto 2010 
Ideia genial para acabar de vez com os incêndios em Portugal
Com os olhos postos no ícone do
Comendador Marques de Correia, sinto-me vez por outra inspirado por ele.
Desta feita, qual génio da lâmpada, ou melhor génio do ícone, pois estava a limpar-lhe o pó, a iluminação:
É possível, viável e até fácil acabar com os incêndios em Portugal.
Senão vejamos:
Há um número assinalável de incêndios a começar de noite e de madrugada.
Esses fogos não se devem a outra coisa senão a intervenção humana.
Muitos deles serão ateados por quem é incendiário por natureza. Bêbedo, débil mental, feiticeiro, todas as designações com que a ciência actual brinda aqueles que se sentem atraídos pelo fogo.
Diz-se que em cada ano se detêm não sei quantos reincidentes. Este ano já ouvi falar nuns quantos que foram detidos.
Evitemos então que esta gente incendeie.
Como?
Fácil. É criar junto do mar uma zona de
resort, só com materiais incombustíveis ou muito dificilmente ardentes onde nós, os contribuintes, pagaríamos umas férias forçadas e devidamente vigiadas a estas pessoas.
Fácil é ver que havendo todas as condições de conforto nesse local – que nem outra coisa seria admissível à luz dos actuais direitos humanos, nada de guantanameras nem essas coisas – todos os anos haveria gente a candidatar-se a tal vilegiatura, ateando o seu fogozito e agindo algo bizarramente a ver se pegava.
Cedo nós os contribuintes seríamos chamados a contribuir – passe a redundância – para a ampliação do dito
resort, calcetando as áreas florestais anexas de onde atempadamente se removeriam as árvores para lugar mais seguro, contrariando assim a máxima interrogativa (de lógica imbatível) de um publicitário do passado recente que punha na voz de um conhecido actor esta pérola “Se elas [as árvores] andassem, como é que tinhas sombra?”.
Ano após ano, garanto-vos, o
resort cresceria e o número de incêndios acabaria por entrar em derivada negativa depois de um crescimento exponencial.
Tenderia para zero, é claro.
Com alguma sorte ficaríamos todos de férias à beira-mar, à pala dos contribuintes. Ainda que rotulados de bêbedos, débeis mentais, feiticeiros e outros epítetos com que a a ciência actual qualifica os que se sentem atraídos pelo fogo e o desencadeiam.
Sopram-me aqui que os contribuintes somos todos nós – um disparate, sei-o eu, apesar de o ter escrito ali em cima - e que este raciocínio que eu reputo de brilhante é, afinal, um somatório de asneiras igualzinho ao dos tontinhos idealistas que traçam cenários, fazendo variar uma só variável. Uma falácia.
Vou agora arredar o ícone do Comendador para ir ao dicionário ver o que é uma falácia. Já volto.
por MCV às 20:14 de 16 agosto 2010 