Medida-padrãoPara os padrões americanos, aparentemente, Newt Gingrich é um homem inteligente.
Para os padrões portugueses, filtrados pela imprensa e comentadores afins, José Sócrates também o é.
por MCV às 21:56 de 21 janeiro 2012 
MemóriaAs comparações diacrónicas são sempre mais da emoção do que da razão.
Antigamente, como dizia uma senhora um destes dias à câmara de tv, tínhamos todos 18 anos.
E por isso quando vou à Baixa lisboeta, e cada vez mais espaçadamente o faço, as comparações que congemino enfermam desse erro.
Não ver grande parte das lojas onde comprei isto e aquilo ou apenas mirei a montra.
Não ouvir os pregões dos ardinas ou o roncar mais ou menos alto dos motores de autocarro e os tlintlins dos eléctricos, não sentir o cheiro do fumo das castanhas ou dos fritos das casas de pasto.
De alguma destas coisas ainda há vestígios. O cheiro a mijo, como
já aqui referi, voltou em força, depois de ter desaparecido algures entre as décadas de 70 e 80.
Na estação do Rossio está uma escada lançada como sempre a sonhei – alinhada de cima a baixo e não deixando ver o fim.
E isso, sim, intriga-me.
Mas uma coisa é certa – há trinta e tal anos era muito melhor passear na Baixa, porque todos tínhamos 18 anos.
por MCV às 21:14 de 20 janeiro 2012 
As comparaçõesÉ esperável que, cem anos corridos, se façam comparações entre o Titanic e o Costa Concordia.
Para além das dimensões – este é um tanto maior do que o Titanic – e da grande diferença nas consequências, há um facto ou uma suposição ou ainda um conjunto de suposições que se me deparou. A ser verdade que a rota do navio italiano foi tomada tendo em consideração um aceno aos ilhotas, e o facto de esta suposição, ainda que bizarra por ser de noite, ter sido feita só por si é significativo, fazendo com que o ser verdadeira ou falsa seja menos importante, transponhamos tal decisão para cem anos atrás. A minha ideia é que seria reputada de uma vulgaridade indecente.
Supondo que as suposições estão todas acertadas, está a coisa mais vulgar do que há um século. Parece bater certo.
por MCV às 20:37 de 18 janeiro 2012 
66º a estibordo*Da história do naufrágio do navio italiano uma coisa sai, inelutável – a facilidade e a rapidez com que uma embarcação de tais dimensões se desgraça no mar.
Numa época em que há cópia de navios semelhantes destinados ao mesmo fim – cruzeiros de milhares de pessoas – é uma nota a que se deve dar atenção.
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Mais coisa menos coisa, a inclinação de acordo com as últimas imagens vistas antes de escrever.
Há em vários sítios uma simulação da rota do navio antes do encalhe proveniente das ferramentas de georeferenciação que se usam para a navegação aérea e marítima.
A estar correcta tal simulação ou o navio ia de marcha a ré ou depois de rasgado pelos leixões empreendeu uma viragem de 180º. Viragem essa que deveria ter sido registada nos aparelhos que possibilitaram tal simulação.
Parece mais uma asneira publicada e repetida sem análise.
adenda depois das 22:00: a hipótese da viragem a 180º parece ser a mais apropriada para conciliar os dados de georeferenciação com a posição actual do navio. Não haverá assim asneira mas dados incompletos.

especulação sobre o trajecto final através do obtido no marinetraffic.com sobre GoogleEarth
por MCV às 12:01 de 15 janeiro 2012 