19/07/2025

Antigamente não havia estes calores



Não haverá muita gente em Almeria que se lembre de tal.
E a que há hoje, em regra não se lembra do que sucedeu há meia-dúzia de anos.
A ausência de memória é o melhor pasto para a imposição de ideias feitas.

Não ponho em causa que o mundo vá aquecendo. Coisa inevitável quando a curva demográfica (a que ninguém liga) dispara e quando as actividades humanas libertam mais energia sob a forma de calor.
O que ponho sempre em causa é a disparatada propaganda que esta ausência de memória favorece e que diz a cada passo que nunca se viu ou sentiu nada assim.
Inclusão ou deixar entrar

Quando vejo os acérrimos defensores da inclusão acrítica e incondicional, ocorre-me o caso de Hillsborough onde deixar entrar gente que se debatia por um lugar no estádio deu azo a que morressem esmagadas quase 100 pessoas.
É no que dá muitas vezes a falta de firmeza para excluir, impedir.
É a velha história do bote salva-vidas. Só as salva até ao limite da carga. Daí para a frente morrem todos se se insistir em incluir a bordo mais um e mais outro.
Tais defensores não aceitam as leis da Física.

17/07/2025

Comentadores

Insisto. Apreciar os ilogismos dos comentadores de ciclismo do Eurosport é todo um programa.
Como já referi anteriormente é particularmente curioso atentar aos axiomas que enunciam e à sua inevitável negação no minuto subsequente.
Não está em causa que não conheçam os ciclistas e que não tenham uma ideia das suas capacidades (à excepção de João Almeida, que é sobrestimado). Deviam ater-se a comentários sobre o espectáculo que está a ser transmitido e evitar raciocínios e considerações tácticas que são regra geral disparatadas, sem base e desmentidas no tal minuto seguinte.

15/07/2025

TAP



Alguns parágrafos muito simplistas sobre a venda da TAP:

Ou se vende a TAP (100%) ou não se toca nela.
Não consigo vislumbrar um só argumento que justifique a venda parcial, a não ser o costumeiro medinho de tomar medidas drásticas. As tais meias-tintas. Meias-tintas não são mais do que o arrastar de um problema. Mas é muito à portuguesa.
E, aos habituais tontinhos que tomam decisões, é preciso lembrar-lhes que quando se vende um bem deixa de se ter controle sobre ele. É uma lapalissada que esta tropa precisa sempre de ouvir.

Prefiro que a TAP se mantenha nas mãos do Estado desde que preste um serviço importante ao país. E que claramente se distinga entre a obrigação de serviço público nos voos domésticos para os arquipélagos e a operação comercial que terá que ser superavitária.

14/07/2025

"Lorem ipsum dolor sit amet"

Uma das minhas embirrações de estimação é a palha politica e marqueteiramente correcta que as instituições metem nas suas respostas.
Compreendemos a sua insatisfação...
Trabalhamos para atender os nossos clientes...
Os nossos valores são...
Posicionamo-nos para...

Arre, que é demais!
O tempo e o dinheiro que se pouparia sendo curto, grosso, explicativo e conciso.