Apostas
Vai ou não vai António Costa visitar Sócrates a Évora?
Vai ou não vai alguém destacado no PSD visitar Sócrates a Évora?
A ocorrem ambos os factos, qual ocorrerá primeiro?
por MCV às 22:00 de 02 dezembro 2014 
A tal excelência do ensino
1993
[...] Comprei 3 tomates a 80$00 o quilo e 750 g de uvas a 130$00 o quilo. A moça, aí dos seus 17 anos, pediu-me 380$00 por tudo.
Não pode ser! – disse eu.
É, é – dizia a moça.
Então quanto é que tem o tomate?
300 g.
Se eu levasse um quilo de cada coisa, eram 80$00 + 130$00, o que dava 210$00. Eu levo menos de 1 kg de cada e você pede-me 380$00 como é que é isso?
Então não é assim? Então 300 g de tomate a 80$00 são 8 × 3… são 24, pois, são 240$00.
Olhe lá se 1 kg são 80$00 como é que 300 g são 240$00?
Então são só 24$00?
É claro.
Ah! É que eu não sou daqui.
Então e lá de onde é não sabe fazer contas?
Sei, mas estas contas assim da fruta não.
Bom, são 121$50. Certo?
Pois deve ser isso.
(narrado por AS e testemunhado por mim)
.....................................................................................................................
1994
Andava eu numa “grande superfície” à procura de umas colunas de som para um carro que as não tinha.
Mas o carro já tinha o local para as fixar – quatro orifícios dispostos como vértices de um rectângulo, nada mais fácil.
O que não foi fácil foi encontrar as ditas colunas com as dimensões apropriadas à fixação.
Corri prateleiras e prateleiras e nada.
Resolvi chamar um dos funcionários.
Disse-lhe o que queria.
A coisa ficou logo mal quando ele me perguntou qual era o carro.
Perguntei-lhe de volta que importância é que isso tinha. Se eu lhe estava a dar as dimensões.
Mas eu caí na asneira de lhe dizer que carro era.
Ah - disse ele - pode levar estas – apontando para umas quadradas, com quatro buracos para fixação dispostos em quadrado.
O senhor não está a ver bem a coisa - comecei a ficar agastado - eu não lhe disse que os furos formam um rectângulo? Do que eu preciso é de umas colunas com os parafusos dispostos em rectângulo, sejam elas rectangulares ou circulares, pouco importa. Têm é que os furos bater certo, percebeu?
O senhor não está a perceber – dizia-me ele – estas dão. Tenho um amigo meu que tem um carro igual e comprou umas.
Primeiro, não me interessa o seu amigo, se tem um carro igual ou não. Não faço ideia nem me interessa. Tem aí uma caneta e um papel? Eu explico-lhe em desenho.
Fomos ao balcão de electrodomésticos e lá fiz o esquema.
Acercou-se então um superior hierárquico que também não percebeu a impossibilidade de ajustar aquela coluna com quatro parafusos dispostos em quadrado à configuração rectangular do carro.
Eu expliquei-lhes ainda que estava perfeitamente ciente de que as poderia fixar lá se quisesse. Bastava fazer mais uns furos no carro, mas não era isso que eu queria. O que eu queria era umas colunas com aquela configuração e a minha questão era só se eles tinham ou não. Mais nada.
Têm, têm. Não têm, boa tarde.
Voltaram a alegar. Primeiro, o velho truque do que o que eu queria não existia. Depois que aquelas davam mesmo.
Aí, disse: Besta é você.
O homem: Mas eu não disse nada!
Não disse? Você tem estado o último quarto de hora a tratar-me como se eu fosse um imbecil! A tentar convencer-me que é possível adaptar um quadrado a um rectângulo!
Só não percebi é se você é estúpido por não conseguir perceber que não me convence de uma impossibilidade, ou se não consegue sequer perceber o problema.
E, mais aliviado, saí.
No supermercado do lado, lá estavam elas. À minha espera.
.....................................................................................................................
2014
Então eu tinha na mão dois talões: um que compravava ter eu pago 15 euros; outro que comprovava ter eu pago 55 euros.
Os dois talões correspondiam ao diagnóstico e à reparação de um aparelho que afinal não ficara reparado – tinha desaparecido a anomalia inicial mas tinha agora outra.
Acertado que estava que haveriam de me devolver o dinheiro, face às circunstâncias acima descritas, na caixa só me queriam dar 55 euros.
Disse então que a despesa com o diagnóstico não me era devolvida. O que me parecia um pouco duvidoso, mas que não seria por isso...
Estiveram duas criaturas, durante meia hora, a tentar explicar-me que ao devolverem-me os 55 euros, estavam a devolver-me tudo o que eu tinha dispendido, e mostraram-me até as contas!
Meia hora passada chegou alguém com os mínimos requeridos que confirmou que a parte do diagnóstico não era devolvida.
Pedi-lhe que explicasse aos colegas a parte que eles não conseguiram perceber (e talvez nunca consigam perceber).
Perguntei-lhe quais eram as habilitações de cada um. Parece que um deles tem um curso superior!
por MCV às 18:41 de 01 dezembro 2014 