LP, onze mil e dezoito dias atrás"O arco balseiro das esquálidas sensações extra-sensoriais não se demoveu de promover, pela segunda vez desde a execução de cinco de entre as térmites das influências cristãs da cristalização do décimo armão das hostes castelhanas, as hordas de vagabundos que pernoitariam.
No balseirismo indiferente das dimensões cinco, as imediatas conclusões que me aprouvem são de cariz temático, mais do que em milímetros, expressam-se em decâmetros de sociedades acabadas e de varandins de gladíolos em que debutam cortesãs.
A seriedade dos admoestadores só se equaciona em termos de deficiência aguda do funcionamento clitoriano em messes de oficiais. A suprema invocação de estes temas campestres, reveste-se quasi sempre dum carácter aperfeiçoado, já que Quasimodo, ele próprio, era corcunda ou propenso a ancilosar, já que por mais não seja, a sinusoidar.
Os preços por que me rejo são da tabela-mor de Fiscalizações e Fiscos e não dependem, por linha recta, de funções parágrafas ou de assimilações mais ou menos medianas. O efémero jantar d’anos remete, enfim, a população do pólo para exemplos bem mais remotos e dignificantes do que os que habitualmente fazem tábua rasa para tal gente."
LP, "Palavras de Dom Goda", 16 de Outubro de 1980
Ou como tudo isto me parece actual.
por MCV às 18:44 
Dicionário dos sentidosRoubando a palavra do dia ao
Priberam
por MCV às 20:44 de 15 dezembro 2010 
ObjectosAlgures, devo ter visto algo assim. Ou não.

Entro na fase da confusão entre a memória e a desmemória.
por MCV às 00:15 
Evolução socialUm indicador da evolução social dos últimos quase 38 anos pode ser o que a redacção do Expresso entendeu ao longo desse intervalo sobre quem era o seu leitor.
Na minha opinião, o Expresso destina-se hoje a um público muito menos culto, muito menos inteligente.
Seria interessante confrontar o conteúdo dos primeiros números com o dos últimos.
E também a forma como o jornal é publicitado. Aquela inenarrável campanha publicitária da entrevista a Rosa Casaco é um exemplo, ainda que pontual, da qualidade aonde se desceu.
Isto veio a propósito de eu ter ouvido há pouco aqui em fundo
saiba o que 2011 lhe reserva, não seja apanhado desprevenido ou qualquer coisa do género.
por MCV às 18:35 de 13 dezembro 2010 
InaceitávelInaceitável foi o adjectivo que disseram ter o primeiro-ministro sueco usado para qualificar o conjunto dos atentados de ontem em Estocolmo.
Calculo que o homem não tenha dito tal coisa.
O que ele disse (
nesta declaração) que era inaceitável era a falha de segurança – que um homem andasse às voltas em Estocolmo com uma carrada de explosivos às costas.
Mas isso...
adenda cerca das 18:30 de 13 de Dezembro: não sei se o homem não disse mesmo isso, em sueco.
por MCV às 20:42 de 12 dezembro 2010 
Mortes legaisAs mortes na sociedade actual dividem-se entre mortes legais e mortes ilegais.
Tem
sido assim nos últimos anos. Nos últimos dias fomos bem lembrados disso pelos casos do lar da Charneca de Caparica e do desabamento em Almalaguês.
As causas, as responsabilidades, isso pouco importa. O que interessa é a legalidade,
a licença, o conforme.
É um mundo em que a doidice é tida como normal. Diria mesmo mais, legal. E certificada.
por MCV às 13:19 