E depois, ao fundo, à direita
De facto, as minhas expectativas para o ano que entrará são boas. Ao contrário do pessimismo e do sempremesmismo que antecedeu, na minha cabeça, os últimos anos.
E eles têm correspondido, regra geral, ao que deles espero.
Bom Ano Novo!
por MCV às 16:44 de 31 dezembro 2011 
Energia atómica
imagem da CNNPassaram
nove meses e meio sobre o desastre no Japão e, aparentemente, não há razões para suspeitar que a destruição de instalações de produção de energia por desintegração nuclear tenha provocado ou venha a provocar danos consideráveis na saúde das populações circunvizinhas.
E dificilmente se consegue encontrar um quadro mais desfavorável do que o que ali ocorreu.
A imprensa oscila entre a omissão de tal constatação e a afirmação de que o grande risco da energia nuclear é público e notório tal como ali se vê.
O que significa que vê enormes riscos onde, até prova em contrário, se percebe que os mesmos são reduzidos.
E esta ideia, como muitas outras, é pousada como um véu mental por todo o orbe.
Afinal, é preciso acreditar em qualquer coisa.
por MCV às 18:36 de 28 dezembro 2011 
Um traço por cima
Das injustiças que, sobranceiramente, me fizeram encolher os ombros ao longo da minha longuíssima carreira discente, recordo hoje uma não sei a que propósito:
Tratava-se de um trabalho de levantamento topográfico de uma zona rústica.
Algures existiam pinheiros agrupados.
Na legenda escrevi
pinheiral. Pareceu-me naquele momento mais próprio do que pinhal, para os devidos efeitos.
Na volta do correio, que é como quem diz, quando recebi a classificação do dito, a designação
pinheiral estava riscada.
Quando perguntei à assistente (passava-se isto no ensino universitário estatal) que razão havia para tal risco, respondeu-me secamente que tal palavra não existia.
Poderíamos estar aqui, ou eu lá com ela desde então até hoje, a tergiversar sobre a existência das palavras e sobre o conceito de consagração das ditas. Aqui seria um gosto se isto fosse um sítio para dizer e ouvir coisas.
Com ela pareceu-me então inútil, tanto que não argumentei.
Ficou para hoje, que ela não me lê e que eu sei lá por quê, me lembrei disto.
por MCV às 21:15 de 27 dezembro 2011 
Factos e figuras do anoVamos lá então. Ainda que faltem cinco dias e tal.
A coisa não tem muito que se lhe diga.
No globo, o terramoto e maremoto no Japão e o Coronel Kadhafi são incontestáveis.
Por cá, a final da taça da Europa entre Porto e Braga e o Paulo Futre.
Disse.
Pelos vistos, isto agora é ano sim, ano não.
por MCV às 19:01 de 26 dezembro 2011 