Alavancar (IV)
Não. Achei piada ao desenho da alavanca. Fez-me lembrar uma cena que aqui se passou.
E é a alavanca o principal disto tudo – vendo que eu mentia, ao fazer-me desinteressado.
Ah sim?
É. Conheces os rudimentos da mecânica das alavancas?
Demos isso tudo no liceu.
Pois, na escola industrial no meu caso – não fazia eu a mínima ideia de que ele tinha andado na escola técnica.
E atão?
Estava aqui a compôr um artigo para a revista da Câmara. Agora andam todos azafamados a gastar dinheiro nestas coisas, é a fruta da época. Pagam-me para escrever banalidades até às eleições.
Não o fazia vendido à política. Ou à politiquice. Antes pelo contrário. E saiu-me assim: Fazes bem.
Terminei a mini-castello e pedi outra – Manel, não há mais fresca? Não queres beber nada?
Ele disse que queria uma mini. Uma mine. Sentei-me enfim em frente dele.
(continua)
por MCV às 15:01 de 24 agosto 2013 
Bombeiros
Não vou repetir
o que aqui já escrevi há nove anos e tal. Nem depois disso episodicamente.
Faço apenas a remissão e lamento este
desperdício de vidas que é
fruto da desorganização.
Pagamos tão caro a falta de método. Mais, pagamos caro a ignorância de que existem métodos.
por MCV às 23:36 de 23 agosto 2013 
Da gentileza
(interrompendo o que pretendia ser uma série de posts enviados pela minha gente)
Eu não conheço pessoalmente o
João Espinho. Temos umas
mines à morte há uns anos e ainda não conseguimos despejá-las pelo gargalo.
Isso não significa que não possa dizer que mantenha com ele uma espécie de
cumplicidade e de proximidade. Não se tratando só de sermos ambos alentejanos e sportinguistas (5-1).
Quando me dei conta de que ele fez expressa menção aos dez anos do HGU – ele que anda cá há mais tempo do que eu, que começou em Maio de há dez anos a ver se a coisa funcionava e que depois
antes do São João começou por tratar do Polis da capital do Baixo Alentejo e daí para a frente se estabeleceu como um marco de referência da cidade de Beja, sem nenhum favor – não podia deixar de lhe agradecer de pronto a gentileza que teve. Como não posso deixar de lhe relembrar que as
mines aquecem, se não as
bubermos.
Abraço, João!
NOTA: isto não é uma troca de galhardetes, é muito mais do que isso.
por MCV às 23:12 de 18 agosto 2013 