23/07/2005
22/07/2005
Mais um sinal
Dos tempos estranhos.
Se é verdade que se prevê apoio psicológico a quem ganhar o totoloto.
Como já ouvi hoje algures.
Só me pergunto: haverá apoio psicológico a quem decide estas coisas do apoio psicológico?
Como me dizia, certa vez, trocista, o velho médico: "não há nada mais eficaz contra as radiações do que um bom apoio psicológico!".
Dos tempos estranhos.
Se é verdade que se prevê apoio psicológico a quem ganhar o totoloto.
Como já ouvi hoje algures.
Só me pergunto: haverá apoio psicológico a quem decide estas coisas do apoio psicológico?
Como me dizia, certa vez, trocista, o velho médico: "não há nada mais eficaz contra as radiações do que um bom apoio psicológico!".
21/07/2005
20/07/2005
18/07/2005
Traços femininos
Nesta coisa das campanhas, chegou a vez dos traços femininos aparecerem no rosto dos candidatos do sexo masculino. Tenho aqui à minha frente um folheto em que isso é evidente.
Vi hoje também um cartaz onde me pareceu ter sido usada a mesma técnica de retoque.
Esta coisa de campanhas faz-me sempre lembrar a chamada pancada técnica à portuguesa - bate-se no aparelho que alguma coisa há-de acontecer.
Quando o aparelho acaba por recomeçar a funcionar, há um sem número de argumentos que explicam o sucesso. Nas campanhas é a mesmíssima coisa.
Nesta coisa das campanhas, chegou a vez dos traços femininos aparecerem no rosto dos candidatos do sexo masculino. Tenho aqui à minha frente um folheto em que isso é evidente.
Vi hoje também um cartaz onde me pareceu ter sido usada a mesma técnica de retoque.
Esta coisa de campanhas faz-me sempre lembrar a chamada pancada técnica à portuguesa - bate-se no aparelho que alguma coisa há-de acontecer.
Quando o aparelho acaba por recomeçar a funcionar, há um sem número de argumentos que explicam o sucesso. Nas campanhas é a mesmíssima coisa.
A mediocridade
Ao olhar para a forma como são feitas no Google as pesquisas que aqui caem, a primeira coisa que salta à vista é a incapacidade da esmagadora maioria dos utilizadores de entenderem a forma como funciona o Google, em termos macroscópicos.
Ora o Google dá a esses ainda assim a possibilidade de encontrarem o que precisam. Não se trata de nenhum milagre. Trata-se da contínua adaptação da informática ao utilizador comum.
Desde o tempo em que andávamos, os da minha geração, às voltas com cartões perfurados até aos dias de hoje, que todos os dias se senta mais gente frente a um teclado, sem ter grande noção do que está a fazer.
Ora isso é de certa forma uma imagem da sociedade actual.
A adaptação ao utilizador comum. A distribuição às massas de algum tipo de conhecimento. A forma como se conduz um automóvel, como se tira partido de uma máquina de calcular, até como se deve pensar. O nivelamento por baixo, muito por baixo.
A quantidade de utilizadores comuns é de tal forma elevada que esmagou alguma possibilidade de elevação na informação, na comunicação. Tem que se descer baixinho porque a massa não entende.
Basta ler, basta ouvir, e a ideia com que se fica é que o nível do debate está lá rasteiro. O nível da escolha rasteiro está - discutem-se animadamente os mais rotundos disparates, o erro dentro do erro. O nível da argumentação igual anda - basta ver as construções lógicas que por aí circulam e que, de resto mostram logo que a mais simples lógica (que seja a da batata) é campo fora do alcance da maioria dos opinadores, dos analistas.
Tal como diz o Google. Não fazem a menor ideia de como o utilizar, apenas porque não têm a menor noção da tal lógica da batata.
Mas o Google ajuda-os. É desse ruído de fundo, das ajudas redundantes aos incapazes e da sua reverberação que se faz o ambiente hoje em dia. De mediocridade. Claro.
Alastrando, alastrando.
Ao olhar para a forma como são feitas no Google as pesquisas que aqui caem, a primeira coisa que salta à vista é a incapacidade da esmagadora maioria dos utilizadores de entenderem a forma como funciona o Google, em termos macroscópicos.
Ora o Google dá a esses ainda assim a possibilidade de encontrarem o que precisam. Não se trata de nenhum milagre. Trata-se da contínua adaptação da informática ao utilizador comum.
Desde o tempo em que andávamos, os da minha geração, às voltas com cartões perfurados até aos dias de hoje, que todos os dias se senta mais gente frente a um teclado, sem ter grande noção do que está a fazer.
Ora isso é de certa forma uma imagem da sociedade actual.
A adaptação ao utilizador comum. A distribuição às massas de algum tipo de conhecimento. A forma como se conduz um automóvel, como se tira partido de uma máquina de calcular, até como se deve pensar. O nivelamento por baixo, muito por baixo.
A quantidade de utilizadores comuns é de tal forma elevada que esmagou alguma possibilidade de elevação na informação, na comunicação. Tem que se descer baixinho porque a massa não entende.
Basta ler, basta ouvir, e a ideia com que se fica é que o nível do debate está lá rasteiro. O nível da escolha rasteiro está - discutem-se animadamente os mais rotundos disparates, o erro dentro do erro. O nível da argumentação igual anda - basta ver as construções lógicas que por aí circulam e que, de resto mostram logo que a mais simples lógica (que seja a da batata) é campo fora do alcance da maioria dos opinadores, dos analistas.
Tal como diz o Google. Não fazem a menor ideia de como o utilizar, apenas porque não têm a menor noção da tal lógica da batata.
Mas o Google ajuda-os. É desse ruído de fundo, das ajudas redundantes aos incapazes e da sua reverberação que se faz o ambiente hoje em dia. De mediocridade. Claro.
Alastrando, alastrando.
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