Espólio (31)
espólio Campos Vilhena, foto de MSSPor estradas da ilha da Madeira, em 1951.
por MCV às 23:36 de 05 março 2011 
Entre-os-Rios
Fotografia da JAE em capa de livreto (seta minha).Não há muitos qualificativos para descrever um caso em que morreram cinquenta e nove pessoas, de mais de metade das quais provavelmente nunca mais se verá o corpo.
Já foi sobre o assunto e as suas causas dita muita coisa.
Direi que tudo se resumiu à nossa incúria nacional que só a espaços é contrariada. Foi-o curiosamente, no caso das pontes, durante muitos anos.
Direi que para tudo contribuiu a nossa desorganização nacional que só de vez em quando é posta na ordem. Desorganização que levou ao ponto de se ter agora lá duas pontes em vez de uma. Como se os mortos fossem ressarcidos por tal.
Direi ainda que para o desfecho não vejo que se possa esquecer o desmembramento então recente da J.A.E. e as consequências que tal desmembramento (foi de facto uma extinção) acarretou.
Nessa noite de domingo, já estava em modo rádio para acalentar o sono quando a notícia saiu do aparelho como uma mera informação de trânsito.
Levantei-me da cama e fui ver o que diziam as televisões – a SIC N era muito recente, tinha menos de dois meses – e lá tive uma noção do que tinha sucedido.
E com essa noção, uma estranha sensação me percorreu. Coisa pessoal e intransmissível.
Jorge Coelho, goste-se ou não da personagem, ache-se o que se achar sobre a sua capacidade, era provavelmente o menos responsável pelo que aconteceu. Mas era o que estava na altura em funções. Fez o que devia.
Da cópia de asneiras que se disse então, começando por aqueles que sabiam que a ponte ia cair, não vale a pena falar.
Único mapa que conheci que mostrava a ausência da ponte:
© Guia Turístico do Norte, 2002
por MCV às 21:38 de 04 março 2011 
DoutoresJá aqui escrevi sobre os
licenciados de segunda, de terceira e de quarta classe.
Toda a gente sabe que há ene cursos em que a exigência intelectual dos discentes está abaixo da média de
qualquer paragem de autocarro em dia de chuva.
Donde, não espanta que uma licenciatura em qualquer bizarria não conduza a nada. A emprego algum, a utilidade alguma.
Faz-se em certa escola um curso que para nada serve. Admitem-se alunos incapazes de juntar duas ideias. E depois espera-se que haja emprego para todos.
No mundo de doidos em que vivemos ainda há cursos que propiciam trabalho adequado a todos os que os concluem.
Não formam é imbecis.
por MCV às 21:58 de 01 março 2011 
Treze anos depoisAquilo a que alguns insistem em chamar justiça não pode, não consegue, passar uma semana sem nos dar a ideia de que não há
uma única célula pensante em grande parte do organismo que lhe dá corpo.
Será possível que ainda toque mais fundo?
por MCV às 20:10 de 27 fevereiro 2011 