Um dia de datas
Dia de maus presságios difíceis de acertar. Porém, certeiros. E de más notícias difíceis de aceitar. Como nos filmes.
Um dia de ruins efemérides.
08/12/07
A coreografia infantil
Tropecei no genérico do Festival Eurovisão da Canção Júnior 2007.
E vi uns miúdos de capuz na cabeça a ensaiarem uma coreografia qualquer.
Fiquei absorto a observar as imagens.
Relembraram-me, de uma forma estranhamente muito acentuada, a minha aversão infantil a carneiradas, a circo e a folclore.
Avesso a todos os tipos de ordem unida, escrita, dançada, ginasticada ou cantada sempre fui.
Incapaz de admirar coreografias de qualquer sorte, grupais ou singulares.
Apenas apostado em integrar equipas da bola, sempre sem disciplina, sempre de extremos.
À avançada ou à baliza.
Um lobo solitário no meio de uma extensa alcateia.
Tropecei no genérico do Festival Eurovisão da Canção Júnior 2007.
E vi uns miúdos de capuz na cabeça a ensaiarem uma coreografia qualquer.
Fiquei absorto a observar as imagens.
Relembraram-me, de uma forma estranhamente muito acentuada, a minha aversão infantil a carneiradas, a circo e a folclore.
Avesso a todos os tipos de ordem unida, escrita, dançada, ginasticada ou cantada sempre fui.
Incapaz de admirar coreografias de qualquer sorte, grupais ou singulares.
Apenas apostado em integrar equipas da bola, sempre sem disciplina, sempre de extremos.
À avançada ou à baliza.
Um lobo solitário no meio de uma extensa alcateia.
07/12/07
A Europa e a África
Estou com os que consideram que o grande paradoxo nas declarações europeias sobre a África é que qualquer intervenção é paternalista e todos os discursos anexos de igualdade são incompatíveis com a ideia inicial.
A incompatibilidade de argumentos em política é, porém, vulgaríssima.
Estou com os que consideram que o grande paradoxo nas declarações europeias sobre a África é que qualquer intervenção é paternalista e todos os discursos anexos de igualdade são incompatíveis com a ideia inicial.
A incompatibilidade de argumentos em política é, porém, vulgaríssima.
06/12/07
Os postos da PVT*
Por causa deste post do João Espinho, lembrei-me de ir ver aqui aos arquivos de fotos deles. Aí estão três.
Foram semeados na fase final do Estado Novo nas principais encruzilhadas ou "portos secos" dos itinerários da época.
Eram e são umas construções curiosas, agradáveis à minha vista, mas pouco "habitáveis".
Esse facto fez com que a sua utilização fosse efémera, estando em grande parte abandonados por esse país fora.
Mesmo a sua adaptação a outros usos parece impraticável, como decorre de dois destes exemplos, se não se alterarem aspectos de conforto térmico.

Lisboa, Portas de Benfica, E.N. 6** / E.N. 249, 2006

Torres Vedras, E.N. 8 / E.N. 9, 2006

Sacavém, E.N. 10, 2007
*Polícia de Viação e Trânsito, antecessora da Brigada de Trânsito da Guarda Nacional Republicana.
**A parte inicial da E.N.6 correspondia, no plano de 45, à circular exterior de Lisboa, vulgo Estrada Militar, de Moscavide a Algés.
Por causa deste post do João Espinho, lembrei-me de ir ver aqui aos arquivos de fotos deles. Aí estão três.
Foram semeados na fase final do Estado Novo nas principais encruzilhadas ou "portos secos" dos itinerários da época.
Eram e são umas construções curiosas, agradáveis à minha vista, mas pouco "habitáveis".
Esse facto fez com que a sua utilização fosse efémera, estando em grande parte abandonados por esse país fora.
Mesmo a sua adaptação a outros usos parece impraticável, como decorre de dois destes exemplos, se não se alterarem aspectos de conforto térmico.

Lisboa, Portas de Benfica, E.N. 6** / E.N. 249, 2006

Torres Vedras, E.N. 8 / E.N. 9, 2006

Sacavém, E.N. 10, 2007
*Polícia de Viação e Trânsito, antecessora da Brigada de Trânsito da Guarda Nacional Republicana.
**A parte inicial da E.N.6 correspondia, no plano de 45, à circular exterior de Lisboa, vulgo Estrada Militar, de Moscavide a Algés.
O Carmo e a Trindade
O homem dizia que não. Que sendo em Salónica, cairia a Torre Branca.
Se fosse no Porto, então sim, é que era o Carmo e a Trindade.
Há pouco, na SIC.
É claro que há uma Igreja do Carmo e uma Igreja da Trindade no Porto. E haverá até por lá outros locais com esse nome associado.
E é também claro que os aforismos se perdem a maior parte das vezes na neblina ancestral.
E é ainda mais claro que certezas nisto...
Mas nunca me passou pela cabeça que “o Carmo e a Trindade” se referissem ao Porto.
Pode, no entanto, ser que me engane.
O homem dizia que não. Que sendo em Salónica, cairia a Torre Branca.
Se fosse no Porto, então sim, é que era o Carmo e a Trindade.
Há pouco, na SIC.
É claro que há uma Igreja do Carmo e uma Igreja da Trindade no Porto. E haverá até por lá outros locais com esse nome associado.
E é também claro que os aforismos se perdem a maior parte das vezes na neblina ancestral.
E é ainda mais claro que certezas nisto...
Mas nunca me passou pela cabeça que “o Carmo e a Trindade” se referissem ao Porto.
Pode, no entanto, ser que me engane.
A certificação do blogue
Já que o post que tinha engendrado para dar entrada ao processo de certificação deste blogue fica eternamente prejudicado por este outro oportuníssimo do amigo Bic Laranja, resta-me distribuir os tó-colantes...
Já que o post que tinha engendrado para dar entrada ao processo de certificação deste blogue fica eternamente prejudicado por este outro oportuníssimo do amigo Bic Laranja, resta-me distribuir os tó-colantes...
05/12/07
O gang do Multibanco
Ouvi há pouco na RTPN e li depois aqui que o gang do Multibanco estava a começar a ser julgado.
E eu que pensava que o já tinha sido há muito. E condenados os seus membros.
Por vários crimes, incluindo o do homicídio e ocultação do cadáver da infeliz rapariga a quem o povão insistia como sempre em ver, depois de morta, em estações de serviço, restaurantes, passeando em Espanha, etc.
Afinal não.
Este é outro. É um, de vários, de tipos que se dedicavam a arrancar caixas multibanco das paredes e do chão, ao que parece. E que mataram também um homem.
Ora, sendo que a expressão “gang do Multibanco” ficou tristemente associada à matilha que operava a partir da outra banda (margem sul do Tejo, para quem não sabe), parece-me impróprio que se designe do mesmo modo esta outra cáfila.
Um caso idêntico e mais evidente ocorreu com a designação Guerra do Golfo.
De 1980 a 1988, todos os telejornais da RTP (não havia outra), todos os jornais se referiam assim ao conflito entre o Irão e o Iraque. Ainda que por vezes usassem a expressão atrás.
Em 1991, referiam-se à guerra de então como a invasão do Koweit (em 90), depois a invasão do Iraque e operação Tempestade do Deserto.
Já em 2003, se referiam à 2ª Guerra do Golfo. Sendo que a 1ª não era de 80-88 mas a de 91.
Mentalidades!
Um destes dias, talvez apanhem o Zé do Telhado!
P.S. - Ou julguem o Cagote!
Ouvi há pouco na RTPN e li depois aqui que o gang do Multibanco estava a começar a ser julgado.
E eu que pensava que o já tinha sido há muito. E condenados os seus membros.
Por vários crimes, incluindo o do homicídio e ocultação do cadáver da infeliz rapariga a quem o povão insistia como sempre em ver, depois de morta, em estações de serviço, restaurantes, passeando em Espanha, etc.
Afinal não.
Este é outro. É um, de vários, de tipos que se dedicavam a arrancar caixas multibanco das paredes e do chão, ao que parece. E que mataram também um homem.
Ora, sendo que a expressão “gang do Multibanco” ficou tristemente associada à matilha que operava a partir da outra banda (margem sul do Tejo, para quem não sabe), parece-me impróprio que se designe do mesmo modo esta outra cáfila.
Um caso idêntico e mais evidente ocorreu com a designação Guerra do Golfo.
De 1980 a 1988, todos os telejornais da RTP (não havia outra), todos os jornais se referiam assim ao conflito entre o Irão e o Iraque. Ainda que por vezes usassem a expressão atrás.
Em 1991, referiam-se à guerra de então como a invasão do Koweit (em 90), depois a invasão do Iraque e operação Tempestade do Deserto.
Já em 2003, se referiam à 2ª Guerra do Golfo. Sendo que a 1ª não era de 80-88 mas a de 91.
Mentalidades!
Um destes dias, talvez apanhem o Zé do Telhado!
P.S. - Ou julguem o Cagote!
03/12/07
A estrada

Decorridos quatro anos sobre a minha sugestão, os painéis de sinalização vão começar a passar mensagens alusivas aos mortos e estropiados da estrada.
Não vai servir de nada, como sabemos.
A boçalidade não tem cura nem mitigação.

Decorridos quatro anos sobre a minha sugestão, os painéis de sinalização vão começar a passar mensagens alusivas aos mortos e estropiados da estrada.
Não vai servir de nada, como sabemos.
A boçalidade não tem cura nem mitigação.
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