Não tenho a certeza absoluta de que fosse zero o nome que eu implicitamente dava aos dias em que se suspendiam as férias.
Sequer a tenho sobre se baptizava ou não estes dias. O que sei é que os catalogava. Que os tomava como dias desperdiçados.
E o suspender as férias era ir a casa. À vila. Ao monte. Suprema heresia, voltar à cidade.
Não. A praia era para aproveitar da primeira à última hora.
Não haveria razão neste mundo que justificasse uma noite sem ouvir o mar, uma manhã sem ir a banhos.
Uma destas noites, dei-me conta de que andava a deambular pelo interior do país em pleno Agosto. Coisa impensável. Imaginava a minha tribo nas boîtes e eu ali, à procura de uma certa ponte.
Passou-se - dizem eles. Diriam, se estivessem nas tais boîtes. Talvez quem esteja sejam os moços.
Nesses tempos, algum de nós imaginaria os Beach Boys no Crato?

Ainda os lá vou ver. Eu que gosto do Crato e dos de lá.
Será um dia zero, esse?


