Proibições
Não haverá ninguém que ache ridícula e inútil uma
proibição de alguém contactar outrem quando ambos têm interesse nesse contacto?
por MCV às 18:19 de 19 novembro 2011 
O FadoO fado do Fado é ser Fado. Nada mais do que isso, creio eu.
A campanha que vai agora em procissão de tornar o Fado em património da humanidade é, aos meus olhos, uma recidiva de menor engenho do que a saga que Herman José protagonizou, com o seu fadista afamado e o companheiro Miltinho Neném, de tentar implantar em outro planeta o fado como canção nacional.
Se a memória não me pregou a partida era disso que tratava a saga (não encontrei nada na net). E era muitíssimo bem escrita e dita.
Esta campanha de agora, ao contrário daquela, que me proporcionou excelentes momentos de humor, é pífia e nada acrescenta a coisa alguma.
Esta coisa das coisas serem património da humanidade traz que benefícios? Fama? É difícil a fama brotar onde nada há que distinga uma entre tantas. É quase como o símbolo de material reciclável numa embalagem. Como dizia um velho amigo, se não há cão nem gato que não seja reciclável faz sentido é que se assinalem os que o não são.
Trará dinheiro? Ao fado em geral? Onde é que o fado tem os bolsos?
Desejo-lhes boa sorte e que se entretenham enquanto a coisa dura.
por MCV às 16:41 de 18 novembro 2011 
Justiça e jornalismoA maioria dos jornalistas que ouvi hoje a propósito do caso do rapaz desaparecido há 13 anos, afirma que se espera que se descubra o seu paradeiro ou o que é que lhe aconteceu através do julgamento que hoje se inicia de um acusado de implicação no caso.
O próprio advogado da família o afirma.
Estranha presunção num caso que se arrasta há tantos anos.
Presunção que em mim acentua a sensação de que o racionalismo atirado para o cesto dos papéis é coisa que se propaga vertiginosamente.
corrigenda ainda a tempo: talvez devesse ter escrito racionalidade em vez de racionalismo.
por MCV às 10:11 de 17 novembro 2011 
FalhançosTambém de falhanços se faz o indígena.
Desta feita, junto logo dois e peço quitação de tal encargo.
Nem a
selecção ficou afastada do Euro nem o número de furacões de grau igual ou maior do que 3
foi superior ao do ano passado.
Em 2010:
4 Danielle
4 Earl
4 Igor
4 Julia
3 Karl
Em 2011:
4 Irene
4 Katia
4 Ophelia
3 Rina
É preciso reconhecer os palpites errados e pagar logo as apostas para se ser assanhado, digo eu.
por MCV às 17:29 de 16 novembro 2011 
TântaloHá, nos líderes europeus actuais, uma propensão para pensarem que os seus súbditos se submeterão
ad aeternum ao suplício de Tântalo.
Outros que não eles vão ter nas mãos a resposta a tal presunção.
Alciato, “Livro dos Emblemas”, encontrada aqui
por MCV às 13:54 de 15 novembro 2011 
Meridianos diasAqui há tempos
defini aqui o equador pessoal.
Hoje represento-o. Válido, com este erro, para mim e para mais uns quantos.
Há dias que, de tão meridianos na essência, no simbolismo, suscitam estas alegorias.
traçado sobre o Google Earth
por MCV às 13:08 de 13 novembro 2011 