Estrela, 2000
Na realidade, são 1993. Ao cimo da
Rua dos Mercadores.
por MCV às 15:27 de 04 julho 2008 
Cheeseburger and friesDizem os papagaios das agências que os americanos resgatados na selva colombiana a primeira coisa que pediram para comer foi “cheeseburger and fries”.
Independentemente de ser verdade ou mentira, independentemente da coisa ser atribuída a todos, em vez de a um ou a outro, independentemente do nenhum interesse para a história deste caso que um tal pormenor tem, há uma coisa que me fica.
E essa coisa é justamente o que é que leva um organismo humano formado num determinado habitat, depois de um tempo prolongado de sujeição a condições muito diversas daquele, a ter necessidade de satisfazer este ou aquele impulso, de retorno às condições primitivas?
O que é que há aqui para além da bioquímica? Se é que há alguma coisa para além dela. E se não há, o que é que acontece à luz dela, bioquímica?
Faltará muito para sabermos estas e outras respostas do género? Ou nunca lá chegaremos?
por MCV às 03:32 
Recado aos burrosNum tempo em que o erro se propaga a uma velocidade nunca vista, em que a asneira sai em borbotões evitando que as moscas entrem em quase todas as bocas, num tempo assim, há pouco a fazer ou a dizer para mostrar que isto ou aquilo é um disparate, um erro de palmatória.

Calhou, sabe-se lá por que carga d’água que um burro qualquer se tivesse encantado com uma fotografia que tirei no Largo da Escola em 1981 e da qual já falei
aqui.
No post em que a publiquei inicialmente, lá estava o ano.
Lisboa, 1981. O burro ou não soube copiar, ou terá pensado que, se alterasse a data, podia publicar a foto como sua que ninguém dava por nada.
O burro não sabia, é claro, que em 1964, a Toyota ainda não fabricava o Corolla que é o carro em primeiro plano (já da segunda geração, salvo o erro). Só o lançou
dois anos depois.
O burro não sabia, é claro, que em 1964, a Citroën ainda não fabricava o GS. Só o passou a fazer
em 1970. Que é o carro (GS ou GSA) a seguir ao Toyota.
O burro não sabia que há na fotografia cem outras coisas que tornam impossível que tivesse sido tirada em 1964. O burro não sabia que mesmo existindo essas cem, basta uma, só uma, para mostrar que é impossível.
O burro e os burros todos que se encarregaram e ainda encarregam de propagar o erro, difundindo-o desta ou daquela forma, pois circula por aí em milhentos embrulhos e aparece quando menos se espera, acompanhada de um séquito de outras fotografias sem que haja a mínima menção de autoria, de referência, etc.. Quando não, aparece
em posts de tipos cheios de imaginação.
É claro que me irrita a fotografia ser minha.
Mas cada vez tenho também menos paciência para os burros e para a burrice que a tudo sobrepuja.
E se isto é coisa velha em mim, muito velha, também é facto que vai azedando com a idade.
Este blogue está a converter-se numa praça azeda. Tenho disso consciência. Azeda como eu.
E, modéstia à parte, sabendo que os meus leitores habituais nada têm a ver com esta catilinária, a eles peço desculpa.
por MCV às 02:34 
The flying circus*Era para participar o roubo de um carro.
Roubo, não, furto.
O graduado, educadíssimo, prestimosíssimo e eloquente, explicou a diferença entre participar ali, face a um simples fax e participar acolá, face a moderníssimos meios informáticos, depois da breve prelecção sobre os roubos de carros a duas, a quatro e as mais mãos armadas.
Fê-lo com a voz bem colocada, marcial e com toda a diligência que se impunha.
A parte “flying circus” começou quando ele se demorou, talvez com trejeitos de pescoço, a enumerar as diferenças uma a uma, enquanto já ensaiávamos passos de retirada.
Quase me fez pensar que era mesmo por necessidade de falar. Estaria também sózinho na esquadra?
Duas horas, no mínimo – disse o sentinela invisível à primeira, consentindo assim pela sua má colocação o adentrar da esquadra a três elementos com cara de poucos amigos. Dois, não três, porque eu fiquei-me à porta depois de ter gritado “
Paulinho! Estamos a chegar aos cinquenta! A ver se nos juntamos todos um dia destes!” para o meu velho amigo e colega da 1ª classe.
Deveria ter desconfiado quando o vi ali, à porta, do lado de fora, que seriam duas horas no mínimo.
E do lado de fora, como ele estava, também à espera que os moderníssimos meios informáticos o escutassem nas suas queixas.
Acho que a parte “flying circus” ainda não acabou.
*
roubado ou, melhor dizendo, furtado aos Monty Python
por MCV às 23:13 de 02 julho 2008 
Espólio (30)
espólio Campos Vilhena, fotos de MSGVila Nova de Milfontes, fim dos anos 50 / início dos anos 60.
Desentranhadas estas fotos do processo por causa deste
postal de Elsinore.
Há mais de três anos.
por MCV às 20:32 
I rest my case
imagem da SIC N, manchete do JNÉ a velha história do ar. Não existe porque não se vê.
por MCV às 02:53 de 01 julho 2008 
No AllgarveEm Portugal y compris o Reino do Algarve, não existe uma Estrada Nacional 127.
Já no Allgarve, de acordo com o seu Guia de Eventos para 2008...

(clicando no rectângulo vermelho, vê-se a coisa)
por MCV às 03:09 de 30 junho 2008 
Para a próxima
imagem da Marca
Ganha a equipa do país do senhor da direita de quem vê daqui.
É o único palpite (a única certeza) compatível com a pseudo-ciência instalada por aí.
Olhando para dois pontos medidos de qualquer coisa de que se poderia ter medido mais infinitos pontos (não é o caso aqui), olhando apenas para esses dois, de imediato se estabelece a curva. Se houver (como aqui há) uma boa intenção para que a curva seja assim e não assado, então não há que enganar.
É aquilo a que hoje o vulgo chama ciência.
por MCV às 21:54 de 29 junho 2008 