05/07/2008
04/07/2008
Cheeseburger and fries
Dizem os papagaios das agências que os americanos resgatados na selva colombiana a primeira coisa que pediram para comer foi “cheeseburger and fries”.
Independentemente de ser verdade ou mentira, independentemente da coisa ser atribuída a todos, em vez de a um ou a outro, independentemente do nenhum interesse para a história deste caso que um tal pormenor tem, há uma coisa que me fica.
E essa coisa é justamente o que é que leva um organismo humano formado num determinado habitat, depois de um tempo prolongado de sujeição a condições muito diversas daquele, a ter necessidade de satisfazer este ou aquele impulso, de retorno às condições primitivas?
O que é que há aqui para além da bioquímica? Se é que há alguma coisa para além dela. E se não há, o que é que acontece à luz dela, bioquímica?
Faltará muito para sabermos estas e outras respostas do género? Ou nunca lá chegaremos?
Dizem os papagaios das agências que os americanos resgatados na selva colombiana a primeira coisa que pediram para comer foi “cheeseburger and fries”.
Independentemente de ser verdade ou mentira, independentemente da coisa ser atribuída a todos, em vez de a um ou a outro, independentemente do nenhum interesse para a história deste caso que um tal pormenor tem, há uma coisa que me fica.
E essa coisa é justamente o que é que leva um organismo humano formado num determinado habitat, depois de um tempo prolongado de sujeição a condições muito diversas daquele, a ter necessidade de satisfazer este ou aquele impulso, de retorno às condições primitivas?
O que é que há aqui para além da bioquímica? Se é que há alguma coisa para além dela. E se não há, o que é que acontece à luz dela, bioquímica?
Faltará muito para sabermos estas e outras respostas do género? Ou nunca lá chegaremos?
Recado aos burros
Num tempo em que o erro se propaga a uma velocidade nunca vista, em que a asneira sai em borbotões evitando que as moscas entrem em quase todas as bocas, num tempo assim, há pouco a fazer ou a dizer para mostrar que isto ou aquilo é um disparate, um erro de palmatória.

Calhou, sabe-se lá por que carga d’água que um burro qualquer se tivesse encantado com uma fotografia que tirei no Largo da Escola em 1981 e da qual já falei aqui.
No post em que a publiquei inicialmente, lá estava o ano. Lisboa, 1981. O burro ou não soube copiar, ou terá pensado que, se alterasse a data, podia publicar a foto como sua que ninguém dava por nada.
O burro não sabia, é claro, que em 1964, a Toyota ainda não fabricava o Corolla que é o carro em primeiro plano (já da segunda geração, salvo o erro). Só o lançou dois anos depois.
O burro não sabia, é claro, que em 1964, a Citroën ainda não fabricava o GS. Só o passou a fazer em 1970. Que é o carro (GS ou GSA) a seguir ao Toyota.
O burro não sabia que há na fotografia cem outras coisas que tornam impossível que tivesse sido tirada em 1964. O burro não sabia que mesmo existindo essas cem, basta uma, só uma, para mostrar que é impossível.
O burro e os burros todos que se encarregaram e ainda encarregam de propagar o erro, difundindo-o desta ou daquela forma, pois circula por aí em milhentos embrulhos e aparece quando menos se espera, acompanhada de um séquito de outras fotografias sem que haja a mínima menção de autoria, de referência, etc.. Quando não, aparece em posts de tipos cheios de imaginação.
É claro que me irrita a fotografia ser minha.
Mas cada vez tenho também menos paciência para os burros e para a burrice que a tudo sobrepuja.
E se isto é coisa velha em mim, muito velha, também é facto que vai azedando com a idade.
Este blogue está a converter-se numa praça azeda. Tenho disso consciência. Azeda como eu.
E, modéstia à parte, sabendo que os meus leitores habituais nada têm a ver com esta catilinária, a eles peço desculpa.
Num tempo em que o erro se propaga a uma velocidade nunca vista, em que a asneira sai em borbotões evitando que as moscas entrem em quase todas as bocas, num tempo assim, há pouco a fazer ou a dizer para mostrar que isto ou aquilo é um disparate, um erro de palmatória.

Calhou, sabe-se lá por que carga d’água que um burro qualquer se tivesse encantado com uma fotografia que tirei no Largo da Escola em 1981 e da qual já falei aqui.
No post em que a publiquei inicialmente, lá estava o ano. Lisboa, 1981. O burro ou não soube copiar, ou terá pensado que, se alterasse a data, podia publicar a foto como sua que ninguém dava por nada.
O burro não sabia, é claro, que em 1964, a Toyota ainda não fabricava o Corolla que é o carro em primeiro plano (já da segunda geração, salvo o erro). Só o lançou dois anos depois.
O burro não sabia, é claro, que em 1964, a Citroën ainda não fabricava o GS. Só o passou a fazer em 1970. Que é o carro (GS ou GSA) a seguir ao Toyota.
O burro não sabia que há na fotografia cem outras coisas que tornam impossível que tivesse sido tirada em 1964. O burro não sabia que mesmo existindo essas cem, basta uma, só uma, para mostrar que é impossível.
O burro e os burros todos que se encarregaram e ainda encarregam de propagar o erro, difundindo-o desta ou daquela forma, pois circula por aí em milhentos embrulhos e aparece quando menos se espera, acompanhada de um séquito de outras fotografias sem que haja a mínima menção de autoria, de referência, etc.. Quando não, aparece em posts de tipos cheios de imaginação.
É claro que me irrita a fotografia ser minha.
Mas cada vez tenho também menos paciência para os burros e para a burrice que a tudo sobrepuja.
E se isto é coisa velha em mim, muito velha, também é facto que vai azedando com a idade.
Este blogue está a converter-se numa praça azeda. Tenho disso consciência. Azeda como eu.
E, modéstia à parte, sabendo que os meus leitores habituais nada têm a ver com esta catilinária, a eles peço desculpa.
02/07/2008
The flying circus*
Era para participar o roubo de um carro.
Roubo, não, furto.
O graduado, educadíssimo, prestimosíssimo e eloquente, explicou a diferença entre participar ali, face a um simples fax e participar acolá, face a moderníssimos meios informáticos, depois da breve prelecção sobre os roubos de carros a duas, a quatro e as mais mãos armadas.
Fê-lo com a voz bem colocada, marcial e com toda a diligência que se impunha.
A parte “flying circus” começou quando ele se demorou, talvez com trejeitos de pescoço, a enumerar as diferenças uma a uma, enquanto já ensaiávamos passos de retirada.
Quase me fez pensar que era mesmo por necessidade de falar. Estaria também sózinho na esquadra?
Duas horas, no mínimo – disse o sentinela invisível à primeira, consentindo assim pela sua má colocação o adentrar da esquadra a três elementos com cara de poucos amigos. Dois, não três, porque eu fiquei-me à porta depois de ter gritado “Paulinho! Estamos a chegar aos cinquenta! A ver se nos juntamos todos um dia destes!” para o meu velho amigo e colega da 1ª classe.
Deveria ter desconfiado quando o vi ali, à porta, do lado de fora, que seriam duas horas no mínimo.
E do lado de fora, como ele estava, também à espera que os moderníssimos meios informáticos o escutassem nas suas queixas.
Acho que a parte “flying circus” ainda não acabou.
*roubado ou, melhor dizendo, furtado aos Monty Python
Era para participar o roubo de um carro.
Roubo, não, furto.
O graduado, educadíssimo, prestimosíssimo e eloquente, explicou a diferença entre participar ali, face a um simples fax e participar acolá, face a moderníssimos meios informáticos, depois da breve prelecção sobre os roubos de carros a duas, a quatro e as mais mãos armadas.
Fê-lo com a voz bem colocada, marcial e com toda a diligência que se impunha.
A parte “flying circus” começou quando ele se demorou, talvez com trejeitos de pescoço, a enumerar as diferenças uma a uma, enquanto já ensaiávamos passos de retirada.
Quase me fez pensar que era mesmo por necessidade de falar. Estaria também sózinho na esquadra?
Duas horas, no mínimo – disse o sentinela invisível à primeira, consentindo assim pela sua má colocação o adentrar da esquadra a três elementos com cara de poucos amigos. Dois, não três, porque eu fiquei-me à porta depois de ter gritado “Paulinho! Estamos a chegar aos cinquenta! A ver se nos juntamos todos um dia destes!” para o meu velho amigo e colega da 1ª classe.
Deveria ter desconfiado quando o vi ali, à porta, do lado de fora, que seriam duas horas no mínimo.
E do lado de fora, como ele estava, também à espera que os moderníssimos meios informáticos o escutassem nas suas queixas.
Acho que a parte “flying circus” ainda não acabou.
*roubado ou, melhor dizendo, furtado aos Monty Python
Espólio (30)

espólio Campos Vilhena, fotos de MSG
Vila Nova de Milfontes, fim dos anos 50 / início dos anos 60.
Desentranhadas estas fotos do processo por causa deste postal de Elsinore.
Há mais de três anos.

espólio Campos Vilhena, fotos de MSG
Vila Nova de Milfontes, fim dos anos 50 / início dos anos 60.
Desentranhadas estas fotos do processo por causa deste postal de Elsinore.
Há mais de três anos.
01/07/2008
30/06/2008
29/06/2008
Para a próxima

imagem da Marca
Ganha a equipa do país do senhor da direita de quem vê daqui.
É o único palpite (a única certeza) compatível com a pseudo-ciência instalada por aí.
Olhando para dois pontos medidos de qualquer coisa de que se poderia ter medido mais infinitos pontos (não é o caso aqui), olhando apenas para esses dois, de imediato se estabelece a curva. Se houver (como aqui há) uma boa intenção para que a curva seja assim e não assado, então não há que enganar.
É aquilo a que hoje o vulgo chama ciência.

imagem da Marca
Ganha a equipa do país do senhor da direita de quem vê daqui.
É o único palpite (a única certeza) compatível com a pseudo-ciência instalada por aí.
Olhando para dois pontos medidos de qualquer coisa de que se poderia ter medido mais infinitos pontos (não é o caso aqui), olhando apenas para esses dois, de imediato se estabelece a curva. Se houver (como aqui há) uma boa intenção para que a curva seja assim e não assado, então não há que enganar.
É aquilo a que hoje o vulgo chama ciência.
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