20/07/2007
Não era uma vez
Aquilo que é vulgar, que já foi milhentas vezes contado e recontado, um dia toca-nos à porta.
Sabíamos que era assim, estávamos fartos de o saber, mas não imaginávamos que assim fosse. Assim – connosco.
Ora de livros que um dia têm uma coisa escrita e no dia seguinte têm outra, há muito que falam outros livros, há muito que se contam os seus desenganos.
Com o que eu não contava era que isso me acontecesse.
Que um livro trocasse de letras na estante, contasse uma história semelhante mas com um final diverso.
Não me conformo.
Aquilo que é vulgar, que já foi milhentas vezes contado e recontado, um dia toca-nos à porta.
Sabíamos que era assim, estávamos fartos de o saber, mas não imaginávamos que assim fosse. Assim – connosco.
Ora de livros que um dia têm uma coisa escrita e no dia seguinte têm outra, há muito que falam outros livros, há muito que se contam os seus desenganos.
Com o que eu não contava era que isso me acontecesse.
Que um livro trocasse de letras na estante, contasse uma história semelhante mas com um final diverso.
Não me conformo.
19/07/2007
18/07/2007
O náufrago
Foi no domingo.
Contei a história do homem especado, gesticulando no local dos sucessos, como se uma reportagem qualquer me entrevistasse.
Dos presentes, ninguém a tinha ainda ouvido.
Dos ausentes, a única pessoa que podia ter alguma lembrança do episódio, não se lembrava.
No domingo, o homem começou portanto a cair no esquecimento.
Naufragou. Deu em todas as televisões.
Foi no domingo.
Contei a história do homem especado, gesticulando no local dos sucessos, como se uma reportagem qualquer me entrevistasse.
Dos presentes, ninguém a tinha ainda ouvido.
Dos ausentes, a única pessoa que podia ter alguma lembrança do episódio, não se lembrava.
No domingo, o homem começou portanto a cair no esquecimento.
Naufragou. Deu em todas as televisões.
Um argumento
Um argumento muito usado em tempos para terminar as operações no aeroporto da Portela era justamente o do perigo de acidente aéreo sobre área urbana.
Argumento que agora deve voltar em força, a julgar pelas notícias desta noite.
Em abstracto, acho-o válido. Mas é preciso escrutinar bem o assunto. E isso pouca gente é capaz de fazer, de forma acertada.
Um argumento muito usado em tempos para terminar as operações no aeroporto da Portela era justamente o do perigo de acidente aéreo sobre área urbana.
Argumento que agora deve voltar em força, a julgar pelas notícias desta noite.
Em abstracto, acho-o válido. Mas é preciso escrutinar bem o assunto. E isso pouca gente é capaz de fazer, de forma acertada.
16/07/2007
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