28/07/2012
27/07/2012
Especialistas
Os tipos que relatam o desfile olímpico para a RTP anunciam a representação do Reino Unido e a tentativa de Ian Thorpe, que eles tomam por americano e confundem com Phelps, de bater o recorde do número de medalhas olímpicas.
São dois erros crassos, que qualquer criança que houvesse feito o trabalho de casa, não conhecendo o assunto, não cometeria.
Os tipos que relatam o desfile olímpico para a RTP anunciam a representação do Reino Unido e a tentativa de Ian Thorpe, que eles tomam por americano e confundem com Phelps, de bater o recorde do número de medalhas olímpicas.
São dois erros crassos, que qualquer criança que houvesse feito o trabalho de casa, não conhecendo o assunto, não cometeria.
26/07/2012
O junkie das palavras

Não sei quantas pessoas haverá, em todo o universo, que se possam procurar e encontrar no Google Street View. Calculo que uma ínfima, muito ínfima, porção.
Pois bem, eu não te procurei. Apenas seguia um link encontrado algures. E lá estavas tu, tal como da outra vez, quando passei de carro.
Pareceu-me que num ciclo mais saudável. Apenas seis meses depois, diz a data da foto. Assim o espero.
Talvez agora, pegando na última frase desses dias, o junkie seja eu. O das palavras. As que não te disse, as que não me disseste.

Não sei quantas pessoas haverá, em todo o universo, que se possam procurar e encontrar no Google Street View. Calculo que uma ínfima, muito ínfima, porção.
Pois bem, eu não te procurei. Apenas seguia um link encontrado algures. E lá estavas tu, tal como da outra vez, quando passei de carro.
Pareceu-me que num ciclo mais saudável. Apenas seis meses depois, diz a data da foto. Assim o espero.
Talvez agora, pegando na última frase desses dias, o junkie seja eu. O das palavras. As que não te disse, as que não me disseste.
25/07/2012
Carta ao senhor Primeiro-Ministro
Já é longínquo o tempo das cartas ao poder. Seja a do Aónio (Aonio?), Cidadão campónio, dada ao prelo; seja a menos aberta do Bispo do Porto, que afinal todos conheceram pelo menos de título; sejam as que saíram mesmo nos jornais ou até as que deram forma a federações sindicais.
Todas elas pretenderam ou chamar atenção ao poder estabelecido, fosse ele qual fosse, ou promover a crise, no sentido mais antigo da palavra grega.
Pois eu pretendo não ter qualquer tipo de influência que a isso leve, o que me tranquiliza quanto a eventuais consequências da minha epístola.
Escrevi aqui, num tempo em que o senhor ainda estava algo longe da cadeira de São Bento, que o considerava um tipo capaz, que nos pouparia a dislates em que o seu antecessor se mostrou pródigo. Não há nisto qualquer tipo de clubismo anti-PS ou pró-PSD, uma vez que entendo serem ambos os partidos faces diversas da mesma moeda. Antes existe um certo horror ao disparate e à mediocridade que, como sabemos ambos, campeia em ambos os partidos.
Não me incomodam as suas expressões populares que tanta tinta fazem correr – é natural que assim seja, o povo revê-se no popularucho e não resiste a comentá-lo, esteja ele o povo à mesa do café – se é que ainda está – ou nas redacções dos jornais, das rádios e das televisões.
Não me incomodam as suas tentativas para pôr as contas na ordem e impôr racionalidade nisto tudo. Aplaudo-as.
Não me incomodam sequer alguns excessos de zelo que nesse campo se têm visto.
O que me incomoda, senhor Primeiro-Ministro, é algo que também incomoda muitos dos meus compatriotas. Talvez até o incomode a si, que tenho por não ser insensível ao desnorte.
É que pretenda levar o país para um caminho exemplar e carregue consigo a fancaria a que aqui aludi faz tempo, ainda o senhor estava num certo limbo, dando logo aí péssimo exemplo.
Escrevi aqui há meses suficientes que no governo havia pelo menos um ministro inenarrável. Há mais do que um. Mas esse dá um péssimo exemplo às massas. Ou será que não dá?
O que me incomoda, senhor Primeiro-Ministro, é a ausência de capacidade de extirpar cancros que corroem o cimento social – a instalação do chico-espertismo um pouco por todo o lado, como bem indicava o falecido Ernâni Lopes; as chorudas golpadas dos ditos consentidas por nulidades intelectuais omnipresentes e que, só por serem nulidades, não se podem dizer cúmplices.
O que me incomoda é, como já outros disseram, um desfile de asneiras que exala um cheiro a fim de regime.
Lembro-me da série quase interminável de disparates que antecederam o 25 de Abril de 74.
Estamos lá quase.
É isso que me incomoda. A mim, e perdoe-me a presunção, a muitos mais.
O senhor, justamente por ser mais capaz do que os outros, tem maiores responsabilidades. Se isto correr mal, não tem desculpa.
Dato esta carta de 25 de Julho. Uma data apenas simbólica – para mim ainda mais que as raízes estão-me nesses campos - mas que os intelectuais da praça, os tais de que se deve ter socorrido para eliminar ou suspender os feriados de 1 de Dezembro e 5 de Outubro devem ignorar.
Já é longínquo o tempo das cartas ao poder. Seja a do Aónio (Aonio?), Cidadão campónio, dada ao prelo; seja a menos aberta do Bispo do Porto, que afinal todos conheceram pelo menos de título; sejam as que saíram mesmo nos jornais ou até as que deram forma a federações sindicais.
Todas elas pretenderam ou chamar atenção ao poder estabelecido, fosse ele qual fosse, ou promover a crise, no sentido mais antigo da palavra grega.
Pois eu pretendo não ter qualquer tipo de influência que a isso leve, o que me tranquiliza quanto a eventuais consequências da minha epístola.
Escrevi aqui, num tempo em que o senhor ainda estava algo longe da cadeira de São Bento, que o considerava um tipo capaz, que nos pouparia a dislates em que o seu antecessor se mostrou pródigo. Não há nisto qualquer tipo de clubismo anti-PS ou pró-PSD, uma vez que entendo serem ambos os partidos faces diversas da mesma moeda. Antes existe um certo horror ao disparate e à mediocridade que, como sabemos ambos, campeia em ambos os partidos.
Não me incomodam as suas expressões populares que tanta tinta fazem correr – é natural que assim seja, o povo revê-se no popularucho e não resiste a comentá-lo, esteja ele o povo à mesa do café – se é que ainda está – ou nas redacções dos jornais, das rádios e das televisões.
Não me incomodam as suas tentativas para pôr as contas na ordem e impôr racionalidade nisto tudo. Aplaudo-as.
Não me incomodam sequer alguns excessos de zelo que nesse campo se têm visto.
O que me incomoda, senhor Primeiro-Ministro, é algo que também incomoda muitos dos meus compatriotas. Talvez até o incomode a si, que tenho por não ser insensível ao desnorte.
É que pretenda levar o país para um caminho exemplar e carregue consigo a fancaria a que aqui aludi faz tempo, ainda o senhor estava num certo limbo, dando logo aí péssimo exemplo.
Escrevi aqui há meses suficientes que no governo havia pelo menos um ministro inenarrável. Há mais do que um. Mas esse dá um péssimo exemplo às massas. Ou será que não dá?
O que me incomoda, senhor Primeiro-Ministro, é a ausência de capacidade de extirpar cancros que corroem o cimento social – a instalação do chico-espertismo um pouco por todo o lado, como bem indicava o falecido Ernâni Lopes; as chorudas golpadas dos ditos consentidas por nulidades intelectuais omnipresentes e que, só por serem nulidades, não se podem dizer cúmplices.
O que me incomoda é, como já outros disseram, um desfile de asneiras que exala um cheiro a fim de regime.
Lembro-me da série quase interminável de disparates que antecederam o 25 de Abril de 74.
Estamos lá quase.
É isso que me incomoda. A mim, e perdoe-me a presunção, a muitos mais.
O senhor, justamente por ser mais capaz do que os outros, tem maiores responsabilidades. Se isto correr mal, não tem desculpa.
Dato esta carta de 25 de Julho. Uma data apenas simbólica – para mim ainda mais que as raízes estão-me nesses campos - mas que os intelectuais da praça, os tais de que se deve ter socorrido para eliminar ou suspender os feriados de 1 de Dezembro e 5 de Outubro devem ignorar.
24/07/2012
A nota do dia
Lendo esta nota do Presidente da República endereçada ao Parlamento e à sua Presidente apenas ficamos com mais um prego para pregar no caixão da excelsa democracia parlamentar que tais brilhantismos alberga.
Lendo esta nota do Presidente da República endereçada ao Parlamento e à sua Presidente apenas ficamos com mais um prego para pregar no caixão da excelsa democracia parlamentar que tais brilhantismos alberga.
23/07/2012
22/07/2012
HGU en rose ou hádestermuntavercõisso
Aquilo que eu não sabia antes de começar este Tour é que o homem que venceu o sprint nos Campos Elíseos em 2008 acabou por arrebatar le Tour en rouge. Belo prémio!
Aquilo que eu não sabia antes de começar este Tour é que o homem que venceu o sprint nos Campos Elíseos em 2008 acabou por arrebatar le Tour en rouge. Belo prémio!
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