Pelourinho do Ano – categoria Nacional – grau Bronze
Em primeiro lugar, agradecer ao João Espinho a atribuição do
galardão.
Nunca conheci o João, apesar de nos termos decerto cruzado em Beja algumas vezes.
O facto é que Beja, embora sendo a cidade capital do meu Baixo Alentejo foi sempre um destino algo longínquo e pouco frequentado por quem repartia como eu o tempo entre os arrabaldes de Lisboa e o extremo sul do Reino de Portugal, ali nas faldas das serranias onde se entrelê a fronteira com o Algarve de Aquém.
Não obstante, tenho dela uma imagem, imagens de tempos bem passados. Não me queixo de nada que por lá me tenha acontecido, apesar de nem sempre ser de festa o motivo da minha deslocação.
Recordo, porque passam exactamente trinta anos sobre o facto – mais dia menos dia, talvez até sejam trinta certos - uma noite daquelas com que Beja contempla os forasteiros não habituados ao barbeiro. Não é o meu caso, nunca foi, que alentejano que se preze sabe o que é um geadão a sério e uma calorina de derreter alcatrões antigos, quando as caricas nele se embutiam à porta das vendas e dos cafés.
Essa noite de vela, passada ao relento do Largo do Carmo, cigarros e samarras espantando a rijeza, contrariada também por umas voltas de carro, com o calor da máquina a ajudar ao desentorpecimento que culminou com um outro carro alheio que havia zumbido toda a noite, cima e baixo, espetado numa parede ali para os lados da estação.
Porque hoje em Beja há-de estar uma noite igual e porque o João me dá, lá na sua
Praça, as novas da cidade que raramente vejo mas onde se entroncam memórias próprias, de familiares e de amigos, e belas imagens que ele faz ou que nos dá a conhecer de outras feituras, aqui vai com umas fotos alusivas, este discurso de agradecimento parar.
da Cidade para o termo em 1981
do termo para a Cidade em 2005
por MCV às 23:49 de 15 dezembro 2007 
Outra vez o macacoAo fim de infinitas vezes,
acerta. Acaba por. É inevitável.
Importa repetir que é só ao fim de infinitas vezes.

Já aqui disse que pertenço ao grupo dos que consideram que a classe política é e deve talvez ser sempre de extracção mediana em termos intelectuais.
Não cabem nela grandes intelectos, figuras excepcionais. Só o medíocre e o médio.
O que não invalida que se lhe peça que tenha, por isso mesmo, uma prestação equivalente. De medíocre a médio, entre o 8 e o 13, em dias de festa.
A actual não descola do mau.
É de uma craveira intelectual baixíssima, com uma ou outra excepção que confirma a regra. Basta ouvi-los discorrer mais de um minuto para perceber do que são capazes. Ou do que não são capazes.
Ainda não li o Tratado. Nada do que lá esteja escrito abala esta argumentação.
O macaco acaba por acertar, mesmo sem disso se dar conta. No infinito.
por MCV às 21:53 de 14 dezembro 2007 
Segundo a CNN
imagem da CNNTanta coisa para dar este nome a um tratado...
por MCV às 05:21 
A E.N. 2 ali em Beja
A quase totalidade dos noticiários e informações de trânsito que não se referem às corriqueiras estradas engarrafadas são erradas.
Sâo erradas porque o número da dita estrada está sempre errado.
É um dos muitos exemplos da capacidade desta gente da informação.
Outros estarão atentos a outros disparates em outros campos, eu dou por eles neste.
Há pouco mandavam apanhar a E.N. 2 em Beja.
Bastava um mapa do ACP. Só isso.
trecho da Carta Militar de Portugal - Série 1501A, escala (original) 1/250 000
Eu avistei um marco não regulamentar da 2-8 perto de Évora. Mas foi em sonhos, um dia destes, com o levitador amarelo* nas mãos.
*ainda hei-de falar sobre isso.
por MCV às 21:47 de 12 dezembro 2007 
Ora bemLá se deu o que me faltava lá para os lados da
Ferradura.
por MCV às 01:16 
Bem me pareciaQue estávamos com deficit de
sismos.
Na verdade, ontem estranhei o baixo número de ocorrências dos últimos dias (dizê-lo agora...).
Ainda falta qualquer coisa lá para o Gorringe e além.
por MCV às 01:02 de 11 dezembro 2007 
VacinaNão é que tenha muita relevância pois trata-se de mais um atropelo num mar de disparates quotidianos. E a mim mais incomodam os ilogismos e a incapacidade de raciocínio seguidos da ignorância atrevida.
No entanto, “
vacina contra o colo do útero” parece ser mesmo uma metáfora de uma civilização suicidária.
Há pouco, na SIC N.
por MCV às 00:08 