Vidal Fitas
Bem sei que já aqui disse que, em ciclismo, o nome
é tudo.
E que o meu interesse em Vidal Fitas resultou em parte do seu nome em parte da sua constante necessidade de se apartar dos demais,
fugindo ao pelotão as vezes que podia enquanto ciclista.
Hoje, anos passados em que já o ouvi as vezes bastantes para ficar com uma
imagem vocal, incluo-o naquele conjunto de indivíduos com quem teria gosto de compartilhar uma refeição. Ainda com mais gosto depois de o ouvir ontem no final da etapa que acabou no Sabugal.
Falando ele de ciclismo ou do que quisesse. Falando eu de nada ou do que ele quisesse ouvir.
Note-se a subalternidade que o último parágrafo revela.
Quem sabe se as minhas raízes na serra algarvia não se aparentam com as do homem?
imagem da RTP
por MCV às 20:31 de 24 agosto 2012 
Saturação
Toda a solução tem para determinado soluto um ponto de saturação. Que varia com as condições ambientais.
Cheguei eu ao ponto, com estas condições de verão menos, em que é automático o desligar da janela de tv sempre que alguém fala em nome do PSD, do PS, do CDS, do PCP ou do BE.
Dei-me disso conta há já alguns dias. Não é a primeira vez que acontece nem, espero, será a última.
Há de facto ainda algumas condições ambientais em que consigo ouvir os dislates que os associados de tais siglas proferem.
Como de costume, não sei se isso é mau ou bom. Termos que a razão há muito me convida a evitar.
por MCV às 19:16 
Gente com jeito para o desenho
Um dos meus amigos quando vê qualquer informação ilegível sentencia que o desenho foi feito pela filha do patrão que tem jeito para o desenho.
Ora um bom exemplo disso é a informação que a RTP apresenta na transmissão da Volta a Portugal sobre a distância a percorrer e a diferença entre grupos (diferença esta que motivou já
uma belíssima explicação por parte de um comentador, mas isso é outro assunto).
Afira-se pela mesma informação fornecida pela Eurosport na Volta a Espanha.
O ilegível e o legível.
Foi decerto a filha do patrão com jeito para o desenho quem escolheu o tipo e o tamanho.
Coisas simples mas tão difíceis para esta gente!
imagens do Eurosport e da RTP (clicar para ampliar)
por MCV às 15:44 
Perguntas evitáveis
Quando se transfere o trabalho repetitivo para uma máquina, fazem-se opções sobre o nível de interferência que queremos ter no dito trabalho.
Quando me deitei à tarefa de criar um ficheiro da biblioteca preocupei-me naturalmente em uniformizar os nomes dos autores.
Um dos passos dessa tarefa foi transferido para a máquina que faz comparações de tamanho do nome e depois letra a letra, trocando ou não o último nome de posição. Num determinado intervalo requer a minha autorização, enquanto antes desse intervalo faz a exclusão imediata e depois dele inclui o nome na lista na sua forma canónica, que serviu de padrão.
Um descuido com um intervalo demasiado amplo de indefinição fez com que o algoritmo formulasse perguntas evitáveis. Estas são apenas um exemplo das muitas a que tive que responder.
por MCV às 22:08 de 22 agosto 2012 
É pelas artérias que se faz a circulação*
Olhando para o estado geral da obra da auto-estrada Sines – Beja percebe-se há tempo que esta ou está parada ou avança sem progresso mensurável.
Sabe isto quem por ali passa.
Nos documentos que consultei, antes de escrever estas linhas, não consegui confirmar
a afirmação do ministro da Economia de que o governo é alheio ao caso.
Alheio no sentido formal, contratual, creio entender. Obviamente não o é em termos práticos.
Quanto mais não seja, caso se trate de uma concessão em que o concessionário tem a obrigação de efectuar os trabalhos dentro de um prazo determinado, de denunciar o contrato de concessão (os documentos mencionam o ano de 2012 para a entrada ao serviço).
Sabemos porém todos que no fim quem paga a conta são sempre os mesmos. Nós, os contribuintes. E que, destes, quem mais paga são aqueles a quem o fisco mais vai buscar em percentagem dos seus haveres. Atente-se aos impostos directos e indirectos.
Estará o país em condições de se dar ao luxo de deixar a construção de uma auto-estrada em meio, atirando para o lixo, à medida que o tempo passa, uma parte considerável do trabalho já realizado?
Se não está, o governo pensa que sim, que está. Ao dizer que é alheio à questão.
É claro que há a hipótese de se ter chegado à conclusão de que a auto-estrada é um investimento inútil e ruinoso (“obras que apenas geram despesa”) e que parando agora ainda se minimiza o prejuízo.
Nesse caso, o país esteve em condições de atirar ao lixo o nosso dinheiro em investimentos deste calibre. No fim pagaremos todos, haja ou não falência da concessionária.
E estará o país em condições de se dar ao luxo de ter auto-estradas construídas e ao serviço que servem muito menos gente do que deveriam servir, com o consequente ganho para a economia e o seu propósito de construção justificado, por estarem taxadas de forma a espantar os potenciais utilizadores?
Se não está o país em tais condições e se o número de utilizadores delas desviados é significativo, tornando-as em investimentos inúteis, logo em dinheiro jogado à rua, não estaremos ainda a tempo de corrigir o erro?
*
arterial ou oxigenadora
por MCV às 20:39 de 21 agosto 2012 
Escapou-lhe
Está um tipo na televisão (TVI 24) que acaba de dizer que só falta ver o Benfica a jogar de azul e o Porto a jogar de vermelho.
Escapou-lhe
qualquer coisa.
por MCV às 22:57 de 20 agosto 2012 
A imbecilidade ignorante (episódio Θ+6)
O imbecil que está a dar lições enquanto comenta a Volta a Portugal na RTP acabou de debitar uma pérola de estupidez de alto quilate.
Pretendeu explicar uma coisa que ele próprio não entende. A qual é a má formulação de um algoritmo que calcula atrasos de corredores face a outros.
Que como qualquer criança percebe
independe de uns estarem a descer, outros a subir.
Mas para ele depende. Ainda não chegou ao QI da tal criança.
E explicou! Para aqueles que não entendem.
Extraordinário que isto seja pago com o dinheiro dos contribuintes.
por MCV às 15:58 de 19 agosto 2012 