24/05/2025
23/05/2025
22/05/2025
Ciclismo
Um dos disparates mais interessantes dos que se ouvem da boca dos comentadores de ciclismo é o rol de axiomas.
Existe, na mente de tais criaturas, uma colecção de axiomas do ciclismo.
Não obstante esses axiomas serem desrespeitados frequentemente nas corridas, o que os leva nessas alturas a um estado de excitação, quando não de perplexidade. Um só exemplo de entre muitos:
"A equipa que detém a camisola amarela é obrigada a controlar* a corrida"
* seja lá isso o que for.
Um dos disparates mais interessantes dos que se ouvem da boca dos comentadores de ciclismo é o rol de axiomas.
Existe, na mente de tais criaturas, uma colecção de axiomas do ciclismo.
Não obstante esses axiomas serem desrespeitados frequentemente nas corridas, o que os leva nessas alturas a um estado de excitação, quando não de perplexidade. Um só exemplo de entre muitos:
"A equipa que detém a camisola amarela é obrigada a controlar* a corrida"
* seja lá isso o que for.
21/05/2025
Cegueira
A cegueira ideológica é um sinal óbvio de estupidez.
E a estupidez está igualmente distribuída por todos os campos políticos.
Consequentemente temos cegos ideológicos em todo o lado a afirmar que os seus adversários são todos estúpidos.
Os espelhos dos cegos estão também igualmente distribuídos.
A cegueira ideológica é um sinal óbvio de estupidez.
E a estupidez está igualmente distribuída por todos os campos políticos.
Consequentemente temos cegos ideológicos em todo o lado a afirmar que os seus adversários são todos estúpidos.
Os espelhos dos cegos estão também igualmente distribuídos.
20/05/2025
Esquerda e Direita
A direita elitista travestida de esquerda que, mercê do apartheid onde se refugia, ignora a realidade nua e crua e promete fofura, moleza, tolerância, inclusão, paz e amor para todos e todas, como gosta de dizer, sofreu um grave revés. Aplica-se isto sobretudo ao PS e ao Bloco de Esquerda onde pontuam supostas intelectualidades, supostas superioridades intelectuais, mentes únicas capazes de abarcar, contemplar e construir os fabulosos mundos utópicos, despidos de toda a complexidade humana. Afunda-se de corpo inteiro esta direita na mesma proporção com que enterra a cabeça na areia e se dedica a causas aberrantes e inframinoritárias que ficam bem nos salões que frequenta.
Não fazem um.
Se há um ano todos juntos, os líderes dos principais partidos, não faziam um, um ano volvido razão não haveria nem há para desmentir tal asserção.
É um deserto que se avista bem de longe.
A direita elitista travestida de esquerda que, mercê do apartheid onde se refugia, ignora a realidade nua e crua e promete fofura, moleza, tolerância, inclusão, paz e amor para todos e todas, como gosta de dizer, sofreu um grave revés. Aplica-se isto sobretudo ao PS e ao Bloco de Esquerda onde pontuam supostas intelectualidades, supostas superioridades intelectuais, mentes únicas capazes de abarcar, contemplar e construir os fabulosos mundos utópicos, despidos de toda a complexidade humana. Afunda-se de corpo inteiro esta direita na mesma proporção com que enterra a cabeça na areia e se dedica a causas aberrantes e inframinoritárias que ficam bem nos salões que frequenta.
Não fazem um.
Se há um ano todos juntos, os líderes dos principais partidos, não faziam um, um ano volvido razão não haveria nem há para desmentir tal asserção.
É um deserto que se avista bem de longe.
19/05/2025
TV
Desta feita o meu ciclo circadiano não se compaginou com a maratona eleitoral das televisões.
Com o sono algo leve, o que é raro, estranhei não ouvir as tradicionais manifestações de júbilo que se traduzem aqui na avenida em vigorosas buzinadelas.
Madrugada alta, rebobinei as gravações para as 20:00 de ontem nos diversos canais. Atentei nas previsões e verifiquei quase de seguida que usando a malha mais grossa ou mais fina todas elas tinham acertado.
Comprimi assim nuns escassos minutos a palavrosa comentarização de uma noite eleitoral.
Passo rápido às folhas de Excel que gosto de organizar nestas alturas.
Desta feita o meu ciclo circadiano não se compaginou com a maratona eleitoral das televisões.
Com o sono algo leve, o que é raro, estranhei não ouvir as tradicionais manifestações de júbilo que se traduzem aqui na avenida em vigorosas buzinadelas.
Madrugada alta, rebobinei as gravações para as 20:00 de ontem nos diversos canais. Atentei nas previsões e verifiquei quase de seguida que usando a malha mais grossa ou mais fina todas elas tinham acertado.
Comprimi assim nuns escassos minutos a palavrosa comentarização de uma noite eleitoral.
Passo rápido às folhas de Excel que gosto de organizar nestas alturas.
Escolaridade obrigatória
A questão era simples: a página da junta de freguesia tinha a configuração das secções de voto congelada desde as eleições autárquicas de 2021 e por isso errada.
Ainda que não fosse por essa razão, duas em cinco figuras que me precediam na fila para a votação estavam na mesa errada que como sabemos se refere à ordem alfabética.
Comentei com a presidente da mesa o facto. Ela concordou que era invulgar a percentagem de desorientados.
Ao sair, fui dar conta às funcionárias da junta do caso da página desactualizada e errada. Em má hora o fiz.
Percebi quase de imediato que a escolaridade obrigatória (esclareceram-me no fim que todas elas a tinham) ou a sua equivalência pelos meios paralelos, desembocavam naquelas criaturas numa atroz ignorância: a dificuldade suprema em identificar o site da junta para a qual trabalham; a presunção de que o meu telefone poderia estar a dar uma informação diferente da correcta(!), a que elas tinham acesso(!) por eu não ter feito as adequadas actualizações(!); a dificuldade em entender por fim que a informação a que acediam estava de facto desconforme com os papéis que tinham na mão. Tudo isso num bolo incompreensível de argumentos que me recordou que numa eleição anterior uma assistente da mesma junta não sabia ordenar alfabeticamente.
Ali o tontinho era eu. E de facto assim era pois melhor fora que não me tivesse lembrado de chamar a atenção daquelas criaturas para o descaso.
Dito isto, e tendo visto as imagens dos diversos ajuntamentos das forças políticas por essas ruas do país durante a campanha e o que se passou na noite de sábado no Marquês de Pombal, acredito que o Sporting ganharia com facilidade a eleição. Mas isto sou eu que sou sportinguista...
Imagem da Sporting TV via jornal O Jogo
A questão era simples: a página da junta de freguesia tinha a configuração das secções de voto congelada desde as eleições autárquicas de 2021 e por isso errada.
Ainda que não fosse por essa razão, duas em cinco figuras que me precediam na fila para a votação estavam na mesa errada que como sabemos se refere à ordem alfabética.
Comentei com a presidente da mesa o facto. Ela concordou que era invulgar a percentagem de desorientados.
Ao sair, fui dar conta às funcionárias da junta do caso da página desactualizada e errada. Em má hora o fiz.
Percebi quase de imediato que a escolaridade obrigatória (esclareceram-me no fim que todas elas a tinham) ou a sua equivalência pelos meios paralelos, desembocavam naquelas criaturas numa atroz ignorância: a dificuldade suprema em identificar o site da junta para a qual trabalham; a presunção de que o meu telefone poderia estar a dar uma informação diferente da correcta(!), a que elas tinham acesso(!) por eu não ter feito as adequadas actualizações(!); a dificuldade em entender por fim que a informação a que acediam estava de facto desconforme com os papéis que tinham na mão. Tudo isso num bolo incompreensível de argumentos que me recordou que numa eleição anterior uma assistente da mesma junta não sabia ordenar alfabeticamente.
Ali o tontinho era eu. E de facto assim era pois melhor fora que não me tivesse lembrado de chamar a atenção daquelas criaturas para o descaso.
Dito isto, e tendo visto as imagens dos diversos ajuntamentos das forças políticas por essas ruas do país durante a campanha e o que se passou na noite de sábado no Marquês de Pombal, acredito que o Sporting ganharia com facilidade a eleição. Mas isto sou eu que sou sportinguista...
Imagem da Sporting TV via jornal O Jogo
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